Foi exatamente isso que Deus ministrou ao meu coração enquanto eu estava no culto: estamos falando sobre uma nova estação, mas quantas vezes queremos viver a estação do florescer sem antes permitir que Deus trate a terra? Queremos frutos, queremos crescimento, queremos promessa, queremos viver o novo — mas ignoramos aquilo que continua adoecendo o solo. E depois ainda dizemos: “Essa terra não é boa.” Talvez o problema não seja a terra. Talvez existam coisas nela que nunca foram tratadas.
Porque não adianta pedir flores se o solo continua cheio de raízes antigas. Não adianta desejar uma colheita diferente alimentando os mesmos pensamentos, tolerando os mesmos comportamentos, mantendo os mesmos acessos e carregando as mesmas feridas. Uma nova estação não transforma automaticamente uma terra que você se recusa a curar. Há coisas que Deus fará por você, mas existem outras que Ele vai confrontar para que você decida arrancá-las.
E a Bíblia nos entrega uma imagem muito forte em Cantares 2:15: “Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.” Perceba: a vinha estava florescendo, mas ainda havia raposinhas capazes de comprometer aquilo que estava nascendo. Nem sempre são as grandes coisas que destroem uma estação. Às vezes são pequenas concessões, ressentimentos guardados, procrastinações, comparações, dependências emocionais, conversas que você deveria ter encerrado e hábitos que você continua justificando.
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