Não tem como manifestar o amor de Deus pelas pessoas, enquanto a própria alma é tratada com descaso.
Amar a alma não é se colocar no centro. É cuidar daquilo que Deus colocou dentro de cada um. É desenvolver comunhão. É criar uma relação estreita com Deus, porque ninguém permanece cheio Dele vivendo longe Dele.
E como essa relação nasce? Na comunhão.
Não existe amor indiferente. Quem ama procura. Quem ama separa tempo. Quem ama escuta. Quem ama se importa.
E é aqui que muita gente precisa se enxergar.
Tem gente que lê muitos livros, mas não lê a Bíblia. Fica horas no telefone, mas não consegue separar alguns minutos para falar com Deus. Tem tempo para responder mensagens, tempo para desabafar, tempo para ouvir todo mundo, mas quando é para buscar a Deus, tudo vira cansaço.
Então a pergunta é inevitável: quem tem o seu amor de verdade?
Porque a rotina revela aquilo que a boca tenta esconder.
Se existe tempo para tudo, menos para Deus, talvez o problema não seja agenda cheia. Talvez seja uma alma acostumada a viver longe da presença.
Jesus disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Mateus 22:37.
Ele falou de amor inteiro, não de sobras.
Talvez amar a própria alma hoje seja parar de tratá-la como se ela pudesse sobreviver sem Deus.
No fim, o verdadeiro amor não aparece no discurso. Ele aparece na prioridade.
“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.”
Salmos 42:2
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