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sábado, 23 de maio de 2026

DEUS

 Me pregaram um Deus vingativo.

Um Deus que parecia estar sempre irritado, sempre pronto para castigar, sempre esperando uma falha para me punir. Me ensinaram a ter medo do céu, medo de errar, medo de orar errado, medo de não ser suficiente, medo de ser rejeitada, medo de Deus e medo do diabo ao mesmo tempo.


Só que esse Deus do medo não é o Pai que Jesus revelou.

Porque o Pai revelado por Jesus não negocia com o pecado, mas também não destrói quem está quebrado. Ele corrige sem esmagar. Ele ensina sem humilhar. Ele chama ao arrependimento sem transformar a alma em prisão. Ele é santo, mas também é rico em misericórdia.


A religião sem amor cria filhos traumatizados. Jesus veio revelar filhos amados.

E isso não é passar pano para pecado. Isso é entender que a graça não veio para esconder sujeira, veio para nos tirar dela. A misericórdia de Deus não é uma desculpa para continuar no erro, é a razão pela qual ainda existe caminho de volta.

Tem muita gente vivendo longe de Deus porque conheceu apenas uma caricatura dEle. Ouviu tanto sobre castigo, punição, ameaça e condenação que nunca conseguiu enxergar o Pai. Mas Deus não enviou Jesus para nos manter escravos do medo. Ele enviou Jesus para nos reconciliar com Ele.

Eu não sirvo a um Deus vingativo. Eu sirvo a um Pai justo, santo, amoroso e misericordioso. Um Deus que me corrige porque me ama, me chama porque me quer perto e me restaura porque as misericórdias dEle ainda se renovam sobre mim.


“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade.” Lamentações 3:22–23

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