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domingo, 23 de agosto de 2026

VER

 Tem uma dor que quase ninguém admite: ver quem te feriu seguindo a vida como se nada tivesse acontecido.


A pessoa sorri, viaja, prospera, posta, vive… e dentro de você nasce uma pergunta difícil: “Deus, e tudo o que ela fez comigo?”


O Salmo 37 não manda fingir que não doeu. Ele ensina a não entregar a própria paz nas mãos de quem já causou dano demais.


Porque existe um momento em que acompanhar a vida de quem te feriu deixa de ser busca por justiça e começa a virar prisão emocional.


Você olha se a pessoa sofreu.

Se perdeu.

Se pagou.

Se “a conta chegou”.


E, sem perceber, continua ligada a ela.


Seguir em frente não é dizer que o que fizeram foi certo.


É decidir que aquilo não vai continuar governando o seu presente.


Justiça não é vingança. Limite não é ódio. Distância não é falta de perdão.


Talvez hoje você precise parar de perguntar “o que aconteceu com quem me feriu?” e começar a perguntar:


“O que eu estou fazendo com a vida que ainda ficou nas minhas mãos?”


Que o Salmo 37 te lembre disso: você não precisa vigiar a queda de ninguém para reconstruir a sua paz

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