Isaías 44:5. O texto fala sobre um tempo de bençãos onde as pessoas teriam tanto orgulho de sua fé que escreveriam na própria mão: "Eu sou do Senhor". Significa fazer uma escolha de pertencer e seguir a Deus de todo o coração.
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domingo, 10 de agosto de 2014
PORQUE OS JUDEUS E ÁRABES SE ODEIAM
Nas últimas semanas todos os meios de comunicação de falado sobre os últimos acontecimentos de Israel. A vários dias Israel vem ‘trocando bala’ com o Hamas que é o mais importante movimento fundamentalista islâmico da Palestina. Quando esses conflitos tomam um lugar de destaque na mídia eu sempre tenho que responder a diversas pessoas aquela velha pergunta: Por que os judeus e os árabes se odeiam?
Baseado nas informações do portal gotquestions.org posso afirmar que: Primeiro, é importante entender que nem todos os árabes são muçulmanos, e nem todos os muçulmanos são árabes. Enquanto a maioria dos árabes é muçulmana, há muitos árabes não-muçulmanos. Além disso, há significantemente mais muçulmanos não-árabes (em áreas como a Indonésia e a Malásia) do que muçulmanos árabes.
Segundo, é importante lembrar que nem todos os árabes odeiam os judeus, que nem todos os muçulmanos odeiam os judeus, e que nem todos os judeus odeiam os árabes e os muçulmanos.
Devemos sempre ter o cuidado de não estereotipar as pessoas. No entanto, dito isso, falando em sentido geral, árabes e muçulmanos têm desgosto e desconfiança dos judeus, e vice-versa.
A única explicação Bíblica para esta animosidade vem dos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão, já os árabes são descendentes de Ismael, que também filho de Abraão, mas com a sua escrava Agar (Gênesis 16:1-6). Isaque era o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos.
As provocações entre esses dois descendentes de Abraão vem de muito longe e o texto de (Gênesis 21:9) fala sobre isso.
Sara, esposa de Abraão, disse para ele mandar Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21) embora. Isto certamente causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque.Na minha opinião Abraão foi muito covarde com Agar pois a despediu apenas com uma botija de água e um pouco de pão para poder atravessar um deserto. No meio do caminho a água e a comida acabou, Agar achou que iria morre, mas um anjo profetizou a Agar dizendo que Ismael seria uma grande nação e viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).
A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus. Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã.
O Alcorão também introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.
No entanto, a antiga raiz de hostilidade entre Isaque e Ismael não explica toda a hostilidade entre os judeus e os árabes de hoje. Na verdade, por milhares de anos durante a história do Oriente Médio, os judeus e os árabes viveram em relativa paz e indiferença entre si. A causa primária da hostilidade tem uma origem moderna. Após a Segunda Guerra Mundial, quando as Nações Unidas deram uma porção da terra de Israel para o povo judeu, a terra na época era habitada principalmente por árabes (os palestinos).
A maioria dos árabes protestou veementemente contra o fato da nação de Israel ocupar aquela terra. As nações árabes se uniram e atacaram Israel em uma tentativa de exterminá-los da terra – mas eles foram derrotados por Israel. Desde então, tem havido grande hostilidade entre Israel e seus vizinhos árabes.
Se você olhar num mapa, Israel tem uma pequena faixa de terra e está cercado por nações árabes muito maiores, como a Jordânia, a Síria, a Arábia Saudita, o Iraque e o Egito. O nosso ponto de vista é que, biblicamente falando, Israel tem o direito de existir como uma nação em sua própria terra – Deus deu a terra de Israel aos descendentes de Jacó, neto de Abraão. Ao mesmo tempo, nós acreditamos que Israel deveria buscar a paz e mostrar respeito pelos seus vizinhos árabes. Salmos 122:6 declara: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.”
O DIABO PODE DESTRUIR O CRENTE?
As lições que aprendemos com a vida de Jó
Jó era o homem mais rico do Oriente. Ninguém possuía tanto gado nem comandava tantos servos e servas. Suas terras sumiam no aquilão e, no austro, desapareciam. Nelas, a cultura era diversa e rica. Não bastassem os regalos materiais, concedera lhe ainda o Senhor uma grande e admirável sabedoria. No capítulo 31 de seu livro, estampa-se-lhe a formosura do caráter. O próprio Senhor, quando rebatia a insolência do diabo, deu lhe este testemunho: "Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?" (Jó 2.3).
Um dia, porém, o maligno intentou afrontar o Senhor com uma provável fraqueza de Jó. Conjeturava o adversário residir a piedade do patriarca nas riquezas que lhe confiara o Senhor. Então, seja ele tocado nos bens. Que perca a fazenda com as suas novidades. E, assim, apostatará.
Com o silogismo já montado. Com a lógica já ajeitada. E, já tendo costurado sua premissa, o inimigo vai à presença do Todo-Poderoso, e incita lhe a ira contra o bondoso homem.
As provações de Jó
Como era intenção do justo Deus provar o seu servo, autoriza o demônio a bulir-lhe nos bens. Assim, toda a riqueza de Jó desaparece num só dia. Houvesse uma guerra e o patriarca não ficaria empobrecido tão depressa.
Suas provações não se limitaram aos bens materiais. Naquele mesmo dia, morrem lhe os sete filhos e as três filhas. Sob o manto da tragédia, rasga as vestes, curva se e adora ao Senhor. Embora lastimando-se, enaltece o Altíssimo. Nenhum impropério deixa lhe os lábios. Não é sem razão que Jó é considerado um dos três homens mais fiéis de todos os tempos. Os outros dois são Noé e Daniel (Ez 14.20).
Ainda duvidando de tanta sinceridade, o diabo julga poder incitar uma vez mais o Senhor contra o homem que era a mesma paciência. Dessa feita, quer lhe a carne ferida e lacerada. O caluniador dirige se, então, ao Eterno: "Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida" (Jó 2.2). No mesmo instante, uma chaga começa a tomar lhe o corpo. Vai a doença evoluindo e amargurando lhe o que a vida lhe deixara de vida. E a tortura espiritual? Veio também. Numa primeira instância, com o louco conselho que lhe dá a esposa: "Amaldiçoa o teu Deus, e morre". Na instância seguinte, com o diálogo que embate com uns amigos que, conquanto bem intencionados, eram molestos e cruéis.
As lições que nos ensina Jó
Em todas as angústias, Jó não blasfemou o Senhor, nem ao diabo culpou. Intimamente, sabia estar sendo provado. Como fugir ao crisol? Como escapar ao cadinho? Depois, reerguer se ia mais sábio. Mais compreensivo, reerguer se ia. Gerações aprenderiam com os seus sofrimentos. Decorridos três milênios e meio (julga se que a história de Jó haja se passado nos dias de Abraão), podemos extrair preciosíssimas lições das angústias a que o Senhor o submetera.
A primeira lição
A primeira coisa a aprendermos com Jó é que, embora o diabo nos queira arruinar, não logrará seus intentos: estamos nas mãos do Senhor. Fosse o patriarca agir como alguns crentes, culparia imediatamente o vizinho incrédulo, o amigo idólatra ou o mandingueiro. Descarregaria a cólera sobre o demônio. Esbravejaria contra o inferno.
Jó sabia que a sua vida estava guardada em Deus. Se o Eterno é o nosso broquel, achar nos emos mais que seguros: o maligno nada poderá contra nós. Infinitamente mais poderoso é o que se encontra conosco. Sim, ainda que o demônio tente destruir nos, nada fará sem a expressa permissão do Todo-poderoso. Não o demonstram os episódios seguintes da história de Jó?
Percorrendo a poesia desse grande livro da Escritura Sagrada, vemos como o Senhor preserva a vida ao patriarca. Quer no auge da luta, quer no âmago da tribulação, garante lhe o Senhor o refrigério final.
Quando o mal nos atingir, quando a doença tirar nos o vigor, quando a perturbação invadir nos a paz, não percamos a serenidade. Quando a nuvem negra nos encobrir o arraial, miremos o horizonte: o sol há de aparecer. Nessas estações tão difíceis, recolhamo nos ao cárcere com Paulo. Em meio ao sofrimento, aprendamos com o apóstolo as lições da paciência e da longanimidade.
Encarcerado em Roma, distante dos seus e afastado da comunhão dos redimidos, o grande campeão do Evangelho soube como tirar proveito da adversidade. Não amaldiçoou Nero, nem imprecou a guarda pretoriana. Mas, como bom soldado de Cristo, de Cristo falou a todos. Ouviram nos os soldados. Até a casa de César chegou a escutá-lo. Depois, fez este relato aos irmãos de Filipos: "Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho" (Fp 1.20,21).
Segunda lição
Aos olhos do Senhor, somos mais preciosos que o ouro. Se o ourives testa o metal que perece, por que o Divino Artífice não provará o ouro que invase a eternidade? Se fomos comprados por bom preço, se representamos as primícias deste mundo e se acreditamos em Deus, por que iríamos ignorar as provações? Por mais dolorosas que sejam, não podemos evitá-las.
Não são poucos os que acreditam ter a magia negra efeitos sobre os servos de Deus. Num desespero injustificado, perdem a paz e rogam a oração da igreja, para que as mandingas lhes sejam desfeitas. Será que eles ainda não sabem que Deus é quem está no comando de todas as coisas? Não se pode amaldiçoar o povo de Deus. Contra os santos não há feitiço nem encantamento.
Conclusão
Deus sabe quando e como acrisolar-nos. Das provas, tiraremos a perseverança de Jó. De cada luta, extrairemos a vitória que fez do patriarca um exemplo de fé e piedade. E, deste crisol, sairemos mais puros e reluzentes.
Por que culpar ao diabo se quem nos prova é o Senhor? Por que tributar tanta honra ao príncipe das trevas se é ao Senhor que cabe toda glória? À semelhança de Jó, saibamos assimilar as lições que a misericórdia divina nos lega diariamente. Se as lições são dolorosas, o alívio é bem maior. E que, no final, tenhamos a fé galardoada com a sabedoria divina.
sábado, 9 de agosto de 2014
COM O CALAR A BOCA DOS INIMIGOS
Parece um tanto "não cristão" um texto que fala em calar a boca de alguém, mas é bíblico. No entanto, não é um "cala-boca" qualquer e de qualquer maneira, como um ato agressivo que triunfa a ignorância e ira. Não é isso! As analogias ligadas aos cristãos, por si só, já apontam como funciona esse "calar". Os cristãos são chamados, entre outros adjetivos, de "pedras vivas", "sal", "luz" e pelos frutos se pode conhecer a natureza.
O simples fato (que não é simples!) de andar nos caminhos do Senhor e glorificar a Deus através do Espírito Santo INCOMODA os inimigos de Cristo. O simples fato de se esforçar em santidade e boas obras já é motivo de incômodo para quem não é de Cristo. Não poucas as vezes, as pessoas que não têm comunhão com Cristo, acusam os cristãos de fazerem o mal. Mas a Palavra ensina que, apesar de sermos acusados, chegará uma hora em que eles verão nossas boas obras e glorificarão a Deus.
A consciência correta sobre o assunto é importante. Por mais que a gente se esforce para viver praticando o bem e em paz com nossos vizinhos incrédulos, sempre poderá existir algum tipo de calúnia e difamação. E que não devemos esperar justiça de pessoas injustas, lembrando que todos nós somos injustos e que dependemos totalmente da justiça de Jesus Cristo para nos aperfeiçoar. E que, apesar das injustiças, devemos continuar nos esforçando em honrar ao Senhor com nosso comportamento e atitudes. Manter uma conduta justa e piedosa diante de malfeitores não é uma tarefa fácil. Mas a Palavra ensina que as nossas boas obras glorificam a Deus e em seu tempo, calam a boca dos inimigos.
Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem. 1 Pedro 2:12
Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos. 1 Pedro 2:15
Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. 1 Pedro 3:16
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mateus 5:16-17
Lembre-se de Daniel quando seus inimigos tentavam encontrar motivos para acusações e não podiam encontrar NENHUMA corrupção nele, porque ele não era corrupto nem negligente. Cf Dn 6.4.
Paulo ensinava que devíamos ter o cuidado de fazer o que é certo, não só aos olhos de Deus, mas também aos olhos das pessoas. -- Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens. 2 Coríntios 8:21
São muitos os exemplos para que andemos honestamente e em justiça. A Palavra de Deus nos exorta todo tempo a evitar certos pecados, pois nossos desejos carnais são destrutivos. Naturalmente, quando somos ofendidos queremos "matar" a quem nos ofende. Porém, o Espírito Santo ensina a "morte do pecado"; a mortificação. -- Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer... porque assim lhe amontoarás brasas vivas sobre a cabeça... Pv 25.21,22. -- É constrangedor receber o bem quando se paga com o mal.
A melhor maneira de calar nossos inimigos é fazendo o bem, é viver honestamente entre os ímpios. Os cristãos antigos eram acusados de virar o mundo de cabeça para baixo, de serem subversivos, de serem contra os governantes, de serem ateus (pois não eram politeístas), de serem blasfemadores da idolatria do povo, mas eram biblicamente exortados a observar as boas obras para que calassem a boca dos inimigos e continuavam a fazer o bem.
Segundo as Palavras do Senhor:
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Mateus 5:14
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mateus 5:16
As boas obras falam à vista de todas as pessoas, é como uma luz na escuridão. Os cristãos devem fazer a coisa certa primeiramente diante de Deus; aos olhos de Deus, e consequentemente, essas obras falarão por si a todos, em muitas situações. As boas obras são parte da religião professa, não toda religião, mas parte importante, tão importante que toda religiosidade falsa e hipócrita tenta se esconder atrás dessa aparência externa luminosa do Evangelho de Cristo.
A fé prática cristã tem o poder de transformar o mundo, o mesmo mundo que odeia, zomba e persegue os ensinos de Cristo. A escravidão humana era uma prática comum e legal até recentemente na história, mas de modo gradual desapareceu onde a lei cristã do amor prevaleceu -- E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também. Lucas 6:31. -- Na antiguidade, quando os pagãos abandonavam seus parentes mais próximos contaminados com alguma praga, os cristãos que cuidavam dos doentes e mortos. Quando em guerras, muitos pagãos deixavam seus mortos sem sepultura após as batalhas e os feridos a perambular pelas estradas, os discípulos de Cristo que ofereciam sepultamento digno e alívio aos sofrimentos. Todos esse exemplos faziam com que muitas pessoas não cristãs glorificassem a Deus. E este é o objetivo de fazer o bem, glorificar a Deus, não a nós. Os antigos cristãos sempre ensinaram que, embora... os discípulos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem praticar boas obras para serem vistos. O ser visto é uma consequência natural da luz que não pode ser escondida.
No capítulo XVI da Confissão de Westminster, parte da segunda seção, sobre as Boas Obras, diz que: "Estas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as evidências de uma fé viva e verdadeira (Tg 2:18,22); por elas os crentes manifestam a sua gratidão (Sl 116:12,13; 1 Pe 2:9), fortalecem a sua confiança (1Jo 2:3,5; 2Pe 1:5-10), edificam os seus irmãos (2Co 9:2; Mt 5:16), adornam a profissão [de fé] do Evangelho (Tt 2:5,9-12; 1Tm 6:1), tapam a boca aos adversários (1Pe 2:15) e glorificam a Deus (1Pe 2:12; Fp 1:11; Jo 15:8). -- Então que fique bem claro que, o CALAR A BOCA dos inimigos é uma consequência natural da ação do Espírito Santo que faz com que o cristão aja em obediência a Lei de Deus, com gratidão, confiança, edificação e todas as outras coisas para a GLÓRIA DE DEUS.
O QUE É UM CRISTÃO
Pergunta: "O que é um Cristão?"
Resposta: O Dicionário Webster’s define um Cristão como “uma pessoa que professa a crença em Jesus Cristo ou na religião baseada nos ensinamentos de Jesus.” Enquanto este é um bom ponto de partida para entender o que é um Cristão, como em muitas definições seculares, entretanto, ela falha em comunicar a verdade bíblica do sigificado de ser Cristão.
A palavra Cristão é usada três vezes no Novo Testamento (Atos 11:26; Atos 26:28; 1 Pedro 4:16). Os seguidores de Jesus Cristo foram chamados “Cristãos” pela primeira vez em Antioquia (Atos 11:26) porque seu comportamento, atividade e fala eram como Cristo. A expressão foi inicialmente usada pelas pessoas não salvas de Antioquia como um apelido desrespeitoso para debochar dos Cristãos. Significa literalmente: “pertencente ao partido de Cristo” ou um “aderente ou seguidor de Cristo”, o que é bem similar à forma como o Dicionário Webster’s a define.
Infelizmente, com o tempo a palavra “Cristão” perdeu uma grande parte de seu significado e é geralmente utilizada para descrever alguém que é religioso ou tem altos valores morais ao invés de ser um verdadeiro seguidor renascido de Jesus Cristo. Muitas pessoas que não acreditam em Jesus Cristo se consideram Cristãs simplesmente porque vão à igreja ou vivem em uma nação “Cristã”. Mas ir à igreja, servir aos menos afortunados que você, ou ser uma boa pessoa não fazem de você um Cristão. Como disse um evangelista certa vez: “Ir à igreja não faz de você um Cristão mais do que ir a uma oficina faz de você um carro.” Ser um membro de igreja, freqüentar os cultos regularmente e trabalhar para a igreja não podem fazer de você um Cristão.
A Bíblia nos ensina que as boas obras que fazemos não são capazes de nos tornar aceitáveis para Deus. Tito 3:5 nos diz que “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” Então, um Cristão é alguém que foi renascido por Deus (João 3:3; João 3:7; 1 Pedro 1:23) e colocou a sua fé e confiança em Jesus Cristo. Efésios 2:8 nos diz que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Um verdadeiro Cristão é alguém que se arrependeu do seu pecado e colocou sua fé e confiança somente em Jesus Cristo. A sua confiança não é em seguir uma religião ou um conjunto de códigos morais, ou uma lista de faças e não-faças.
Um verdadeiro Cristão é alguém que colocou a sua fé e confiança na pessoa de Jesus Cristo e no fato de que Ele morreu na cruz como pagamento por nossos pecados e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos para obter vitória sobre a morte e dar vida eterna a todos os que Nele crêem. João 1:12 nos diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Um verdadeiro Cristão é de fato um filho de Deus, uma parte da verdadeira família de Deus, e alguém que recebeu vida nova em Cristo. A marca de um verdadeiro Cristão é o amor pelos outros e obediência à palavra de Deus (1 João 2:4; 1 João 2:10).
Leia mais: http://www.gotquestions.org/Portugues/que-Cristao.html#ixzz351CmwT7h
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
"Como posso perdoar àqueles que pecaram contra mim?"
Resposta: Em algum momento da vida, todos já sofreram injustiças, ofensas e pecados. Como devemos reagir quando tais ofensas acontecem? De acordo com a Bíblia, devemos perdoar. Efésios 4:32 declara: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Da mesma forma, Colossenses 3:13 proclama: “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” A chave nos dois versículos das Escrituras é que devemos perdoar aos outros, como Deus nos perdoou. Por que perdoamos? Porque já fomos perdoados!
O perdão seria simples se nós tivéssemos que concedê-lo somente àqueles que vêm pedir com tristeza e arrependimento. A Bíblia nos diz que devemos perdoar incondicionalmente àqueles que pecaram contra nós. Recusar-se verdadeiramente a perdoar a uma pessoa demonstra ressentimento, amargura e raiva: e nenhuma dessas características são próprias de um cristão. Na oração do Pai Nosso, pedimos a Deus que nos perdoe de nossos pecados, assim como perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6:12). Jesus disse em Mateus 6:14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” À luz de outras Escrituras que falam do perdão de Deus, compreende-se melhor Mateus 6:14-15 como dizendo que as pessoas que se recusam a perdoar ainda não experimentaram, elas mesmas, o perdão de Deus.
Sempre que falhamos desobedecendo a um dos mandamentos de Deus, contra Ele pecamos. Todas as vezes que fazemos mal a outra pessoa, pecamos não somente contra ela, mas também contra Deus. Quando olhamos a vastidão da misericórdia de Deus em nos perdoar de TODAS as nossas transgressões, nos damos conta que nós não temos o direito de reter esta graça para com os outros. Pecamos contra Deus infinitamente mais do que qualquer pessoa poderia algum dia pecar contra nós. Se Deus nos perdoa de tanto, como podemos recusar perdão a outros por tão pouco? A parábola de Jesus em Mateus 18:23-35 é uma poderosa ilustração desta verdade. Deus promete que quando viermos a Ele pedindo perdão, Ele livremente o concede (I João 1:9). O perdão que estendemos não deve ter limites, da mesma forma que o perdão de Deus é ilimitado (Lucas 17:3-4).
Introdução
Transformação é uma palavra chave na vida de cada pessoa que se identifica como seguidora de Jesus Cristo. As nossas igrejas estão cheias de simpatizantes e admiradores dos ensinamentos de Jesus, porém com tristeza vemos muitos crentes viverem de forma bem distante e diferente da proposta de Jesus . A transformação de que fala a bíblia é uma condição inegociável para o cristão , ela é ampla e global, é renovação da mente, é a mente da pessoa que controla sua vida, que determina suas ações, seu procedimento, por isso a bíblia diz que a renovação, a mudança , a transformação precisa acontecer na mente.
Há muitas idéias erradas sobre transformação:
1. Transformação não é somente vir a igreja em todas as reuniões, participar dos cultos, andar com a bíblia e dizer sou crente.
2. Transformação não é somente deixar de fumar, beber, jogar e outras coisas similares.
3. Transformação não é somente falar do que Jesus faz ou pode fazer.
4. Transformação não é somente deixar de andar em companhia de pessoas marginalizadas pela sociedade.
Com certeza essas coisas sozinhas, não mostram uma verdadeira transformação , é preciso muito mais. ” Se a vossa justiça não exceder em muito os escribas e fariseus de modo algum entrareis no reino de Deus”Mateus 5:20. Meus irmãos as nossas igrejas tem muita gente que necessitam de uma real e verdadeira transformação.
A falta de uma vida verdadeiramente transformada tem impedido muitas pessoas de se aproximarem do evangelho de Jesus Cristo. A força do evangelho está na transformação que ele produz; precisamos nos libertar do velho homem com todos os seus resquícios e sermos revestidos de uma nova vida. Imagine uma esposa que diz para o seu marido- “Eu , agora sou crente, vou a igreja, leio a bíblia, sou diferente.”, mas continua a brigar com o marido por tudo, a falar mal da vizinha, e ainda diz para o marido você precisa se converter. Que exemplo esse marido tem da esposa? Que evangelho é esse ? . Pense, em um filho que vai a todas as reuniões da igreja, é líder dos jovens ou dos adolescentes, mas em casa é respondão, briguento, irrita-se com facilidade, é grosseiro, não respeita os pais, quando você acha que os pais desse jovem vão desejar aceitar o mesmo Jesus do seu filho? E o inverso é verdadeiro tem pais que oram anos a fio pelos seus filhos, porem nunca deram um testemunho que tenha provocado em seus filhos o desejo de servir ao mesmo Deus que eles. Que dizem os colegas de trabalho de um crente mal humorado, que nunca está pronto pra ajudar ninguém, está transformado porque vai a igreja e é só, alguém vai desejar conhecer o Jesus dessa pessoa. O que dizer do jovem, da jovem que escandaliza os novos convertidos, pois falam mal, e as vezes até criam barreiras entre os irmãos, como será o Jesus dessa pessoa. ” Aquele que diz está nele deve andar como ele andou” I João 2:6
O mais difícil irmãos é que tem pessoas que se acostumaram a ser assim, e acham que não tem nada demais., porem fazem mal para si e para os outros. Não estamos falando que podemos viver sem pecar, pois que isso é impossível enquanto estivermos aqui na terra.
Transformai-vos, essa é ordem de Jesus, para vida de todo aquele que é nascido de novo.
Transformai o vosso modo de pensar, de falar e de agir, com certeza as pessoas verão a diferença e quando vêem está diferença dizem , verdadeiramente o evangelho transforma.
Quer ganhar seu marido pra Jesus, seja uma pessoa transformada, deixe Jesus agir em tua vida.
Quer ganhar tua esposa para Cristo, seja um exemplo de marido, em todas as áreas, seja um servo usado por Deus.
Quer ganhar teu filho , tua filha, ore por ele, por ela, mais mostres que você é um pai, uma mãe diferente, que há algo divino em você.
Jovem quer ganhar seus pais para Cristo , quer leva-los aos pés de Jesus , seja um filho transformado, uma filha transformada .
Está em nossas mãos fazer a diferença. Como é bom ouvirmos , de um pai, o meu filho é outro desde que entrou na igreja, desde que aceitou Jesus.
Quantas esposas podem dizer, foi o testemunho do meu marido, que me trouxe a Jesus.
O mundo quer ver Jesus em nós, nos nossos atos, nas nossas palavras, não afaste pessoas de Jesus, seja um crente transformado, seja diferente. Ame, perdoei, ajude, coopere, compreenda, ganhe vidas pra Jesus, entregue a sua vida para Jesus.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
"Como posso evangelizar meus amigos e membros da família sem ofendê-los ou afastá-los?"
Pergunta: "Como posso evangelizar meus amigos e membros da família sem ofendê-los ou afastá-los?"
Resposta: Todo cristão tem sempre um membro da família, um amigo, um colega de trabalho ou conhecido que não é cristão. Compartilhar o Evangelho com os outros é sempre difícil. Compartilhar o Evangelho se torna ainda mais difícil quando isto envolve alguém bem próximo. A Bíblia nos diz que algumas pessoas se sentirão ofendidas com o Evangelho (Lucas 12:51-53). Causa ainda mais problemas o risco de ofender alguém com quem você tem contato freqüente. Entretanto, a ordem a nós dada foi para que compartilhemos o Evangelho: não há desculpas para não fazê-lo (Mateus 28:19-20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).
Então, como podemos evangelizar os membros de nossa família, amigos, colegas de trabalho e conhecidos? A coisa mais importante que você pode fazer é orar por eles. Ore para que Deus mude seus corações e abra seus olhos (II Coríntios 4:4) à verdade do Evangelho. Ore para que Deus os convença de Seu amor por eles e sua necessidade de salvação através de Jesus Cristo (João 3:16). Ore por sabedoria em como você pode ministrar a eles (Tiago 1:5). Além de orar, você também precisa viver uma vida cristã santa na presença deles, para que possam ver a mudança que Deus já fez em sua própria vida (I Pedro 3:1-2).
Depois de tudo o que foi dito, você deve estar desejoso e destemido para compartilhar o Evangelho. Proclame a mensagem de salvação através de Jesus Cristo a seus amigos e família (Romanos 10: 9-10). Esteja sempre preparado para falar de sua fé (I Pedro 3:15), fazendo-o com meiguice e respeito. Por fim, devemos deixar a salvação de nossos amados na dependência de Deus. É o poder e graça de Deus que salva as pessoas, não nossos esforços. A melhor e maior coisa que podemos fazer é orar por eles, a eles testemunhar e viver uma vida cristã perante cada um deles!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
QUANTO VALE QUEM VOCE AMA?
Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, saiu da terra de seu pai à procura de Labão, irmão de sua mãe, Rebeca. No caminho, chegou ao poço de Harã e lá encontrou alguns pastores que conheciam Labão. Eles estavam próximos ao poço esperando que todos os rebanhos chegassem para que pudessem tirar a pesada pedra da boca do poço. (Gênesis 29:1-30)
Enquanto Jacó conversa com aquelas pessoas, chegou Raquel com as ovelhas de seu pai, Labão. Foi amor à primeira vista. Jacó ficou encantado com a beleza de Raquel e, talvez motivado pela paixão, revolveu a pedra do poço e deu de beber às ovelhas de Labão. Pela narração bíblica, Raquel também ficou encantada com Jacó e foi logo contar ao seu pai sobre ele. Labão ficou feliz em saber que Jacó era da família, por ser filho de Rebeca, e recebeu-o em sua casa.
Labão tinha duas filhas, Raquel era a mais nova e o nome da mais velha era Léia. Raquel era formosa à vista, mas Léia não era muito bonita. Após um mês, Labão perguntou a Jacó sobre o salário que este desejava receber, e Jacó, por amar Raquel, disse que trabalharia sete anos para tê-la como esposa. Era um costume da época que o noivo pagasse para poder se casar. Labão aceitou.
Jacó propôs trabalhar sete anos para ter Raquel como esposa. Imagine isso. Todos os dias Jacó se levantava e ia trabalhar pensando: o preço que terei que pagar nesse dia de trabalho não chega aos pés do valor inestimável de Raquel. Passou um mês, passaram dois meses, passou um ano, passaram dois, três, quatro anos e Jacó sempre com o mesmo pensamento: o preço do cansaço e do suor do trabalho não se compara ao valor inestimável de Raquel.
"Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava." (Gênesis 29:20). Jacó nem percebeu o tempo passar devido ao seu imenso amor por Raquel. Ao final dos sete anos, Jacó pediu a Labão que lhe desse Raquel em casamento. Então, Labão preparou toda a festa, mas enganou Jacó enviando sua filha Léia (a mais velha) para se deitar com ele e, no outro dia, afirmou que não era o costume que a mais nova se casasse antes da mais velha.
Labão já sabia disso antes dos sete anos de trabalho de Jacó, mas mesmo assim sustentou a mentira o tempo todo. Além disso, Labão disse que Jacó só receberia Raquel uma semana depois. E não foi apenas esse o problema, Labão disse que Jacó deveria trabalhar mais sete anos por Raquel (Gênesis 29:27). Você acha que Jacó aceitou? Sim, ele aceitou porque a amava imensamente. Isso sim é um exemplo de amor verdadeiro.
Como e quanto você valoriza quem você ama? Existe algum valor em dinheiro que possa mensurar seu cônjuge? Jacó trabalhou 14 anos por Raquel. Ainda há tempo de despertar e passar a valorizar seu cônjuge. Dedique-se, valorize, elogie, ame e desfrute de um relacionamento baseado na incondicionalidade do amor de Deus.
Dia a dia em Verdade
terça-feira, 5 de agosto de 2014
1,2 OU 3 ISAIAS?
O LIVRO DE ISAÍAS
“Isaías é chamado o profeta messiânico porque estava completamente imbuído da ideia de que seu povo seria uma nação mediante a qual, em algum dia futuro, viria da parte de Deus uma bênção portentosa e maravilhosa para todas as nações: o Messias que Deus enviaria e que traria paz, justiça e cura ao mundo inteiro. Ele focalizava continuamente sua atenção no dia em que seria realizada essa obra grande e maravilhosa”.
H. H. Halley, famoso comentarista bíblico.
INTRODUÇAO
O livro de Isaías possui os escritos que estão entre os mais profundos de toda a literatura bíblica. Numa visão panorâmica do livro, percebemos também a amplitude de temas que compõem o livro. O livro pode ser estudado reconhecendo-se nele três seções[1]: a primeira, englobando os caps. 1 a 39, a segunda, 40 a 55 e a terceira, 56 a 66. A primeira seção tem um caráter de correção, indicação do pecado do povo e dos líderes da nação Israelita. Grande parte da mensagem de Isaías é endereçada a líderes políticos e militares que firmavam alianças com nações estrangeiras e não confiavam no Senhor. Na segunda seção, temos um vibrante discurso de consolo que é direcionado, profeticamente, aos israelitas exilados nas distantes terras da Babilônia. Esta seção já inicia com palavras de grande conforto: “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém…” (Is 40.1,2a). A terceira seção, que compreende os caps. 56 a 66 avança no tempo, com mensagens aos judeus repatriados da Babilônia. A descrição das condições históricas contida nesta última seção indica uma época por vir, posterior às que fazem referência às outras duas seções anteriores do livro.
O profeta
Isaías, o filho de Amoz, é conhecido entre os estudiosos como o “príncipe dos profetas do Antigo Testamento”. É também por excelência o “profeta messiânico”, devido as várias referências que faz ao Messias, Jesus. Seu nome dá título ao livro por ele escrito, como acontece com todos os demais livros proféticos no AT. O significado é “Iavé é Salvação” ou “O Senhor é Salvação”. Seu ministério foi extenso – profetizou por mais de 60 anos, desde antes da morte do rei Uzias, que era seu tio, até depois da morte de Senaqueribe, rei Assírio, i.e., de 740 a.C. até 681 a.C. (cf. 1.1; 6.1; 37.38).
O ministério do profeta Isaías foi centrado em Jerusalém e abrangeu os reinados de quatro reis: Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e Manassés (1.1). A tradição judaica (livro apócrifo de Ascensão de Isaías) afirma que Isaías morreu cerrado ao meio por ordens do filho do rei Ezequias, o ímpio rei Manassés. Possivelmente, foi à este fato que o escritor da epístola aos Hebreus tenha se referido em Hebreus 11.37. Isaías foi casado com uma profetisa e com ela teve dois filhos, cujos nomes eram mensagens simbólicas à nação de Judá: Sear-Jasube (7.3), que significa “Um-Resto-Volverá” e Maer-Salal-Has-Baz (8.3), “Rápido-Despojo-Presa-Segura”.
A Mensagem de Isaías
Certamente a maior parte do livro de Isaías (caps. 1 a 39) foi escrita durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias e o restante do livro, caps. 40 a 66, durante o reinado do ímpio e perverso rei Manassés. Talvez os sofrimentos que tenha enfrentado por causa da perseguição deste malvado rei possa ter contribuído para os seus escritos a respeito do Servo Sofredor que viria no futuro (52.13-15; 53).
O livro de Isaías em sua mensagem aborda temas sociais, religiosos e políticos. O profeta exorta o povo por causa de sua infidelidade a Deus, requer justiça dos líderes de Judá e procura mostrar que a salvação só pode vir do Senhor e não de acordos e alianças com outros países e nações. O livro de Isaías apresenta Iavé como “O Libertador de Israel” ou “O Redentor de Israel” (45.15; 49.26; 62.11).
“Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador”. Isaías 43.11
O Livro de Isaías, Uma Mini-Bíblia Dentro da Bíblia
O livro do profeta messiânico tem sido chamado de “A Bíblia dentro da Bíblia” ou uma “mini-Bíblia” por causa da semelhança da sua estrutura com a estrutura da Bíblia. Curiosamente o livro de Isaías está naturalmente dividido em duas grandes seções, assim como a Bíblia também é dividida em duas grandes seções, o AT e o NT. A primeira seção de Isaías compreende justamente 39 capítulos, assim como o AT tem justamente 39 livros. A segunda seção de Isaías tem 27 capítulos (40 a 66) assim como o NT tem 27 livros. A primeira seção do livro de Isaías contém uma mensagem com ênfase no julgamento divino sobre a nação pecadora, na Lei e faz referências ao Messias prometido. A segunda seção realça a graça, a redenção prometida, oferecida e realizada pelo Senhor, O Redentor de Israel e ao Messias, mas agora como estando presente. A primeira seção anuncia o Messias. A segunda apresenta o Messias manifesto!
Um, Dois ou Três Isaías?
Partindo do ponto de vista cristão e judaico da autoria do livro de Isaías, a conclusão é simples e direta: sua autoria é única: foi Isaías, o profeta, que viveu no oitavo século antes de Cristo, o autor desse livro, capítulo por capítulo. Essa posição conservadora a respeito da autoria do livro de Isaías, no entanto, é questionada pela erudição moderna.
Existe uma hipótese da crítica bíblica concernente ao livro de Isaías que o classifica em “Proto-Isaías” e “Deutero-Isaías”. “Proto” indicando uma autoria para os capítulos 1 a 39, que seria a seção que de fato foi de autoria de Isaías, e “Deutero” (gr. “segundo”) indicando uma segunda autoria para o livro, que abrangeria os capítulos 40 a 66. Esse “Deutero-Isaías” teria sido escrito em data posterior ao “Proto-Isaías”, o que significa dizer que algumas profecias com caráter preditivo do livro na verdade, não passaram de “fatos históricos narrados como se fossem ainda acontecer”. É que segundo alguns estudiosos que defendem datas posteriores para alguns livros proféticos (como Daniel), os autores bíblicos tinham o hábito de escrever fatos históricos já ocorridos como se ainda fossem ocorrer. Pode até ser que isso tenha sido prática corrente na Antiguidade, mas resta-nos perguntar se isso de fato se aplica aos livros proféticos do AT.
Mas a erudição moderna não defende apenas a posição de dois “Isaías”, mas chega a propor um terceiro Isaías. David F. Payne chega a afirmar que
“a maioria dos estudiosos defenderia um quadro mais ou menos assim: os oráculos do próprio Isaías estão contidos nos caps. 1-39; os caps. 40-55 são em grande parte obra de um profeta exílico do século VI; os caps. 56-66 contém os oráculos de ao menos mais um homem, que trabalhou na Palestina no final do século VI; e o livro todo também incorpora muitas notas editoriais, em geral breves, mas algumas bem extensas”[2].
Em resumo, o livro de Isaías seria na verdade a reunião de textos de pelo menos três autores diferentes, percebendo-se isso por causa das diferenças de estilo literário e abordagens teológicas distintas contidas ao longo do livro de Isaías. Segundo os teólogos defensores dessa posição, o conteúdo do “Proto-Isaías” volta-se mais para julgamento, a passo que o “Deutero-Isaías” oferece conforto e sua mensagem concentrava-se mais no Servo sofredor do Senhor, além do fato de que os capítulos 40 a 55 teriam sido escritos no contexto do Cativeiro. Essas evidências seriam indicativos de autorias diferentes e de que partes do livro teriam sido escritas em data posterior àquela que é proposta pela posição tradicional, como já explicado anteriormente. Se essa posição estiver correta, então a profecia espantosa a respeito de Ciro, sendo chamado pelo nome pelo profeta Isaías 150 antes do seu nascimento na verdade não passaria de um mero relato de algo contemporâneo ao escritor dessa “profecia”. Em outras palavras, a profecia deixa de ser profecia no sentido preditivo, perde seu valor profético. Sob essa ótica, Isaías não teria predito nada, acontece apenas que o “segundo Isaías” ou “Deutero-Isaías” escreveu fatos que ele mesmo já conhecia, portanto, sem nenhum caráter profético de fato!
Refutações à Hipótese
Pensamos que não é necessário separar a ideia de que houve um trabalho editorial no livro de Isaías de sua autoria única. De fato, o ministério dos profetas era mais oral que literário. O que diziam estava dito, mas quando escreviam suas mensagens, esse conteúdo necessitava sim de edição em função das “amplificações, explanações e elos de ligação entre os oráculos”[3]. Se aceita, por exemplo, a autoria única do Pentateuco (Moisés), mas reconhece-se como plausível a inserção de determinados textos adicionais, complementares, a fim de completar a narrativa, como por exemplo Deuteronômio 34 (afinal, como Moisés poderia ter escrito sobre sua morte?). É claro que os termos em que os livros bíblicos foram escritos eram bem distintos dos que envolvem toda a produção literária no século 21, mas mesmo hoje, quando se lança uma edição post mortem do autor, de um dado livro, por exemplo, costuma-se fazer correções e inserções, sem, contudo, comprometer a autoria única do livro.
Outro fator interessantíssimo a se considerar na questão da unidade autoral de Isaías é que um argumento que poderia ser contrário torna-se favorável: o anonimato do suposto “segundo Isaías”. Sobre isso, citamos mais uma vez Payne:
… se realmente houve esse profeta extraordinário [que teria escrito os caps. 40-55 no sexto século a.C. – grifo meu), ministrando aos exilados na Babilônia, como é possível que até o seu nome e toda lembrança dele se tenham perdido?[4]
Embora se reconheça que um profeta, anunciando a queda da Babilônia, precisaria sim, por questões de segurança, omitir-se, é ainda sim estranho quando pensamos, todavia, que houve profetas que lá estiveram e cujas identidades não foram ocultadas como Ezequiel e Daniel (este último chegou a interpretar os sonhos do rei que prenunciavam a substituição da Babilônia por outro reino – cf. Dn 2). De fato, alguns problemas permanecem em relação à autoria dupla ou tripla como eruditos modernos têm sugerido. Embora David F. Payne, aqui citado, se incline mais à hipótese de mais de um autor para Isaías, reconhece, todavia, que há algumas lacunas nessa hipótese.
Quanto ao argumento da diferença de estilos literários para se defender a dupla e/ou tripla autoria de Isaías, é importante considerar que o estilo de um autor pode variar de acordo com sua idade, contexto social, destinatário, o assunto que está sendo abordado e considerando ainda o fato de que elementos estilísticos são sim propensos às mudanças. Portanto, eruditos da ala conservadora afirmam que esse é um argumento de pouca força para se defender um autoria dupla ou tripla.
Mas é preciso considerar ainda que, a despeito das nuances que possa haver em Isaías, expressões, palavras e até frases são comuns em toda a extensão de Isaías. Comecemos citando a frase “as vossas mãos estão cheias de sangue”, que ocorre em 1.15 e 59.3. Deus, em Isaías, é chamado de “O Santo de Israel” em 10.17; 41.14 e 60.9 (nas três seções). Além de frases, palavras e expressões, temas também são abordados não apenas numa parte, mas em outras partes de Isaías, como por exemplo, a idolatria dos cananeus, o que é interessante, já que este tema não despertaria tanto interesse para um profeta que vivesse no período do pós-exílio, já que após os judeus regressarem do Cativeiro Babilônico, a idolatria já não era mais um problema tão agudo como antes do Cativeiro. Isso é visto nos livros proféticos do pós-cativeiro que, em geral, não abordam temas relacionados à idolatria. Era de se esperar, portanto, se de fato um segundo ou terceiro Isaías estivesse escrevendo após o Cativeiro, não abordar esse assunto, mas o tema da idolatria dos cananeus é assunto nas três seções.
Por fim, um ponto muito importante a se considerar na questão da autoria de Isaías e a hipótese de uma dupla ou tripla autoria, é que muitos eruditos da Alta Crítica notadamente apresentam uma rejeição ao sobrenaturalismo bíblico, o que não deixa de ser um fator norteador em sua pesquisa. Mas estudiosos sérios (mesmos os que se inclinam a negar o sobrenaturalismo bíblico) reconhecem que esse é um elemento muito presente nas narrativas bíblicas, sendo que os autores bíblicos tencionaram relatar fatos e eventos sobrenaturais. Muitos estudiosos, em geral de linha liberal, procuram explicar esses milagres e eventos sobrenaturais como sendo meramente mitos do povo judeu, e não ocorrências de fato sobrenaturais, no sentido exato da palavra, denotando assim uma interferência divina direta.
Em favor ainda da unidade autoral do livro de Isaías citamos ainda três fatores ou evidências:
1. O Novo Testamento não assume a posição de que tenha havido mais de um autor para o livro de Isaías, pois todas as partes ou seções do livro são citadas e atribuídas a Isaías, chamando-o pelo nome. Essa é uma evidência doutrinária, é claro e embora reconheçamos que a questão autoral não era o foco dos autores neotestamentários, todavia, o próprio Payne, que admite a possibilidade de vários Isaías, reconhece que “segundo o que sabemos, na época do Novo Testamento ninguém nunca questionou a unidade do livro de Isaías”[5]. Pensamos que seria um grande erro ignorar a questão da autoria do livro de Isaías face ao Novo Testamento, já que seus autores estavam mais próximos da autoria de Isaías do que nós, hoje. Um texto muito contundente em relação ao fato de que os escritos neotestamentários consideravam o livro de Isaías escrito por um personagem histórico apenas – o profeta Isaías, filho de Amoz – é João 12.38-41, onde João cita dois textos de Isaías (primeiro, 53.1 e depois, 6.9,10) e afirma que “Isto disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito” (Jo 12.41). “Obviamente o mesmo Isaías que viu a glória de Cristo na visão do Templo de Isaías 6 foi aquele que também fez a declaração que está registrada em Isaías 53.1”[6].
2. Em contraste com Ezequiel, que profetizou entre os cativos da Babilônia, o suposto “Deutero-Isaías” demonstra não conhecer ou estar familiarizado com o ambiente babilônico.
3. Norman L. Geisler, uma das vozes conservadores de maior erudição na atualidade, menciona o fato de que “os Papiros do Mar Morto incluem uma cópia completa do livro de Isaías, e não há interrupção alguma entre os capítulos 39 e 40. Isso significa que a comunidade de Qumran aceitava a profecia de Isaías como sendo um único livro, no século II a.C. A versão grega da Bíblia hebraica, que também data do século II a.C., considera o livro de Isaías como um único livro, escrito por um único autor, o profeta Isaías”[7].
Terminamos esta seção sobre a autoria de Isaías com o seguinte comentário contido no Dicionário Bíblico Wycliffe:
Muitos que aceitam a opinião [de mais de um autor para o livro de Isaías – grifo meu) falham por não perceber que esse argumento prova muitas coisas. Se o texto em 41.2-4 deve conter as palavras de um contemporâneo de Ciro, então o cap. 53 deve conter as palavras de uma testemunha da crucificação. Isto é naturalmente impossível. Consequentemente, aqueles que negam que Isaías poderia ter pronunciado as profecias a respeito de Ciro devem defender que o mesmo argumento não se aplica ao cap. 53, ou devem negar que Isaías 53 seja uma profecia messiânica, apesar do claro testemunho do NT ao cumprir-se na morte do Senhor Jesus (Mc 15.28; Lc 22.37: At 8.35; 1 Pe 2.22).
Por trás desse argumento contra a unidade de Isaías, está naturalmente a doutrina moderna a respeito da profecia, segunda a qual o profeta era um homem de seu próprio tempo que falou somente ao povo de seu próprio tempo, e não às gerações futuras. Esta é uma meia-verdade muito perigosa. Os profetas testemunharam muito seriamente aos homens de sua própria época. Mas eles também falaram sobre coisas futuras, sobre “aquele dia”, “o dia do Senhor”. Sem usar muitas palavras, essa definição modernista da profecia minimiza ou elimina dela o elemento profético. Contudo, de acordo com os claros ensinos das Escrituras, o cumprimento das profecias representa a evidência mais clara de que a palavra do profeta é uma mensagem de Deus; e nenhuma passagem declara esta verdade de uma forma mais clara do que os escritos do próprio Isaías”[8].
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
DONS OU DOGMAS MINISTERIAIS
Eescrevi o seguinte: “Hoje, mais do que nunca, faz-se necessário reavaliar os dogmas do ministério cristão. Isso porque as inovações são assustadoras. Com elas somos testemunhas de mudanças de postura e visão bíblica deturpadas, que indicam transformações radicais entre o que afirma a Bíblia, a prática da Igreja Primitiva e o que estamos vivenciando.
A integridade do ministério eclesiástico vai se esgotando pela ingerência de obreiros sem nenhuma experiência no ensino, pastoreio, liderança, mas acima de tudo, sem o dom para a determinada atividade, em especial, a de Mestre ou doutor na Palavra”.
Soma-se a isto, a eliminação ou indefinição deliberada, para adequação às ‘nossas’ realidades dos ministeriais ministérios, como no caso do de Profeta e com mais amenidade, o de Evangelista.
Existe uma tendência clara, patenteada por pessoas de interesse secundários, de buscar à adequação da Igreja do SENHOR, a normas aceitáveis para a grande maioria, em benefício, por exemplo, ao avanço mercadológico. Para isto vale tudo.
Cessacionismo 2
Assim como alguns defendem a ideia do emprego dos dons espirituais e do batismo no Espírito Santo somente à Igreja Primitiva – o Cessacionismo –, temos também outros sapientes que defendem o mesmo com respeito ao dom ministerial de Profeta, estabelecido pelo SENHOR, conforme doutrinas essenciais e pétreas, em 1Coríntios 12.28 e Efésios 4.11.
Hoje não se tem em conta o valor e a consequente busca dos dons de apóstolo (missionário), profeta e evangelista. Por isso, de igual modo, temos a Igreja com tantos problemas e dificuldade, pois o SENHOR sempre estabelece o perfeito. Como diz o profeta: Deus fez o homem perfeito, mas ele buscou muitas invenções.
Se somente o homem não interferir no que o SENHOR preestabelecera não haverá problemas, do contrário… Se o SENHOR nomeou os dons ministeriais: Apóstolo, Profeta, Evangelista, Pastor e Doutor não fora para que o homem deliberasse o que deveria ou não permanecer com o decorrer do tempo!
Apóstolo
No início da relação dos dons ministeriais, o texto estabelece (somente) ‘uns’ e lança luz à exclusividade dos Doze Apóstolos, enquanto únicos: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos…”, 1Co 12.28.
Veja que o dom ministerial de Apóstolo ‘primeiramente’ consiste em os 12, base doutrinária da Igreja e depois, como missionário: que ou quem é enviado para além fronteira, língua ou cultura, característica básica para Missões. Portanto, apóstolo ainda permanece como dom ministerial. Estes são enviados pela Igreja.
Fica claro que a capacitação divina aos 12 Apóstolos excede a mediocridade humana, pois os mesmos andaram com Cristo, receberam seu ensino e batismo, viram a sua crucificação e posterior ressurreição (1Co 15.5), e ainda assumiram o “Ide” ouvido do próprio Cristo (Mt 28.16-20). Estes foram enviados à Igreja.
Com a definição da palavra, do grego apostello (enviado), temos outros constantes de uma lista estabelecida na Bíblia, “possuidores de dons notavelmente espirituais, com uma profunda experiência pessoal, resultando no poder de estabelecerem ou fundarem igrejas e proverem adequada liderança espiritual para o povo de Deus”, declara Donald Gee, citado por Fernando Martinez, que afirma: “Na acepção mais lata (e não como título oficial), o Novo Testamento designa certos dirigentes cristãos de apóstolos, como Barnabé (At 13.3; 14.4,14 e 1Co 9.5-6), Tiago irmão do Senhor (Gl 1.19), Silas (1Ts 2.7), Júnia e Andrónico (Rm 16.7). São os denominados apóstolos (embaixadores) das igrejas (2Co 8.23) ou missionários.
Tomando-se como exemplo um determinado período da História Eclesiástica, costuma-se mencionar, entre muitos outros apóstolos das igrejas, homens como João Wesley, Carlos Finney, Guilherme Carey, Dwinght Moody, Hudson Taylor, Jorge Muller e outros.
O fato de não termos missionários (apóstolos=enviados) à altura da nobreza do dom, como raras exceções, como já tivemos na lide assembleiana, tais como Daniel Berg, Gunnar Vingren, J. P. Kolenda, Nels Nelson, Eurico Bergsten, Doris Lemos, Orlando Boyer…, e doutores como João Kolenda Lemos e Samuel Nyström, dentre outros, não descredencia o dom de missionário, enviado (por Deus).
Semelhança da atualidade do dom
Com importância semelhante, podemos dizer o mesmo com respeito a Profetas, dado à Igreja como dom ministerial e também dom espiritual. Este de forma esporádica, impetuosa e às vezes, momentânea; o primeiro como ministério, a caminhar ao lado do pastor, líder ou governo (kibernesis, gr.), que denota o piloto de uma nau.
Esse dom ministerial diz respeito a pessoas dotadas de qualidades de mediar e receber diretamente a revelação divina, como diz: “Certamente o SENHOR Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”, Am 3.7.
Isto não mudou! Ninguém detém o poder ou direito de adequar os Céus a sua circunstância, convicções ou bem-estar! O que mudou concernente à revelação, à evangelização, ao governo, ao enviado e ao ensino (doutor)?!
Profeta não é dom estabelecido para se alterar, mudar, excluir… “Qual seria a importância de apóstolos e profetas atualmente? De forma quase universal, comentaristas têm concordado que apóstolos e profetas eram ministérios especiais do primeiro século, que subsequentemente foram extintos e substituídos pelas palavras apostólicas e proféticas do cânone do Novo Testamento”.
Esta ideia é analisada e criticada por Jack Deere, em Surprised by the Power of the Spirit (241-51), com base na restauração dos dons, a partir do século 20, depois da chamada época ‘das densas trevas’, concernente à história da Igreja (Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1ª Edição, Rio de Janeiro, CPAD).
Evangelista
Também figura entre a ruptura doutrinária o dom ministerial de Evangelista. É o ministro com características próprias de desbravador e eloquência na pregação da Palavra. É acima de tudo despojado e tem como equipamentos dons espirituais, como o de milagres e de curar.
Sempre foram pessoas ungidas por Deus, a partir do dom ministerial a pregarem com unção, a partir de forte desejo, desenvoltura, graça e assessoradas por sinais e maravilhas, para a eficiente anunciação das Boas-Novas do Reino e a condução de muitos aos pés de Cristo.
É diferente da Comissão universal de todos os crentes, constituídos testemunhas de Cristo. O ministro-evangelista recebe o dom ministerial. O exemplo notável, além do apóstolo Paulo, é o de Felipe, em Atos 8.
Evangelista é plantador de igrejas e diferente do missionário (enviado, apóstolo) ele não tem a missão do pastoreio, mas o anunciador de Boas-Novas, com características ímpares, no que diz respeito à vitalidade e sucesso em seu empreendimento ministerial.
Ele tem características locais, regionais, nacionais e não permanece por meio tempo na igreja-local, pois seu desejo é sempre de implantar novas frentes, sem a intenção de pastorear ou de ministrar ensinos sistemáticos e doutrinários.
Já o missionário, embora com características semelhantes, é enviado ao mundo (outros países), mas para evangelizar, plantar igreja, pastoreá-la e dar-lhe todas as estruturas das doutrinas cristãs.
Porém, atualmente, não se tem a definição clara desse ministério e, na maioria das vezes, é usado tão somente como trampolim, no contexto de outra doutrina meramente humana de passagem de um ministério ao outro: de evangelista a pastor.
Alguns líderes assembleianos, da segunda leva de pioneiros, já criticavam tal prática de efeito-escada para se chegar ao ministério pastoral, pois não existe gradação de importância e supostos valores, elencados por ideia de grandeza humana: de maior ou menor.
No ministério cristão o pastor não é maior que o evangelista e tampouco o diácono deve ser elevado ao outro patamar, pois diz respeito ao dom outorgado por Deus e não a prêmio de reconhecimento humano (Rm 12.7-8 e 1Co 12.7).
Canibalismo ministerial
Edificados “sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas” (Ef 2.20), os santos da Igreja, não podem, enquanto Corpo, sofrer o canibalismo teológico, imposto pela visão humana! Ora, um corpo não é retratado em sua essência sem uma perna, órgão básico para o equilíbrio e inserção enquanto humano, em sua completude.
Os ministérios são outorgados por Deus para que o homem cumpra os desígnios divinos na Terra e para a Sua glória. Então os ministérios são distribuídos a cada um conforme os preceitos divinos – os charimatas –, jamais pela logiken (lógica humana)
O homem diz: Não tem mais tal ministério! Mas será que o SENHOR diz isto também?! Será que Ele segue então a orientação humana e cessa a dádiva de tal dom ministerial?! Todas as igrejas têm doutores, bons pastores e governos e não precisam de orientação de ministros profetas? Penso que não!, pois “essas manifestações do Espírito por meio dos dons têm como objetivo a edificação e santificação da igreja, conforme comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD).
Note o que Paulo fala sobre a diversidade de dons e, obviamente o seu emprego: “se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorte, use essa dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado, o que exercita misericórdia, com alegria”, Rm 12.7-8.
Quando a Igreja faz concessões a questões ou adaptações à contemporaneidade humana, sofre consequências e tende a perder sua real identidade, em especial como Luz e Sal da terra.
Temos visto, por tais deficiências expostas, a ingerência de homens seculares, não dotados de dons ou consagrados ao SENHOR, de forma política, tomar decisões pela Igreja do SENHOR, maculando o sagrado e a tomar para si honras.
Dons pontuais
O que queremos deixar claro é que foi o próprio Cristo quem “deu dons aos homens”, v8. Não é o homem que proporciona ou estabelece os dons ministeriais, pois “Ele mesmo deu uns para
1) apóstolos, e outros para
2) profetas, e outros para
3) evangelistas, e outros para
4) pastores e
5) doutores
querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente”, Ef 4.11-15.
A sequência dos ministérios na Igreja, conforme relação do apóstolo Paulo, em Efésios 4, é crescente, até chegar a doutor, para o “aperfeiçoamento”, que no grego, tem o sentido de “corrigir osso quebrado”.
Quando Paulo fala da distribuição de dons ministeriais em Efésios, diz ‘“E ele mesmo (autos, um pronome enfático) deu uns para apóstolos, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores’ como líderes competentes para sua Igreja (4.10).
Paulo faz distinção entre os dons da graça concedidos pelo Espírito aos crentes individualmente e aquelas cinco categorias de pessoas competentes escolhidas pelo próprio Senhor ‘para proclamar a Palavra e liderar’ (Lincoln) sua Igreja universalmente”’. Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD).
Profetas: Vocação e consagração ministerial
Profetas são mencionados juntos dos apóstolos (Ef 2.20; 3.5 e 4.11) e constituídos de pessoas dotadas do dom de receber diretamente dos Céus a revelação divina e dar suporte para as ações e definições dos pastores.
“E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cirineu, e Manaém, que fora criado por Herodes o tetrarca, e Saulo”, At 13.1. “para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”, 2Tm 1.11, e “os profetas e mestres demonstravam a seriedade nas orações jejuando (cf At 14.23).
Essa vocação está no próprio trabalho, potencializado pela autoridade espiritual e, portanto, o ministro Profeta, é oficializado não pela imposição de mãos, mas pela natureza de sua atividade vocacional.
Funções definidas
Ao usar a preposição para (“…deu uns para…”) a Bíblia denota objetivo bem definido. Encerra uma ideia de direção, destino, fim, objetivo; condições para se fazer alguma coisa, finalidade. É por isso que há diversidade de dons, pois cada um tem sua finalidade para edificação do Corpo de Cristo. Edificação remete para a ideia de “Aperfeiçoamento moral ou religioso; esclarecimento, informação, instrução”. Por isso a Bíblia informa que “há diversidade de dons” e “há diversidade de ministérios”, 1Co 14.4-5.
NOSSO MELHOR SOCORRO
Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra (Salmos 121.1-2).
Deus, nosso melhor socorro
Devemos amadurecer na fé a ponto de não recorrermos a outras pessoas todas as vezes que precisamos saber o que fazer. Não quero dizer com isso que pedir uma palavra de aconselhamento a pessoas que sentimos serem mais sábias que nós é errado, mas acredito que pedir a opinião das pessoas excessivamente e depender demais delas é um erro, além de ser uma atitude que insulta a Deus.
Como você pode ver nos versículos de hoje, Davi buscava a Deus em primeiro lugar e sabia que Ele era o seu único socorro. O mesmo princípio vale para nós, portanto devemos ser como Davi e sempre contar mos com Deus em primeiro lugar. Precisamos desenvolver o hábito de buscar o conselho de Deus como a nossa “primeira opção” e não como o nosso “ultimo recurso”.
Deus pode usar uma pessoa escolhida por Ele para esclarecer as coisas para nós, para nos dar um discernimento adicional ou confirmar o que já nos disse, então busque a Ele em primeiro lugar, e se Deus fala, e se Deus o conduzir a uma pessoa, siga a Sua direção.
Em Números 22.22-40, Deus usou até mesmo uma mula para falar com alguém. Ele quer tanto falar conosco que usará os meios que forem necessários. Se você é alguém que confia no fato de que Deus fala, pode ter certeza de que Ele encontrará um meio de fazer Sua mensagem chegar até você .
A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: peça o socorro de Deus em primeiro lugar.
sábado, 2 de agosto de 2014
NEM TODOS SÃO FILHOS DE DEUS?
Antes de alguma partida de futebol é muito comum os jogadores, ainda nos vestiários, repetirem a oração do “Pai Nosso”. Trata-se de uma oração certamente conhecida tanto por cristãos quanto por não cristãos no mundo inteiro. Mas, sem nenhum medo de errar afirmo que essas pessoas não conhecem ou entendem o real sentido desta oração. Elas fazem a oração pensando que trará algum tipo de benefício material ou físico, como se fosse uma espécie de mágica ou amuleto. Ela se tornou um mantra.
No contexto histórico-bíblico esta oração é extremamente importante, pois foi a única ensinada pelo Senhor Jesus (Mateus 6:9-13). É uma oração modelo que todos os cristãos devem usar. E, em si mesma não é errado fazermos esta oração recitando-a num culto ou num outro evento religioso. O mais importante é compreendermos que há na oração do “Pai Nosso” certos elementos, princípios, implicações e significados para nossas vidas.
A oração pode ser dividida em três partes: invocação, petições, e conclusão. Neste momento gostaria de falar sobre a primeira parte que é “Pai Nosso, que está no céu”.
O primeiro ensinamento é que nem todos possuem o direito de chamar Deus de Pai. Em outras palavras, nem todos são filhos de Deus. Há um ditado popular que diz “não sou dono do mundo, mas sou filho do dono”. Respeito toda a carga de emoção por trás dessas palavras, mas biblicamente não tem nenhum valor. Num certo sentido Deus até pode ser considerado Pai de Todos quanto a ser o Criador e Sustentador do universo. No entanto, o sentido da expressão Pai, na oração, invoca o conceito de redenção e esta só é possível àqueles que creem em Jesus como seu único e suficiente Salvador. O apóstolo João escreveu: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (1:12). E de que modo acontece a filiação divina?
O mesmo apóstolo afirma que a obra da salvação é realizada pela soberana e graciosa vontade de Deus e não por meio de descendências humanas, pelo esforço humano ou pela vontade própria das pessoas (1:13). Dizer-se filho de Deus é expressar algo que não compete ao ser humano, no aspecto redentivo. Se não for por meio da obra mediadora e redentora de Cristo Jesus ninguém pode ser considerado filho de Deus. Para isto acontecer, temos que ser adotados por ele. Não é a criança, na iminência de ser adotada, que escolhe seus futuros pais, mas o contrário.
Já o apóstolo Paulo diz que a adoção é recebida, e por meio dela Deus nos aceita e nos recebe como Pai amoroso. Não somos nós que aceitamos a Cristo, é ele quem nos aceita e por esse instrumento (a adoção) passamos de escravos a filhos: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos [...] de sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:4,5,7).
Como disse acima, ainda que as pessoas se dirijam a Deus como seus filhos, a legitimidade desse fato só acontece por meio da obra redentora de Cristo, efetuada na cruz do Calvário. Daí segue-se que nem todos são “filhos de Deus”, visto que, muitas dessas pessoas não creem em Cristo como Salvador e Senhor. Certa feita Jesus disse aos judeus que, na verdade, eles eram filhos do Diabo: “Vós sois do Diabo, que é vosso pai, e querei satisfazer-lhes os desejos”. No cotidiano as pessoas cometem todo o tipo de pecado, buscam satisfazer os desejos da carne, e depois ainda dizem serem filhos de Deus!
O segundo ensinamento é que Deus não ouve a oração de todos, mas somente dos seus filhos. Estes são pessoas adotadas por Cristo: “E, porque sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gálatas 4:6). A expressão Aba significa “papai” ou “paizinho”. Os judeus não oravam chamando Deus de “papai” ou “paizinho”. Mas nesta oração o Senhor Jesus ensina seus discípulos a chamar Deus de Pai. O salmista afirmou: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem”. Note que o salmista diz que os que temem ao Senhor é fruto da sua compaixão e cuidado, portanto, é necessário que essa pessoa seja regenerada por Cristo e assim faça parte da família de Deus (Efésios 3:15). Isso demonstra o cuidado amoroso de Deus com os seus filhos.
Do lado contrário, Jesus em sua oração sacerdotal não orou por todos, mas apenas aos que o Pai lhe confiou (João 17:6). Ele disse: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aquele que me deste, porque são teus” (João 17:9). O sacrifício supremo de Cristo não foi em favor de todas as pessoas, mas para aqueles que creram em Cristo para sua salvação (João 17:19). Mais a frente ele diz que nem todos creram na sua palavra e não o reconheceram como o Messias prometido (João 17: 25). A obra de redenção realizada por Jesus refere-se particularmente aos eleitos – aqueles que o Pai lhe deu (Bíblia de Estudo de Genebra). Isso está ilustrado na oração sacerdotal de Jesus. Somente aqueles que estão num relacionamento com Deus, como filhos adotivos (Romanos 8:14-17), são ouvidos por Ele.
O terceiro ensinamento é um alerta quanto à maneira displicente que podemos nos dirigir a Deus na oração. As palavras “Pai Nosso que está nos céus” destacam a imanência e a transcendência de Deus. Ele está tanto perto (o que indica intimidade) quanto distante (indica que devemos nos reportar á Ele com humildade e reverencia) de nós. Muitas pessoas se aproximam de Deus com palavras que caracterizam banalidade e falta de reverencia. Já ouvi muitos chamarem Deus de “fofinho”; musicas tratam Deus como “o cara lá de cima”. Penso que os usos de tais expressões são inapropriados e não são autorizadas conforme o ensino de Jesus. É necessário ter humildade e reverencia na oração.
Por fim, apesar de ser soberano e excelso Deus ouve a oração dos seus filhos e atende as petições que estão conforme sua vontade. Não considere essa reflexão grave ou severa demais, como se faltasse compaixão humana a todos os pecadores. Atente para o fato de que a continuação da oração até sua conclusão exige uma postura que pecadores rebeldes não possuem nem possuirão. Resumindo: no sentido da Criação Deus pode até ser Pai de todos, mas no conceito da Redenção, nem todos são filhos de Deus.
Com amor,
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
RELACIONAMENTO COM DEUS
“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoqqqção a Cristo” (2 Coríntios 11:3).
Relacionamento com Deus: Simplifique.Para as coisas Deus realmente quer que o nosso relacionamento e a nossa comunicação com Ele sejam simples, mas o diabo distorceu nossa concepção sobre a oração porque ele não apenas sabe o quanto ela é poderosa, como também o quanto ela deveria ser fácil para nós.
Pergunte a si mesmo: por que Deus nos criaria para ter comunicação e comunhão com Ele e depois complicaria isso? Deus não complicou nada; Ele criou uma maneira simples e prazerosa de orarmos e apreciarmos passar tempo com Ele. Satanás quer que acreditemos que a oração precisa demorar muito tempo e que precisamos seguir uma fórmula específica. Ele cerca a oração de regras e regulamentos e rouba a criatividade e a liberdade que Deus deseja que tenhamos enquanto oramos. Ele tenta nos impedir de ter fé e nos convence de que realmente não somos dignos o bastante para estarmos falando com Deus e que, portanto, não podemos ouvir Sua voz.
Quando oramos o diabo sempre tenta nos condenar nos dizendo que não oramos o suficiente ou da forma correta, e que as nossas orações não fazem diferença. Ele também tenta nos distrair quando estamos orando. Por esses motivos, as pessoas costumam dizer que orar é tão difícil e tão infrutífero que raramente o fazem.
Em geral, muitas pessoas parecem estar frustradas e insatisfeitas com sua vida de oração, mas isso pode mudar. Podemos fazer orações simples e sinceras com fé e ter certeza de que Deus ouve e responde.
A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: uma “dica” para você: Simplifique as coisas meu irmão!
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