Tem mãe que chama de cuidado aquilo que, sem perceber, já virou invasão.
O filho cresceu, casou, construiu uma família… mas ainda precisa explicar cada decisão, atender cada ligação e administrar a culpa quando tenta colocar limites.
E aí nasce um conflito que muita gente reduz a “ciúme de sogra”.
Mas nem sempre é ciúme.
Às vezes, é uma esposa cansada de perceber que o marido ainda não conseguiu fazer emocionalmente aquilo que a Bíblia ensina em Gênesis 2:24: “deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher”.
Deixar não significa abandonar a mãe.
Não significa desprezar.
Não significa cortar vínculos.
Significa reorganizar lugares.
A mãe continua sendo mãe.
Mas a esposa não pode viver como terceira pessoa dentro do próprio casamento.
Na psicanálise, quando essa separação emocional da família de origem não acontece de maneira saudável, culpa, dependência e necessidade constante de aprovação podem atravessar a relação conjugal.
E talvez a pergunta não seja:
“Por que minha sogra liga tanto?”
Talvez seja:
Por que o meu marido ainda não consegue colocar limites sem se sentir um filho ruim?
Amar a mãe é bíblico.
Honrá-la também.
Mas casamento precisa de fronteiras.
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