Em Sidarta, Hermann Hesse nos presenteia com uma das distinções mais profundas da literatura: a diferença entre saber e sabedoria.
Ao longo de sua jornada, o protagonista experimenta tudo. Ele aprende a doutrina dos brâmanes, jejua com os samanas, ouve os ensinamentos do próprio Buda, conhece os prazeres do mundo e a arte dos negócios. Mas nenhum mestre, por mais iluminado que fosse, pôde lhe entregar a resposta final.
Sidarta descobre que o saber pode ser ensinado por fórmulas, teorias, conceitos e dogmas que passam de uma pessoa para outra. Mas a sabedoria, essa só nasce da experiência própria. Ela não é acumulada na mente, é vivida na pele, sentida no silêncio e compreendida, finalmente, ao ouvir o sussurro do rio.
Para alcançar a verdadeira sabedoria, é preciso se libertar das certezas prontas, abrir o coração para o mundo e caminhar com os próprios pés. Como as estrelas que trazem em si mesmas a sua lei e o seu caminho.
E você, já sentiu que as maiores lições da sua vida só foram realmente compreendidas quando você sidarta
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