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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ASSUNTO


Chegamos a um assunto bastante sensível: a maledicência. Ela também deve ser lançada para fora  das nossas vidas. Paulo nos lembra: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” (Cl 3:8).

Maledicência é, simplesmente, falar mal. O termo grego blaspemia pode se referir a blasfêmia, difamação, insulto, injúria ou fala que fere a honra de alguém. No contexto de Colossenses 3, Paulo trata daquilo que deve ser removido do nosso falar, portanto, inclui a disposição de usar palavras para diminuir, ferir, manchar ou destruir o outro.

Inicialmente, devemos lembrar que no meio cristão  a maledicência frequentemente tenta se esconder atrás de motivações aparentemente piedosas. Alguém pode dizer: “Estou falando com vocês sobre  fulano apenas para que possamos orar”. Em vários casos, pode haver de fato preocupação verdadeira e necessidade de partilhar por motivos legítimos. Mas, em muitos outros, o coração está apenas usando uma capa espiritual para espalhar aquilo que não deveria.

A maledicência não começa nas palavras, mas no coração. Trata-se da intenção de denegrir alguém, mesmo com palavras torneadas de zelo, cuidado ou espiritualidade. É, portanto, possível falar algo que seja verdadeiro, mas de modo pecaminoso: no momento errado, para a pessoa errada, do jeito errado e com o propósito errado. 

É certo que há espaço na vida cristã para que pessoas e problemas sejam discutidos. Tanto para orar, alertar, cuidar, disciplinar ou proteger.  E isto é importante acontecer. A Palavra nos ensina como lidar com o pecado, seja o nosso ou o de outro, e também com os problemas causados por nós ou por outros. Devemos orar, buscar o melhor canal, falar diretamente com a pessoa quando possível, agir com sabedoria e ter como alvo o conserto, a proteção, a justiça e a restauração. Devemos nomear o pecado como pecado e tratar o problema sem destruir desnecessariamente a pessoa.


Portanto, enterre a maledicência. Guarde seus lábios. Recuse conversas que não edificam. Não alimente fofocas, suspeitas e julgamentos precipitados. Peça ao Senhor um coração limpo e uma boca santa. Em Cristo, fomos chamados a falar a verdade em amor, graça, firmeza e temor.

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