Total de visualizações de página

sábado, 23 de maio de 2026

VERDADE

 Verdade do começo ao fim

“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.30).

Religiões sempre existiram no mundo. No entanto, por que o cristianismo foi a que alcançou os quatro cantos da terra? Certamente, há fatores que explicam isso. Primeiramente, o cristianismo foi a primeira proposta religiosa categorizada como “religião de missão”. Todas as religiões conhecidas, mesmo o judaísmo, eram religiões de povos específicos. Embora fosse, de certa forma, comum dentro da estrutura politeísta, admitir a crença em deuses de outros povos, nunca houve na história uma religião que se propusesse como mundial, convocando seus seguidores a espalhá-la por todo planeta.

Os deuses eram vistos como ligados diretamente a nações específicas cujos integrantes assumiam o compromisso de as adorar. Além disso, a proclamação cristã está baseada na ressurreição de seu maior ícone. Jesus Cristo não é aquele que apenas propõe a vitória sobre a morte para os seus seguidores, mas é o que primeiramente passou pela morte e a venceu. A comprovação máxima de sua mensagem e da veracidade daquilo que ele dizia ser é constatada na sua ressurreição testemunhada por inúmeras pessoas. A ressurreição, em si mesma, é também um distintivo do cristianismo.

Geralmente, a teologia pagã das demais religiões propõe vida eterna apenas espiritual, uma existência junto com as divindades ou em um paraíso que reflete os maiores anseios do coração humano. É verdade que esses “paraísos” mesmo assim são pensados fisicamente, como se o além-túmulo implicasse ainda algum tipo de corpo, como é visto no caso do paraíso dos mulçumanos com suas setenta e duas virgens para os fiéis ou mesmo a Terra sem Males dos tupis no Brasil, lugar de caça e pesca abundantes. Essas concepções de vida após a morte claramente pressupõem fisicalidade. Porém, Jesus Cristo ressuscitou neste mundo em que vivemos, uma clara indicação que será aqui que passaremos nossa eternidade.

No "cronograma” estabelecido pelo Deus das Escrituras, todos os eleitos que morrem vão para o chamado “estado intermediário da alma”, uma existência desencarnada no céu, onde vivem de forma muito parecida à dos anjos. No último dia, então, serão ressuscitados, quando a alma se reunirá indissolúvel e eternamente com o corpo, agora refeito de matéria incorruptível. A proposta de uma ressurreição para este mesmo mundo, junto com a restauração de todas as coisas, também não se encontra em outras propostas religiosas, tudo garantido pelo Deus-homem que efetuou a obra de redenção. A ideia redentora é tipicamente judaico-cristã. As elevadas ética e moral estabelecidas nas Escrituras, reflexos do próprio Deus Criador, evidencia o pecado da criatura humana.

O Deus apresentado nas Escrituras é santo e perfeito, muito distinto da proposta politeísta dos muitos paganismos que anunciam uma multidão de deuses tão falhos e pecadores quanto os homens que os buscam. Dessa forma, aqueles que se aproximam da divindade conforme descrita na Palavra têm que refletir sua mesma santidade. Esse foi o padrão da Criação. Deus refletiu em tudo o que criou a santidade de seu caráter. Uma vez que o homem caiu em pecado, não mais pôde acessar o Criador santo. Era necessário que morresse, justa condenação para satisfazer a justiça do único Deus que não pode aceitar o pecado. Uma vez que isso implicaria aniquilação da espécie humana, a divindade assume a condição humana para realizar aquilo que os homens não podem fazer. Deus se faz homem para salvar homens que quiseram ser deuses, morre no lugar deles, quitando assim a dívida de todos aqueles que escolheu. Essa ideia de Deus redentor é própria apenas do cristianismo.

As duas naturezas do Redentor também ocorrem de forma bastante peculiar. Nas religiões conhecidas na época do Novo Testamento havia semideuses, híbridos fruto do adultério de algum deus com uma mortal. Também se admitia o fato de deuses assumirem formas humanas, mas nunca jamais se projetou a ideia de algum deus tendo uma natureza humana definitiva, em paralelo com sua divindade. Jesus Cristo é um homem perfeito e Deus, ao mesmo tempo. Teria que ser cem por cento homem para poder assumir o nosso lugar na vida e na morte. Esse Deus que se manifestou no meio dos homens também como homem foi assunto aos céus, prometendo retorno no devido tempo. Isso leva a algo também típico da mensagem cristã, que tem sido deixado cada vez mais de lado pela igreja atual: o retorno de nosso Salvador. Tal ocorre especialmente devido à secularização da igreja, que crava seus olhos muito mais nas coisas relativas à presente existência do que na vida eterna, bem como, à aparente demora da volta de Cristo.

O retorno glorioso de Cristo para julgar vivos e mortos foi algo que também alavancou a fé cristã, pois estabelece juízo e justiça como o final de todas as coisas, mostrando a sublimidade da glória que está preparada para todo o que crê. Todos esses fatores, o conteúdo da pregação cristã, fez com que o cristianismo se destacasse acima de toda proposta religiosa, mas, acima de tudo, o fato de ser a expressão da única verdade relativa ao único Deus verdadeiro. É estranha a transformação que vive a igreja de hoje, detendo-se no “meio do caminho” da fé, desprezando a glória da ressurreição final no retorno de Cristo, preferindo as benesses da presente existência em um mundo de pecado. Toda meia-verdade é uma mentira inteira; um evangelho pela metade é um falso evangelho.

Cuidemos para viver a integralidade do ensinamento de Cristo, não apenas por uma questão de coerência, mas por ser realmente a plenitude da salvação, a bênção maior e incomparável, o retorno à vida perfeita com Deus. Rechace toda proposta alternativa, ainda que tenha alguns elementos cristãos. Creia na integralidade das Escrituras, sem eleger pontos da verdade. Compreendamos isto: se alguém que se diz crente não anseia o retorno de Jesus e a completude da salvação na ressurreição dificilmente é alguém que verdadeiramente crê. Tenha um excelente dia na presença do Senhor 

Nenhum comentário:

Postar um comentário