Chamar atenção não é fazer a diferença.
Brilhar depende muito do olhar de fora. Do aplauso, do reconhecimento, da aprovação, da plateia.
Já iluminar é continuar inteiro mesmo quando ninguém está olhando. É não precisar diminuir ninguém para parecer maior. É jamais se distanciar do seu centro de energia.
Quem tem luz própria divide claridades: aproxima, incentiva, elogia. Uma janela aberta só espalha o sol.
Nem todo dia receberemos ovação. Nem sempre seremos escolhidos, lembrados, convidados ou reconhecidos. Haverá períodos em que trabalharemos no escuro, sem testemunhas, acumulando recusas e silêncios, sem jamais perder o gosto de viver.
Demoramos a descobrir o que é realmente nosso, o que não é reativo, o que não é reflexo dos outros.
Você possui o poder de iluminar. Pode ser uma virtude tímida. Pode ser algo que você ainda não percebeu.
Por trás das aparências e da normalidade, existe um dom particular, capaz de multiplicar seu tempo.
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