Vale a pena se atentar novamente nessa história porque
a maior estratégia do engano em 1 Reis 13 não foi uma proposta claramente errada. Foi uma mentira vestida de espiritualidade. Deus tinha dado uma ordem simples ao profeta: vá, entregue a mensagem, não coma, não beba e volte por outro caminho. A missão era clara. O problema começou quando apareceu alguém que também dizia falar em nome de Deus. O velho profeta não negou o Senhor, não zombou da Palavra e não incentivou idolatria. Ele apenas disse: “Um anjo falou comigo e mandou chamar você de volta.” A mentira parecia santa. Tinha aparência de revelação. Tinha linguagem espiritual. Tinha alguém experiente por trás. E foi justamente isso que derrubou um homem que já havia vencido um rei, enfrentado um altar e visto a mão de Deus agir diante dos seus olhos.
Tem gente perdendo o propósito não porque deixou de amar a Deus, mas porque começou a dar mais peso às vozes ao redor do que à Palavra que Deus já tinha liberado. Nem toda confirmação vem do céu. Nem toda palavra emocionada vem do Espírito Santo. Nem todo conselho que cita Deus nasceu em Deus. Quando o Senhor fala, Ele não precisa desdizer o que acabou de ordenar para agradar pessoas. Quem perde a convicção da voz de Deus acaba vivendo a direção de qualquer voz que pareça espiritual.
“Mas ele mentiu.”
1 Reis 13:18
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