Tem uma dor que quase ninguém admite: ver quem te feriu seguindo a vida como se nada tivesse acontecido.
A pessoa sorri, viaja, prospera, posta, vive… e dentro de você nasce uma pergunta difícil: “Deus, e tudo o que ela fez comigo?”
O Salmo 37 não manda fingir que não doeu. Ele ensina a não entregar a própria paz nas mãos de quem já causou dano demais.
Porque existe um momento em que acompanhar a vida de quem te feriu deixa de ser busca por justiça e começa a virar prisão emocional.
Você olha se a pessoa sofreu.
Se perdeu.
Se pagou.
Se “a conta chegou”.
E, sem perceber, continua ligada a ela.
Seguir em frente não é dizer que o que fizeram foi certo.
É decidir que aquilo não vai continuar governando o seu presente.
Justiça não é vingança. Limite não é ódio. Distância não é falta de perdão.
Talvez hoje você precise parar de perguntar “o que aconteceu com quem me feriu?” e começar a perguntar:
“O que eu estou fazendo com a vida que ainda ficou nas minhas mãos?”
Que o Salmo 37 te lembre disso: você não precisa vigiar a queda de ninguém para reconstruir a sua paz
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