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domingo, 23 de agosto de 2026

MÃE

 Tem mãe que chama de cuidado aquilo que, sem perceber, já virou invasão.


O filho cresceu, casou, construiu uma família… mas ainda precisa explicar cada decisão, atender cada ligação e administrar a culpa quando tenta colocar limites.


E aí nasce um conflito que muita gente reduz a “ciúme de sogra”.


Mas nem sempre é ciúme.


Às vezes, é uma esposa cansada de perceber que o marido ainda não conseguiu fazer emocionalmente aquilo que a Bíblia ensina em Gênesis 2:24: “deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher”.


Deixar não significa abandonar a mãe.

Não significa desprezar.

Não significa cortar vínculos.


Significa reorganizar lugares.


A mãe continua sendo mãe.

Mas a esposa não pode viver como terceira pessoa dentro do próprio casamento.


Na psicanálise, quando essa separação emocional da família de origem não acontece de maneira saudável, culpa, dependência e necessidade constante de aprovação podem atravessar a relação conjugal.


E talvez a pergunta não seja:

“Por que minha sogra liga tanto?”


Talvez seja:


Por que o meu marido ainda não consegue colocar limites sem se sentir um filho ruim?


Amar a mãe é bíblico.

Honrá-la também.


Mas casamento precisa de fronteiras.



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