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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

PALCO

Hananias, filho de Azur, era profeta. Ele conhecia a linguagem, sabia como falar diante do povo e sabia até dizer: “Assim diz o Senhor”. O problema é que Deus não tinha dito. Ele falava como profeta, tinha aparência de profeta, ocupava lugar de profeta, mas Jeremias o confrontou com uma frase assustadora: “O Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras.” Jeremias 28:15.

Isso deveria causar temor em qualquer homem ou mulher que carrega o nome de Deus.

Porque não combina pregar verdade e viver mentira. Não combina ensinar sobre dízimo e não ser dizimista. Ensinar sobre oferta e nunca ofertar. Cobrar fidelidade sem ser fiel. Falar de renúncia enquanto todo sacrifício fica para os outros. Exigir do povo uma vida que você mesmo não está disposto a viver.

Não estou falando de perfeição. Quem serve a Deus também erra, tropeça e precisa se corrigir. Estou falando de hipocrisia consciente, de saber que não vive e continuar cobrando, de sustentar uma aparência diante das pessoas enquanto nos bastidores vive exatamente o contrário.

Jesus confrontou isso: “Pois dizem e não fazem.” Mateus 23:3.

Talvez uma das maiores mentiras dentro da fé seja pensar que dom, título, púlpito ou conhecimento bíblico conseguem substituir caráter. Não conseguem.

Você pode ensinar uma verdade que não vive e até convencer muita gente. Pode manter uma aparência por anos. Pode ter pessoas defendendo você.

Mas existe Alguém diante de quem personagem nenhum permanece em pé.

Mentira, fingimento, oportunismo e hipocrisia não combinam com homem ou mulher de Deus.

Antes de cobrar do povo, viva.

Antes de ensinar, pratique.

Antes de exigir fidelidade, seja fiel.


Porque quem fala em nome de Deus deveria ter temor até daquilo que faz quando ninguém está olhando.


O púlpito pode esconder de pessoas. De Deus, nunca.

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