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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

DEUS

 Muitas pessoas buscam um “Deus grande”. 


Importa-lhes adorar um ser Onipotente. 


Elas investigam diferentes religiões na caça de reverenciarem a um Todo poderoso que lhes venha socorrer. 


Não os julgo e não os critico. 


Todos têm todo o direito de desenvolver a espiritualidade que lhes parecer mais conveniente e mais adaptável aos seus interesses. 


Existe religião para todo gosto. 


Advirto apenas que não acharão esse Deus nos Evangelhos. 


Jesus não revelou um Deus assim: gerente de soberanias, régio comandante de exército. O pai de Jesus não quer exaltar-se acima de divindades como Brahma, Zeus etc., etc. 


Entendo: a revelação de Jesus desaponta expectativas na maioria dos religiosos. Todavia, Jesus encarnou Deus esvaziado (kenosis) de toda pretensão de comando. 


Em Jesus, Deus é amor – um amor humílimo, sereníssimo, dulcíssimo. 


Em Jesus, Deus sofre, Deus espera, Deus tudo suporta, Deus sofre tortura e morre crucificado. 


Chamar o Deus revelado por Jesus de “Deusinho” não é uma ofensa (ele nos ensinou a tratá-lo como Aba que é trazido como paizinho). O termo, portanto, não é pejorativo. 


O Pai nada comanda porque ama e quem ama apenas interpela, convida. 


Deus se vulnerabiliza para a possibilidade de ser rejeitado. Ele se expôs em Jesus, disposto a ouvir não. 


Na fé cristã, Deus está mais para cordeiro que leão, 

mais para galinha juntando pintinhos que águia predadora,

mais para amigo que senhor. 

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