Muitas pessoas buscam um “Deus grande”.
Importa-lhes adorar um ser Onipotente.
Elas investigam diferentes religiões na caça de reverenciarem a um Todo poderoso que lhes venha socorrer.
Não os julgo e não os critico.
Todos têm todo o direito de desenvolver a espiritualidade que lhes parecer mais conveniente e mais adaptável aos seus interesses.
Existe religião para todo gosto.
Advirto apenas que não acharão esse Deus nos Evangelhos.
Jesus não revelou um Deus assim: gerente de soberanias, régio comandante de exército. O pai de Jesus não quer exaltar-se acima de divindades como Brahma, Zeus etc., etc.
Entendo: a revelação de Jesus desaponta expectativas na maioria dos religiosos. Todavia, Jesus encarnou Deus esvaziado (kenosis) de toda pretensão de comando.
Em Jesus, Deus é amor – um amor humílimo, sereníssimo, dulcíssimo.
Em Jesus, Deus sofre, Deus espera, Deus tudo suporta, Deus sofre tortura e morre crucificado.
Chamar o Deus revelado por Jesus de “Deusinho” não é uma ofensa (ele nos ensinou a tratá-lo como Aba que é trazido como paizinho). O termo, portanto, não é pejorativo.
O Pai nada comanda porque ama e quem ama apenas interpela, convida.
Deus se vulnerabiliza para a possibilidade de ser rejeitado. Ele se expôs em Jesus, disposto a ouvir não.
Na fé cristã, Deus está mais para cordeiro que leão,
mais para galinha juntando pintinhos que águia predadora,
mais para amigo que senhor.
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