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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

ASER

 Deuteronômio 33.24 Aser era filho de Jacó com Zilpa, serva de Lia. Quando nasceu, Lia declarou: “Para minha felicidade, porque as filhas me terão por feliz”. Por isso, Aser carrega em seu próprio nome a ideia de felicidade, bem aventurança, alegria.


Séculos depois, Moisés está diante das tribos de Israel e começa a declarar suas últimas bênçãos. E quando chega a Aser, existe uma palavra que chama atenção. “Agrade a seus irmãos.”


É como se Deus estivesse dizendo que a bênção de Aser não terminaria nele. A alegria que Deus colocaria dentro daquela tribo deveria se transformar em alegria para os outros.


Isso confronta uma geração que aprendeu a medir bênção pelo quanto consegue acumular.


Aser não seria apenas alguém abençoado. Seria alguém através de quem outros seriam beneficiados.


Depois Moisés diz: “Banhe em azeite o seu pé.”


O território de Aser ficaria na região fértil do norte de Israel, próxima ao Mediterrâneo, uma terra marcada pela produção agrícola, especialmente pelas oliveiras. O azeite se tornaria uma imagem de abundância, prosperidade e fertilidade.

O texto não fala apenas de ter azeite nas mãos. Fala de ter azeite nos pés.


O que isso significa?


Que aquilo que Deus coloca dentro de você precisa alcançar o caminho que você percorre.


Não adianta ter azeite no discurso e deixar marcas de amargura por onde passa. Não adianta falar de unção no altar e espalhar desgaste dentro de casa. Não adianta ser admirado por pessoas distantes e ser insuportável para quem convive com você.


A verdadeira bênção não é apenas aquilo que recebemos. É aquilo que conseguimos transmitir. 

Aser foi chamado para agradar seus irmãos e caminhar com os pés banhados em azeite.


Talvez o maior sinal de que Deus está trabalhando em nós não seja aquilo que sentimos quando estamos na presença dele, mas aquilo que as pessoas sentem quando estão na nossa presença.

Que a nossa casa tenha azeite.


Que nossas palavras tenham azeite.


Que nossas decisões tenham azeite.


Que nossos relacionamentos tenham azeite.


E que, por onde nossos pés passarem, fique alguma coisa que faça lembrar que Deus esteve ali.



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