Entre estagnar à maneira de uma poça e escorrer feito um ribeiro, melhor ser ribeiro.
Tanto na fé judaica como na cristã, mudar o coração de pedra em coração de carne é fulcral.
No centro da espiritualidade de Jesus há um recobrir-se de ternura e inspirar sensibilidade.
Relação com Deus tem a ver com relação com o próximo. Viver o projeto de Jesus significa envolver-se no manto da hospitalidade.
A redenção proposta por Jesus considera a possibilidade de uma metamorfose tão radical que as pulsões de morte se transformam em propostas de vida.
No imperativo de salvar a si reside a demanda de adornar a alma com gentileza.
Participar do projeto de Jesus tem a ver com elegância, inclusive no trato com quem temos desavenças.
No mandado de safar-se desta geração corrompida e perversa vem o dever de ataviar-se com gestos louváveis e comportar-se com distinção.
Jesus convida a desnudarmos o espírito do que é insignificante.
O seguidor de Jesus procura livrar-se de beatices, anela fugir da teatralidade piegas e busca integridade existencial.
A espiritualidade cristã abandona a ambição de se assentar à mesa onde tolos tratam superficialidades; não lambe-botas, pois despreza os bufos do petulante.
Os seguidores de Cristo mapeiam meios de celebrar o sublime; caçam da borboleta rara; anela o altruísmo do astrônomo que esquadrinha o céu em busca da estrela desnecessária.
Os nascidos do Espírito preferem cautela à imprudência, compromisso à indiferença, cortesia à incivilidade, humildade à insolência e misericórdia à inclemência; tais, pode-se dizer, são filhas e filhos de Deus.
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