A língua não tem ossos, mas consegue deixar marcas que ninguém vê.
Tem palavra que foi dita em segundos e levou anos para alguém conseguir esquecer. Uma crítica repetida, uma humilhação, uma comparação, uma frase dita no momento da raiva… tudo isso pode continuar ecoando por muito tempo dentro de uma pessoa.
Na psicanálise, sabemos que aquilo que ouvimos de pessoas importantes pode participar da forma como construímos nossa imagem, nosso valor e até a maneira como nos relacionamos. Nem toda palavra vira ferida, mas algumas encontram lugares muito sensíveis dentro de nós.
E a Bíblia já nos alertava sobre isso:
“A morte e a vida estão no poder da língua.” — Provérbios 18:21
Isso significa que palavras podem ferir, mas também podem restaurar.
Você pode usar a mesma boca que machucou para pedir perdão.
Pode usar a mesma língua que criticou para encorajar.
Pode escolher não repetir aquilo que um dia fizeram com você.
Antes de falar, pergunte:
isso que eu vou dizer vai corrigir com amor ou apenas descarregar a minha raiva?
Porque depois que uma palavra sai, você pode até pedir desculpas, mas nem sempre consegue apagar completamente o que ela causou.
E talvez hoje alguém precise ouvir de você justamente aquilo que um dia você gostaria de ter ouvido.
Qual foi uma palavra que marcou você profundamente, para o bem ou para o mal?
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