O vida nos presenteia com a graça de nos fazermos livres, donos e donas dos labirintos por onde caminha nossa alma.
Sendo assim, somos convocados a nunca desistir de sermos caçadores de nós mesmos.
Só escapamos da infelicidade completa ao reconhecer que nossa história jamais acontece como exceção.
Somos todos irmãos e irmãs nas alegrias e decepções, parcerias e e traições.
Eu, da minha parte, reconheço: desde os dias de menino até agora, na idade agrisalhada, nem um dia se passou sem que alguém, ou alguma circunstância, não destilasse mel no favo da minha alma.
Este mel, que dou o nome de gentileza, reanimou a minha esperança.
Quando a bondade rasga seu véu, contemplei novas possibilidades. Fugi da desesperança. Venci o cinismo.
Consegui ver além da luz frígida da lua e converti seus raios em visitação da beleza. Da lua recebi formosura infinita, que desvelava o esplendor da noite, até então mortiça em prévia da alvorada eterna.
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