Quando a alma amadurece, a vaidade perde o lugar. A gente começa a enxergar a vida com outros olhos e entende que nem tudo o que parece grande é realmente eterno. Existem fases em que uma posição parece definir valor, um título parece trazer segurança, uma mesa parece representar importância e o reconhecimento das pessoas parece confirmar quem somos. Mas com o tempo, Deus vai tratando o coração e mostrando que aquilo que depende de aplauso para permanecer não tem raiz profunda.
Há coisas que chamam atenção, mas não sustentam a alma. Há lugares que parecem altos, mas deixam o coração pesado. Há conquistas que parecem bonitas por fora, mas se tornam vazias quando o propósito não está mais no centro. E quando Deus amadurece a gente, a vida deixa de ser sobre aparecer e começa a ser sobre frutificar. Deixa de ser sobre provar valor e passa a ser sobre viver com sentido. Deixa de ser sobre ocupar espaços e passa a ser sobre servir com verdade.
Hoje eu entendo que nem toda porta precisa ser disputada, nem toda mesa precisa ser desejada, nem todo reconhecimento precisa ser perseguido. O que vem de Deus não exige que a gente perca a essência para alcançar. O que vem de Deus não rouba a paz, não corrompe o coração e não afasta a gente do propósito. Por isso, servir ao Senhor Jesus passou a fazer muito mais sentido do que simplesmente ser vista. Ganhar almas passou a valer mais do que ganhar aplausos. Caminhar com paz passou a ser mais precioso do que ocupar qualquer lugar.
Porque no fim, título sem temor vira peso. Posição sem propósito vira vaidade. Reconhecimento sem presença de Deus vira vazio. Mas uma vida rendida, simples e fiel carrega algo que nenhuma aparência consegue produzir: fruto. E talvez amadurecer seja exatamente isso: deixar de correr atrás do que impressiona os homens e começar a viver pelo que alegra o coração de Deus.
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