Provérbios 9 mostra uma verdade que muita gente ignora: nem toda voz que chama é voz de Deus. A sabedoria chama, mas a loucura também chama. A diferença é que a sabedoria te chama para viver, enquanto a loucura te chama para desejar o que pode te destruir. Ela não chega feia, óbvia, assustadora. Ela chega bonita. Ela chega com aparência de alívio, de prazer, de oportunidade, de resposta rápida. Ela fala exatamente o que a carne quer ouvir: “ninguém vai saber”, “você merece”, “é só dessa vez”, “não tem problema”, “depois você resolve”.
É por isso que Provérbios 9:17 diz: “As águas roubadas são doces, e o pão comido às escondidas é agradável.” A loucura sempre tenta transformar o escondido em prazer, o proibido em desejo e o atalho em direção. Mas o verso seguinte revela o que ela esconde: “Ele, porém, não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.” O convite parecia bonito, mas o destino era morte.
Tem gente chamando de oportunidade aquilo que Deus chama de laço. Tem gente chamando de amor aquilo que está drenando sua alma. Tem gente chamando de porta aberta aquilo que, na verdade, é uma entrada para um ciclo de destruição. Nem todo convite é direção de Deus. Nem tudo que mexe com seu desejo veio para te fazer bem. Nem tudo que parece resposta veio do céu.
A Mulher Loucura ainda chama quando a pessoa está cansada de esperar, quando a obediência parece pesada, quando o coração está carente, quando a mente está confusa e quando o desejo começa a falar mais alto que o discernimento. Ela chama alto, mas nunca mostra o preço. Ela oferece prazer, mas entrega vazio. Ela promete liberdade, mas gera prisão. Ela parece doce no começo, mas amarga a alma depois.
Por isso, antes de entrar, discirna. Antes de aceitar, ore. Antes de responder ao convite, pergunte para onde essa voz está tentando te levar. Porque a sabedoria pode até contrariar sua vontade, mas preserva sua vida. A loucura pode agradar seu desejo por um momento, mas depois cobra com juros aquilo que você achou que era prazer.
Provérbios 9:13–18
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