Eu o convido a pensar comigo nos pedidos que fazemos ao Senhor em oração. São as nossas necessidades, desejos e sonhos. Ou necessidades na vida de outros. Talvez envolvam a cura de uma enfermidade, o abandono de um pecado, a solução de um problema relacional ou uma questão financeira sensível. Talvez seja algo mais profundo e secreto na alma. De toda forma, como temos visto, somos encorajados veementemente na Palavra a orar, colocando perante o Senhor nossas petições e súplicas, com fé e ações de graças. Gostaria de refletir sobre um aspecto específico deste movimento de oração, que são as respostas de Deus.
Há momentos em que oramos, insistimos, esperamos, e Deus responde com um “sim”. Esta é a resposta mais desejada por nós. O “sim” alegra o coração, renova as forças, consola a alma e, muitas vezes, fortalece a fé. A cura chegou, a porta se abriu, a provisão veio, o filho voltou, o conflito foi pacificado, a direção ficou clara.
Mas o “sim” de Deus precisa ser recebido com sabedoria. Primeiramente, com glória a Deus. Não devemos atribuir às nossas capacidades, estratégias, méritos ou força espiritual aquilo que procede da graça do Senhor. A resposta veio porque Deus é bom, sábio, misericordioso e fiel. O “sim” não deve alimentar a nossa vaidade, mas a adoração ao Senhor.
Em segundo lugar, o “sim” deve produzir gratidão. A Palavra nos ensina: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1Ts 5:18). É triste quando suplicamos intensamente por uma bênção e, ao recebê-la, rapidamente nos esquecemos de agradecer ao Doador. A gratidão guarda o coração da soberba e nos faz lembrar que tudo vem das mãos do Pai. E, como sabemos, Deus se agrada quando os seus filhos são gratos.
Por fim, o “sim” de Deus deve se tornar testemunho. Aquilo que Deus fez por nós pode encorajar outros a confiar nele. A resposta recebida não precisa permanecer guardada em silêncio. Pode ser compartilhada com humildade, para que outros vejam a bondade, a misericórdia e a fidelidade do Senhor. Para que isto aconteça, devemos colocar de lado a vaidade, não tentando dar a ideia de que a bênção veio porque somos mais inteligentes, capazes e competentes. Se assim fizermos, jogaremos fora a gratidão e perderemos a oportunidade de testemunhar da grandeza do Senhor.
Portanto, quando Deus disser “sim”, adore, agradeça e testemunhe. Receba a resposta com alegria, mas não se apegue mais à bênção do que ao Abençoador. O verdadeiro descanso não está apenas no “sim”, mas no Deus que ouve, responde e permanece fiel em todas as suas obras.
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