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quarta-feira, 28 de maio de 2014
AMOR OU ÓDIO?
"Alguma vez o perturbou a idéia de um Deus cruel e sangüinário que ordenava matar mulheres e crianças no Velho Testamento? Como harmonizar a mensagem de amor do Novo Testamento com o Deus guerreiro da primeira parte da Bíblia?
"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel, como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de mama, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos". (I Samuel 15:2 e 3) Caro leitor, o texto acima contém uma das ordens mais estranhas da Bíblia. É sempre difícil entender este assunto. Esta ordem foi dada à Israel, quando conquistou a terra de Canaã: "Entre e mate tudo o que encontrar em seu caminho. Mate homens, mulheres, crianças, animais, e jogue fogo em cima de tudo. Não deixe nada vivo". Ai daquele que se atrevesse a desobedecer!
Um homem chamado Acã escondeu uns vasos de prata e uns mantos muito bonitos porque considerava estas coisas muito valiosas para serem queimadas. E Deus mandou que fosse apedrejado. Houve também um rei que tentou desobedecer. Seu nome era Saul. Ele poupou a vida do rei cananeu e levou o gado gordo sob a alegação de que o gado seria oferecido em sacrifício a Deus. E o Senhor respondeu: "Eu não quero sacrifício, eu quero obediência". E o rei Saul foi rejeitado do trono e teve um futuro triste.
Deus não admitia que o homem o desobedecesse e a ordem era muito estranha, sangüinária e cruel. Como matar mulheres, crianças e animais? Se ao menos a ordem fosse para matar os soldados até que poderia ser compreensível. Mas por que matar crianças e mulheres? Por que queimar e destruir tudo?
Tem muita gente sincera que não acredita num Deus de amor, porque não consegue entender alguns aparentes mistérios da Bíblia. Mas este assunto pode ser entendido embora não seja muito simples.
Primeiramente temos que entender três coisas: 1. Todo aquele que se separa de Deus, perde a vida porque a vida está em Deus. 2. Aquele que perde a vida por separar-se de Deus, pode continuar respirando, andando, comendo e trabalhando, mas o que ele vive não é mais vida, é uma loucura, é algo que não tem sentido. E como vive sem Deus, claro, ele dá rédea solta aos seus instintos e acaba se depravando, se degenerando e se arruinando sozinho. 3. Embora o homem que se afasta de Deus viva uma vida rebelde e suicida, Deus tem muita paciência com ele, mas um dia esse homem, chega ao ponto em que é melhor para ele parar de respirar, porque morto já estava desde o momento em que se separou de Deus.
Vamos tentar entender estes três assuntos. Primeiro, o que é a vida?
A vida é um período de mais ou menos 80 anos durante o qual o coração bate e o pulmão respira. Eu lhe pergunto: Você que está fazendo esta leitura está vivo?
Biologicamente sim, mas espiritualmente, depende. Depende de quê? De sua comunhão com a vida. Mas o que é a vida?
Quando Jesus esteve aqui nesta terra Ele respondeu: "... Eu sou o caminho, e a verdade e a vida..." (João 14:6)
Em outra ocasião Ele disse: "... Eu sou a ressurreição e a vida..." (João 11:25)
E São João acrescenta: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida..." (João 3:36)
A vida meu amigo, é uma pessoa: a vida é Jesus. E somente vivem na plenitude da Palavra os que vivem uma vida de comunhão com Ele. No momento em que o homem se separa da pessoa vida, que é Jesus, ele pode continuar respirando, andando, movimentando-se, mas já não vive, está morto. Porque a vida que o homem vive sem Jesus é uma caricatura de vida, é um arremedo de vida, é um inferno.
O segundo ponto que precisamos entender é que aquele povo Cananeu tinha se afastado do Deus da vida e portanto já não tinha mais vida, apenas existia. Tirando Deus de sua existência, esses homens carregavam um vazio interior terrível e para preenchê-lo davam rédea solta aos seus instintos chegando à depravação em busca da satisfação dos sentidos.
Quer ver como vivia esse povo?: "Mas o Senhor falou a Moisés dizendo: fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos". (Levítico 18:1 a 3)
Mas o que fazia aquele povo, que Israel não devia imitá-lo? Quais eram os seus costumes? Todo o capítulo 18 de Levíticos fala do que os cananeus faziam.
O povo Cananeu era um povo sem rédeas, sem valores morais, um povo desesperado. Sem Deus era lógico, não tinha vida, então tentou dar sentido à sua existência experimentando de tudo. Nada o satisfazia. O povo vivia louco e desesperado. Homens deitavam-se com homens; mulheres com mulheres; pais com filhos; homens com animais. Não havia mais o que inventar. Os cananeus não sabiam para onde ir, não tinham paz, não eram felizes porque uma vida sem Cristo não pode ter sentido.
O terceiro ponto é que embora aquele povo de Canaã não quisesse saber nada de Deus, Deus ainda teve muita paciência com ele.
Um dia, Abraão foi a Deus e lhe disse: "Senhor, tu me prometeste a terra de Canaã. Entrega-me-a já, agora! E Deus respondeu: Não Abraão, você não vai entrar ainda". "Por que não"? E veja a resposta que Deus lhe dá: "E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E na quarta geração tornarás para cá, porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia". (Gênesis 15:15 e 16)
Passaram-se cem anos. Abraão morreu e o povo Cananeu continuou se afundando na miséria, no pecado e na depravação. Então, os filhos de Abraão reclamaram a terra prometida e a resposta divina seguiu sendo: "Ainda não se encheu a medida da iniqüidade dos amorreus".
Passaram dois séculos. Aquele povo já não tinha mais o que inventar e Deus disse: "Ainda não se encheu a medida da iniqüidade dos amorreus".
Quatrocentos anos depois, a resposta divina continuou sendo: "Ainda não". O povo de Israel reclamava: "Como é que não se encheu a medida da iniqüidade deste povo? Olha para ele, olha o que esse povo faz, como vive". E Deus com lágrimas nos olhos responde: Filhos, eu amo vocês. Mas por favor, eu também amo este povo. Eu gosto dele e quero salvá-lo.
Deus disse em Sua palavra: "... não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva..." (Ezequiel 33:11)
Amigo querido, para continuarmos analisando este assunto precisamos entender que embora Deus seja paciente com o pecador, o homem infelizmente sofre as conseqüências das suas decisões erradas. Foi assim que depois de 430 anos de espera, de súplica e de lágrimas, que aquele povo chegou ao fundo do abismo. O melhor para ele, era que parasse de respirar, porque morto já estava desde o momento em que se separou de Deus. E aquele povo parou de respirar a fio de espada.
Hoje, com a cultura de nosso tempo, aquela morte nos parece horrorosa, sangrenta e cruel. Claro, hoje, vivemos no século da câmara de gás, da cadeira elétrica. Mas aqueles eram tempos de sangue e guerra. Os povos viviam se agredindo e cortando a cabeça uns aos outros. Deus permitiu que esse povo de Canaã parasse de respirar com a morte mais natural e humana que podia haver naquela época, mas que hoje parece grotesco.
A morte das crianças, a mim muito me faz sentir mal, mas compreendo que nossos filhos carregam as tendências que deixamos para eles como herança genética. Quando vejo o Deus de misericórdia que Ele sempre foi, entendo que Ele recolheu aquelas crianças porque em Seu infinito amor sabia que elas seguiriam a mesma linha de conduta de seus pais.
Há muita gente que hoje se deleita em pensar apenas no momento trágico da morte dos cananeus, mas não pensa nem um pouquinho nos séculos e séculos em que Deus dizia: "Ainda não se encheu a iniqüidade desse povo. Ainda espero nele, ainda acredito. Mesmo que ele não queira mais nada comigo e me cuspa no rosto e jogue meus ensinamentos no lixo, Eu gosto dele e o amo".
Por que será que nos lembramos apenas da morte daqueles homens e não da paciência divina? Acho que, às vezes, somos muito injustos com Deus.
Quando um médico observa um paciente com gangrena e decide amputar-lhe o braço, me diga: é porque o médico é cruel e sangüinário? Mau e perverso? Ou é porque o médico sabe que essa é a única saída?
Às vezes, amigo, para salvar um corpo temos que amputar um braço. Apesar do braço valer muito, ele está podre e tem que ser amputado se quisermos salvar o resto do corpo.
Na raça humana, aquele braço de Canaã estava podre; era um povo gangrenado. Tinha que ser amputado e o foi com amor e carinho. Esta era a única maneira de salvar o resto do corpo. De outra maneira, a humanidade toda ficaria depravada e esqueceria completamente de Deus.
Mas agora venha comigo ao Novo Testamento. O que acontece com Deus? Mudou? Se tornou bonzinho? Como aquele jovem ateu na Universidade me dizia um dia: Deus se arrependeu de todo aquele sangue que derramou no Velho Testamento, e agora vem derramar Seu próprio sangue na cruz?
Muito cuidado querido. Em Deus não existe mudança nem sombra de variação. Ele é o mesmo ontem, hoje e pelos séculos.
Quer ver Jesus no Novo Testamento? "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue..." (Apocalipse 19:11 a 13)
O que significa este sangue? Você acha que é o sangue que Jesus derramou na cruz do Calvário para nos salvar? Não, não é. Quer saber o que significa o sangue que salpica os vestidos de Cristo quando Ele voltar? Vamos então ler a passagem onde mostra o significado desse sangue.
O profeta pergunta: "Quem é este, que vem de Edom, com vestidos tintos de Bozra? Este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar. Por que está vermelha a tua vestidura? E os teus vestidos como o daquele que pisa no lagar? Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou os meus vestidos, e manchei toda a minha vestidura". (Isaías 63:1 a 3)
Ah, meu amigo, eu tremo quando leio isto. Pessoalmente, não gosto de causar medo nas pessoas. Eu acho que o arrependimento por medo não é autêntico. As pessoas têm que ser atraídas pelo amor de Deus. Mas não posso deixar de pregar o que está escrito na Palavra de Deus. Quando Cristo voltar, Suas vestiduras serão manchadas de sangue, e esse sangue não é o sangue que Ele derramou na cruz do Calvário. Esse sangue será a vida de todas as pessoas que rejeitaram a Deus.
Hoje, estamos vivendo na época em que o povo de Israel continua perguntando: "Senhor, quando nos darás a terra prometida"?
E Jesus responde: "Ainda não".
"Por que não"?
"Porque ainda não se encheu a medida da iniqüidade dos homens".
Muitas vezes perguntamos: "Senhor, quando é que voltarás e nos levarás para a terra prometida"?
E Pedro responde: "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se". (II Pedro 3:9)
Hoje, a resposta de Jesus continua sendo: "Ainda não se encheu a medida da iniqüidade das pessoas".
Podemos argumentar impacientes: "Como não? Olhe a violência, a miséria, a fome. Olhe os filhos rebeldes contra os seus pais, os pais sem coração abandonando seus filhos. Olhe a boca do lixo em São Paulo, no Rio de Janeiro. Olhe as ruas centrais das grandes cidades do Brasil. Olhe Nova Iorque, Paris, Miami. Vai me dizer que ainda não se encheu a medida da iniqüidade desse povo?
E Deus diz: "Para você, tudo isso pode ser horrível, mas Eu amo este povo, amo os homossexuais, as prostitutas, os marginais, enfim, amo todos eles. Todos são valiosos para Mim. Dei a Minha vida por eles. Eles são a coisa mais linda que tenho. Não quero deixar de salvá-los. Vou continuar esperando-os.
E o tempo vai passando, e vamos a Deus e lhe dizemos: "Senhor, olha Tua Palavra, todos os sinais já foram cumpridos, quando é que Jesus vai voltar? E Jesus responde:"Não, ainda espero que meus filhos voltem a mim. Ainda acredito neles".
Querido amigo, é preciso que você saiba: Não importa quem seja você. Por favor, não me diga quem é, não me diga como vive. Não importa onde você está, nem quão longe você viva de Deus. Não importa quão baixo você tenha caído, nem quão atado à miséria desta vida você possa estar. Acredite, querido, Deus o ama muito e nunca estará feliz, se você não retornar a Ele.
Agora, neste momento Ele está te esperando com os braços abertos. Lembre-se: não há nada que Deus não possa fazer por você se você lhe der uma chance.
ORAÇÃO
Pai querido, obrigado por Teu amor, pela misericórdia e paciência com que estendes Teus braços em direção aos Teus filhos. Abra os Teus ouvidos para o clamor de cada pessoa. Tem milhares abrindo o coração a Ti. Responda a petição de cada coração. Em nome de Jesus. Amém.
terça-feira, 27 de maio de 2014
QUANDO DEUS MANDA
Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda. Um bruxo que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça. Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação: “Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o diabo!”
Ao chegarem à casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo guardando os alimentos. Os secretários do bruxo, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram: “A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?” A mulher, na simplicidade da fé, respondeu: “Não, meu filho, não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!”
NÃO SE PREOCUPE DE QUE MANEIRA VIRÁ SUA VITÓRIA, MAS QUANDO DEUS DETERMINA, ELA VEM…AH VEM!!!
Tenha paciência. Não é no seu tempo e sim no tempo Dele, porque você vê até um limite. Deus ultrapassa esse limite e vê muito além do que enxergamos.
O LIDER
Moisés está hiperatarefado. Logo pela manhã toma seu desjejum (broa de maná) e assume seu posto de Juiz de Israel. Atende a um, fala com outro, dá ordens. E assim prossegue até o pôr-do-sol. Ufa! Quanto trabalho!
Às vezes, estar atarefado não quer dizer que o homem está cumprindo seus afazeres com sabedoria ou agradando a Deus. O bom líder é aquele que distribui bem as tarefas para que outros o ajudem. Não possui todos os dons nem toda a capacitação necessária. A distribuição de dons dá-se exatamente para “edificação do povo” e é dado segundo a vontade do Espírito Santo.
Moisés fora um grande líder. Sua falha não implica em falta de preparo. Ele foi criado como príncipe egípcio, esteve no palácio por muitos anos e, portanto, preparado nas melhores faculdades do Egito. Ao que parece era excesso de zelo pela função para a qual fora escolhido.
Mas Moisés tinha um sogro observador e sábio. Jetro, nome que significa “a sua excelência”, fora visitar o genro e, vendo-o à beira de um stress, em função da multiplicidade de suas tarefas, dá-lhe um sábio conselho, Êxodo 18: 19-22. Moisés considerou sábia a perspicácia de Jetro e aderiu ao princípio de distribuir responsabilidades. Vejamos em quadros essa questão:
1º quadro: ensino
O ensino cabia a Moisés: “E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer”.
O começo de toda a administração que deveria executar passava por este ponto: ensino. Ensino esse que cabia ao pastor Moisés. Ensinar os estatutos e as leis, bem como ensinar o caminho e a obra a realizar.
Deveria treinar outros líderes, subentenda-se: o ensino coletivo haveria de despertar pessoas qualificadas dentre o povo para auxiliá-lo em tarefas específicas.
2º quadro: homens capazes
No segundo quadro, temos as qualidades indispensáveis a serem observadas na seleção de líderes entre o povo escolhido de Deus.
A primeira característica exigida foi: “homens capazes”, e a capacidade inicial seria vista através do aprendizado que teriam de demonstrar, assimilando o ensino coletivo que Moisés dedicara a todo o Israel. Só os que são aptos a aprender terão algo para ensinar, não é assim que diz o ditado: todo bom professor já foi um bom aluno?
Essa capacidade inicial seria seguida imediatamente pela segunda, que é a humildade, virtude que se faz necessária para o aprendizado. Quem pode ser líder sem humildade? Moisés demonstrara, de imediato, que possuía essa capacidade de aprendizado, de humildade e mansidão, Nm 12: 3.
3º quadro: homens tementes a Deus
Agora temos uma virtude fundamental para que o servo de Deus seja, verdadeiramente, um líder: tementes a Deus!
Quantos homens têm tentado ser líder entre o rebanho de Deus sem essa qualidade! Lamentável! Vê-se através de arrogâncias e desmedidas atitudes que desconhecem o que significa temer a Deus.
Um homem que não teme a Deus não pode, jamais, ocupar lugar de liderança na igreja do Senhor Jesus Cristo! Talvez seja preciso criar um teste para identificar quem é o homem que teme a Deus.
Lembremo-nos de que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”, Pv 1: 7, e olha que se faz necessário que o líder seja sábio para se conduzir entre o povo de Deus, bem como conduzir esse povo, Jeremias 3: 15.
4º quadro: verdade
Nesse quadro pinta-se a verdade. É a qualidade que anda sumida entre muitos líderes, mas muitos mesmo.
Homens de verdade, Salmo 15: 4b; homem do tipo que, quando empenha sua palavra, cumpre-a, custe o que custar.
Mas também que sejam homens da verdade. O Senhor Jesus enfatiza a necessidade de sempre se dizer só a verdade, declarando que a mentira é do diabo, João 8: 44. Mesmo sabendo disso, muitos, às vezes, trocam o nome da mentira para suavizar o pecado. Mentira é e sempre será mentira! Assim como não existe pecado e pecadinho, a mentira, em qualquer proporção, ou com que nome vier, será sempre do diabo e levará seu usuário ao inferno.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
A GRAÇA DE ENVELHECER
A vida é um dom de Deus. Pobre de quem não sabe aprender com a sabedoria de seus avós e das pessoas mais idosas. É neste contexto, de celebrar e recordar a vida dos que são sinais de graça, que trazemos em nossa memória e em nosso coração a vida dos 80 anos, que hoje celebramos, do nosso querido e admirado pai, Sr. Pedro Mendes Dutra.
Como é bom e agradável participarmos de mais uma etapa vencida [...]. Nem todos envelhecem da mesma forma. Há até mesmo aqueles que nem gostam do termo velho, porque é uma palavra que traz sentido pejorativo. Todavia, não são todos que têm a graça de se tornarem velhos, porque velho é ser sobrevivente de uma batalha, em que o cuidado da vida e a sabedoria de Deus foram armas que fizeram possível celebrar, hoje, uma idade com saúde invejável por todos.
Quem não gostaria de chegar a esta etapa da vida, lúcido, tranqüilo, consciente e amável? ¨Quem envelhece perde o viço, mas não perde o lustro; perde o brilho, mas não perde o calor¨, assim é caracterizada a velhice. Precisamos aprender com a sabedoria e com a fragilidade dos idosos, principalmente daqueles que deram a vida pelo bem da vida de todos.
Envelhecer é uma graça que Deus reservou para aqueles que o amam e amam a vida. Quantas jovens não sabem se guardar e preservar para o futuro. Enveredaram pelos caminhos da morte e da destruição. Envelhecer é uma escolha e muitos escolheram morrer cedo. Não tiveram a esperança, por isso envelheceram e morreram jovens.
Obrigado, pai, pela esperança cultivada neste caminho de 80 anos de vida. A sua alegria é a nossa alegria. A beleza de sua vida não está no brilho de sua pele e nem de seus olhos, mas no testemunho e na fortaleza de luta e de fé que permearam em cada passo do passado e iluminam os passos do futuro.
Que as palavras de Calebe sejam reais em sua vida: ¨Agora pois o Senhor me conservou em vida [...] Ainda estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou a Cades-Barnéia [...] Qual era a minha força então, tal ainda é agora, para a guerra, para sair e para entrar¨, Js 14.
Que Deus o abençoe sempre, dando-lhe saúde, paz e muita esperança. Ao eterno Deus, a nossa profunda gratidão por sua vida. Parabéns! De sua esposa, de seus filhos (as), genros e noras, netos (as) e bisnetos (as), irmãos em Cristo, parentes e amigos.
A IMPORTANCIA DA PSCOLOGIA NA IGREJA
A Igreja do Senhor sempre enfrentou lutas, mas, nestes dias, defronta-se com uma em especial que atua contra a integridade do próprio homem, minando sua base emocional e, assim, tirando-lhe o ânimo, o interesse e sua visão dos reais valores da vida.
Os ataques, com uma sordidez impressionante, vêm sobretudo pela mídia, plantando ideias destruidoras, desde o movimento pró-aborto, que barateia a vida, até o temor de uma guerra termo-nuclear. Paralelamente, a fome, a insegurança, a imoralidade, a destruição da família que vão gerando a solidão, o alcoolismo, o medo, enfim as neuroses, a ansiedade...
Crises nessas áreas têm levado pessoas a buscar ajuda na Psicologia. Para analisar e auxiliar nesses estados, a Psicologia é uma grande ferramenta no trabalho do pastor. Ela tem um papel imprescindível no seio da Igreja. Tanto a Psicologia como as religiões, em muito aspectos, lidam com os sentimentos dos seres humanos.
Entretanto, a verdade está na palavra de Deus e na obediência incondicional só a Deus. Não devemos esquecer de aplicar o princípio crítico, segundo o qual nenhuma teoria sociológica, antropológica, psicológica ou teológica deve ser aceita sem discussão ou ser tomada como dogmas.
Acataremos as hipóteses plausíveis, porém as tomaremos sempre como instrumentos de trabalho e nunca como axiomas ou verdades óbvias e indiscutíveis, pois a verdade está nos ensinos estabelecidos na palavra de Deus.
A situação é tão grave que, segundo Augusto Cury, "os transtornos emocionais, as rejeições, os traumas sociais, os conflitos, as perdas, as frustrações, os estímulos estressantes, se não trabalhados com inteligência pelo "eu" , são registrados como zonas de tensão na memória."
Dependendo da qualidade desses registros, uma barata pode se tornar um monstro, uma perda pode bloquear o ânimo de vida, um confronto com uma pessoa pode travar a inteligência quando se está diante dela. As matrizes em nossa memória geram os cárceres da emoção, eis a pior prisão do mundo.
Esses cárceres podem ser do medo, da depressão, da ansiedade, do stress, do ciúme, da dependência psicológica das drogas, que têm atingido milhões de pessoas. Nunca o homem foi tão livre por fora e nunca foi tão prisioneiro no secreto do seu ser.
Existiram escravos que foram livres e livres que foram escravos. Qual a explicação desse paradoxo?
Os que foram livres, sendo antes escravos, foram livres por dentro! Os que foram escravos sendo livres foram escravos no mundo dos seus pensamentos e no território de suas emoções!
Sem a liberdade, o ser humano deixa de sonhar e esmaga seu encanto pela existência. Você pode ser um rei sem trono, se tem a coroa da liberdade.
Em seu trabalho pastoral, o líder da igreja está diante de um rebanho complexo. Quantos, em pleno domingo, ouvem mensagens, reflexões e muitos estudos sobre motivação, sonhos, metas, mas, no calor da segunda-feira, o rolo compressor das atividades faz evaporar as palavras que ouviram, pois não aprenderam técnicas para serem líderes de si mesmos. Ou, quem sabe, não receberam aquela palavra cabal, a ferramenta divina, a única que lhes possibilita ser um vencedor!
domingo, 25 de maio de 2014
A SENSIBILIDADE DA GRAÇA
“Ninguém te condenou?
Respondeu ela: Ninguém, Senhor!”
Então, lhe disse Jesus:
Nem eu tampouco te condeno;
vai e não peques mais”.
João 8:10-11
Jesus foi ao Monte das Oliveiras onde orava, voltou ao templo para ensinar e a multidão se reuniu em torno dele, quando apareceram líderes religiosos inescrupulosos e arrogantes, para estabelecer um confronto com Jesus, colocando no cenário uma mulher apanhada em adultério.
O confronto se dá entre três forças: o uso da lei mosaica implacável de um lado, que exigia o apedrejamento da mulher e do homem apanhados em adultério; a lei romana que desautorizava os judeus a execução dessa lei; e a lei restauradora da graça de Deus. Se Jesus fosse a favor de Moisés estaria contra Roma; se fosse a favor de Roma estaria contra Moisés. O alvo deles era condenar Jesus, não a mulher, porque esta, já estava condenada. Mas Jesus abandonou Moisés e Roma e foi a favor da sensibilidade da graça de Deus.
A fragilidade daquela mulher estava exposta e humanamente desprotegida. Seria brevemente mais uma vítima das forças impiedosas do mal. O julgamento era desumano e sem misericórdia, mas a graça de Deus prevaleceu. Abraçou e protegeu aquela frágil alma, fazendo emudecer toda voz propagadora de juízo infame, injusto e carnal.
A graça de Deus não estava ali para discutir o passado daquela mulher. A bondade de Deus é restauradora. Abre portas para um novo e refrescante começo. Se o diabo nos acusa de um lado e ele é o único que se presta a esse papel, temos a nosso favor a graça de Deus, que está acima de qualquer artifício e engenhosidade humana.
A sensibilidade da graça de Deus enxerga o valor de uma vida humana e a redime; avalia a dor da alma e ministra alívio; fecha as portas do inferno e abre as do céu para um presente, um futuro e uma eternidade com Deus.
SILENCIO OU PALAVRAS MOTIVADORAS
“Elogie-me com excesso e eu não acreditarei
em você; critique-me e eu não serei
como você; ignore-me
e eu não te perdoarei; encoraja-me
e eu não me esquecerei de você”.
As nossas palavras são armas poderosas. Com poucas palavras podemos fazer alguém chorar e com poucas palavras podemos fazer o espírito das pessoas abatidas reviver. Algumas pessoas têm o dom de encorajar outras. Elas conseguem enxergar o lado bom delas e têm sempre uma palavra certa que as faz mover.
Quantos embates você enfrenta durante a semana e o deixa abatido e com vontade de desistir no meio do caminho. Para o fortalecimento da fé, uma palavra de encorajamento será sempre bem-vinda.
Melhor do que uma palavra de encorajamento é uma atitude que encoraja. O testemunho de pessoas fiéis e dedicadas fala muito alto ao coração. O testemunho são palavras vivas que permanecem de forma indelével na alma e que motivam outros a seguir o Mestre da Galileia.
Jesus sabia encorajar as pessoas com suas palavras e sua presença arrebatadora. O Espírito Santo é visto o tempo todo encorajando os irmãos em Atos dos Apóstolos. Paulo continuamente encorajava as igrejas de toda a Ásia Menor. Como viver conflitos, conflitos e mais conflitos sem uma palavra de encorajamento?
Eu sei muito bem e você também o sabe que quando estamos abatidos e desencorajados o melhor lugar de refúgio é a Palavra de Deus. Ela é plena de promessas que nos renovam, nos inspiram e nos fortalecem. Sem a Palavra de Deus nossas emoções seriam um caos. Palavras ungidas pelo Espírito Santo possuem um poder transformador porque falam direto ao coração. Diante do altar de Deus não há clichê, chavão, palavras estereotipadas ou que o valha. Diante dele as palavras são vivas, queimam a alma, aquecem a vida, abrem caminhos que alargam a própria vida.
Deus fala! Seja no burburinho do meio-dia ou nas horas silenciosas da noite fria. Ele tem sempre uma palavra para você. De Gênesis a Apocalipse, Ele nunca ficou calado. Deus não tem silêncio. Tem palavras que nos encorajam. Ouça-o.
VIAJANDO NOS MEUS JOELHOS
Viajando nos meus joelhos,
na noite passada,
eu fiz uma jornada para atravessar
a terra
e os mares.
Não fui por navio e nem por avião.
Eu viajei nos meus joelhos.
Eu vi muitas pessoas lá escravizadas
pelo pecado.
E Jesus pediu-me para que eu fosse,
pois havia almas para ganhar.
Mas eu respondi:
- Jesus, eu não posso atravessar
a terra
e os mares...
Ele respondeu-me rapidamente:
- Sim, você pode ir, viajando em seus joelhos.
Ele me disse:
- Enquanto você ora,
eu responderei a necessidade deles.
Você clama e Eu responderei.
É bom estar interessado em ganhar almas,
as que estão perto e as que estão distantes.
E assim eu fiz.
Ajoelhei em oração.
Desisti de algumas horas de lazer
e com o salvador ao meu lado,
viajei nos meus joelhos.
À medida que orava,
vi almas sendo salvas
e pessoas pervertidas sendo transformadas.
Eu vi a força dos obreiros de Deus
sendo renovada
enquanto trabalhavam no campo.
Eu disse: “Sim, Senhor,
eu farei a tua obra”.
O teu coração, eu quero agradar.
Eu ouvirei o teu chamado
e imediatamente irei,
viajando nos meus joelhos.
sábado, 24 de maio de 2014
"INDEPENDENCIA OU MORTE"
"Viva a independência e a separação do Brasil!
Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus,
juro promover a liberdade do Brasil.
Independência ou morte!"
Essa foi a frase histórica de D. Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822, às 16h30min, às margens do Rio Ipiranga, localizado na cidade de São Paulo, SP.
Foi um brado retumbante de um povo heróico, às margens plácidas desse rio histórico, o Rio Ipiranga. É certo que isso custou um preço. Custou coragem, valentia e confiança. Afinal, era a separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa.
Foi um processo que, merecidamente, ficou registrado nos anais da história brasileira e digno de ser lembrado e ovacionado mesmo depois de seus 190 anos.
Quantos brasileiros que fizeram desdém às suas próprias vidas, tornando-se mártires, para que, hoje, pudéssemos desfrutar de uma nação livre, amada e 'gigante pela própria natureza'.
Quando se fala em 'independência', de liberdade, dentro de um contexto bíblico, logo pensamos naquele que também proclamou nossa liberdade espiritual e morreu por nós: Jesus!
Ele disse: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu a pregar Boa Nova aos quebrantados e enviou-me a curar os quebrantados de coração e a livrar todos os cativos e a pôr em liberdade todos os algemados", Lucas 4: 18.
Ele veio para que tenhamos vida e vida em abundância. João 10.10. 1Coríntios 15:3 diz que "Ele morreu pelos nossos pecados". Éramos escravos, pois 'todo aquele que peca é escravo do pecado'. João 8:34. Tiago 1: 15 diz que "o pecado gera a morte", mas Ele nos libertou. Aleluia!
Podemos também dar o brado de independência! Já faz mais de dois mil anos que o brado foi dado no Monte Calvário: "Pai, tudo está consumado". João 19: 30. Temos de declarar nossa liberdade, nossa independência do pecado e de tudo aquilo que escraviza, sejam falsas religiões, heresias, sistemas e domínios humanos que estão fora do contexto bíblico, da relatividade moral, da mediocridade, de qualquer mal, seja físico, emocional, relacional ou espiritual, das obras da carne, dos vícios e de qualquer embaraço desta vida.
Independência é viver com Cristo. Sem independência, estaremos mortos, seremos prisioneiros de nós mesmos, do diabo ou dos sistemas que existem neste mundo tenebroso, criados pelos homens que são dependentes dele.
Vamos proclamar e viver nossa "Independência" com aquele que morreu por nós: JESUS!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
COMUNICAÇÃO DENTRO DA IGREJA
Jesus foi o maior comunicador de todos os tempos. Numa época em que a cultura grega e romana exercia forte influência sobre as pessoas, Jesus introduziu uma nova postura nas relações humanas, o que representou um grande avanço em comparação à atitude de seus contemporâneos. Por causa da variedade de seus métodos e por causa da sublimidade de sua doutrina, Jesus foi um comunicador que usou com sabedoria importantes conexões em sua comunicação. Hoje entendemos por comunicação a difusão de ideias, conhecimentos e experiências, mediatizados pelas técnicas criadas pela inteligência humana. Tais instrumentos nasceram especialmente a partir do século XV, com a imprensa, e se desenvolveram rapidamente no século XX, com os veículos eletrônicos e informáticos (revistas e jornais impressos, telefone, televisão, rádio, internet e outros), denominados mídia.
A linguagem visual é um meio perfeito de comunicação capaz de agregar valores, mudar conceitos e estabelecer ideias. Desde a teoria de Platão, que utilizou sombras de imagens para transmitir ideias, passando pelo grande Mestre Jesus na utilização de imagens em suas parábolas e sermões, até hoje a linguagem visual é um canal importante na transmissão de uma mensagem. De fato, há uma cultura veiculada pela mídia cujas imagens, sons e espetáculos ajudam a urdir o tecido da vida cotidiana, dominando o tempo de lazer, modelando opiniões políticas e comportamentos sociais, e fornecendo o material com que as pessoas forjam sua identidade.
John Stott disse, acertadamente, que o sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto antigo e o ouvinte contemporâneo. Neste aspecto, como seriam as reuniões da igreja onde os assistentes pudessem receber os conteúdos das mensagens bíblicas, anotações do sermão e as letras dos hinos por meio do Bluetooth, Wi-Fi, WAN e outras formas de conexão existentes? Parece ainda uma utopia adaptar uma cerimônia sagrada aos encantos da tecnologia. O que se vê é uma mentalidade voltada para um saudosismo em que muitos “presbiterianodontes, batistarex e assembleianossauros” têm dificuldades em se adaptar às novas formas de comunicação.
Como todos já sabem, há um bom tempo as igrejas se renderam à tecnologia dos microfones e amplificadores de som e, recentemente, em alguns casos, desenvolveram verdadeiros estúdios de sonoplastia com transmissão de cultos pela TV ou pela internet. E, durante os sermões, já se vê o emprego de imagens que auxiliam na elaboração e transmissão das mensagens. O que se percebe hoje é que boa parte da tecnologia dos equipamentos de informática é aplicada as imagens vinculadas na mídia impressa e digital. Esse tipo de tecnologia vem sendo empregada já há alguns anos e, por isso, muitos fabricantes investiram na elaboração de novas ferramentas e aplicativos, capazes de realizar tarefas incríveis nas imagens, que, por sua vez, podem ser usadas nos cânticos, sermões ou em websites. A disseminação das informações e o uso dos meios de comunicação social têm proporcionado e levado muitos a entrar em consonância, no que se refere à Igreja e a tecnologia, passando a fazer parte das relações estabelecidas entre cristãos e não cristãos, proporcionando uma socialização, inserção e, consequentemente, evangelização.
Foi-se a época em que os cânticos eram encadernados ou colocados em lâminas para retroprojetores. Hoje, nossos jovens vivem em uma realidade digital em que a imagem é percebida e utilizada pela mídia de forma rápida e atrativa, levando-os a desinteressar-se pelo convívio com a igreja. O que devemos ter é o compromisso de nos adaptarmos, assim como a figueira, mas sem perder a essência. O que esperamos é ocupar todos os dispositivos que a tecnologia nos entrega em função de alcançar vidas para o reino do Senhor Jesus.
Ser pregador de verdade não é nada fácil. É necessário ser vocacionado, chamado e preparado, sobretudo nesses últimos dias em que a pregação deixou de ser uma simples exposição da Palavra de Deus. E muitos pensam que, para agradar, o pregador deve ser espetacular – literalmente -, versátil. Precisa “cativar a plateia”, “ganhar o público”, “dominar o auditório”, como se estivesse em uma apresentação de stand-up comedy. Não! Ser pregador não é isso. É depender de Deus e sua graça, é aprender a utilizar os recursos disponíveis a serviço do Senhor, procurando a melhor forma de transmitir o evangelho da graça.
Embora o século XXI tenha proporcionado ao mundo mais invenções e projetos tecnológicos do que qualquer outra época da História, a tecnologia atingiu um ponto tão alto na evolução material que tem distanciado a igreja da sociedade. Por outro lado, no livro de Coríntios Paulo diz: “fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1Co 9:19-22). Sendo assim, mesmo desfrutando de diversos recursos tecnológicos, a igreja jamais deve perder sua essência, abandonando a unção e a dependência de Deus.
Aceitemos ou não, temos uma geração digital cuja linguagem e forma de se expressar são totalmente novas. É óbvio que ninguém pode simplesmente depender da tecnologia, como se ela por si mesma pudesse levar o evangelho a alguém. O recurso visual torna a pregação clara, objetiva, possibilitando melhor compreensão e assimilação. Precisamos adaptar nossa linguagem e a forma de expor as ideias sem perder a essência do verdadeiro Cristianismo, isso para sermos capazes de dialogar com a nova geração.
No que diz respeito ao uso de aparelhos de som e imagem na igreja, é preciso adaptar-se até mesmo aos códigos de posturas de seus municípios, pois o barulho e o emprego de imagens podem ocasionar escândalos e processos judiciais. Por isso, é necessário que a igreja tenha ou contrate profissionais capazes de fazer projetos acústicos, de mídia e até em websites, que são páginas na internet, para não ocorrerem erros e, com isso cair no ridículo, expondo o nome de Cristo e da Igreja.
Que Deus nos ajude a utilizarmos as tecnologias necessárias com sabedoria, a fim de comunicarmos com mais eficácia a mensagem gloriosa do evangelho.
A VOZ PROFETICA
“Não cometam injustiça num julgamento;
não favoreçam os pobres nem procurem agradar
os grandes, mas julguem o seu próximo com justiça”.
Levítico 19: 15
É bom que tenhamos uma posição bíblica e coerente,
porque, como cristãos, não podemos estar alienados
a essa situação (manifestações e protestos),
considerando que a igreja precisa exercer a sua voz profética, denunciando as mazelas da nação e opondo-se a tudo aquilo
que fira aos princípios bíblicos.
No dia 7 de setembro, o Brasil comemora 191 anos de independência (2013-1822). Trata-se de um dos fatos históricos mais relevantes de nosso país, que marcou o fim do domínio português, e a conquista de nossa autonomia política. Antes desse fato, houve muitas tentativas e muitos morreram por esse ideal, como, por exemplo, Tiradentes, executado pela coroa portuguesa, durante o processo da inconfidência mineira.
A VOZ PROFÉTICA DA IGREJA
Do ponto de vista evangélico-espiritual, esta data tem sido considerada como um momento de reflexão sobre os acontecimentos ocorridos em nosso país, bem como uma oportunidade para que a igreja ore e jejue pelas lideranças políticas, civis e eclesiásticas de todos os segmentos, que estão investidas de autoridade e responsabilidade pelo destino do Brasil, dentro do contexto sócio-político-econômico-religioso.
Neste aspecto, a Igreja, como a agência do Reino de Deus, não pode perder o seu foco, ou seja, precisa exercer com autoridade e destemor a sua voz profética, porque para isto é que ela existe e está no mundo. Por outro lado, segundo as palavras de Jesus, calar-se ou se esconder debaixo de um alqueire, para que a sua luz não brilhe neste mundo é uma das maiores afrontas a Deus, o que se caracteriza como um ato de indiferença e omissão medíocre, reprovado pelo Mestre (Mateus 5: 15).
Por isso, não podemos nos esquecer de que a IPRB, como parte do Corpo de Cristo na terra, existe para “expressamente viver o modelo apostólico do Novo Testamento, ensinando e encorajando os crentes a uma vida com Deus sob a égide do Espírito Santo, a fim de serem capacitados para evangelizar o mundo, que terão as manifestações sobrenaturais do Espírito Santo - Ef 1: 22,23; 2:22; Hb 12:23; At. 1:8; Mt 28:19, 20; Mc 16:15, 16; 1Co 12:13; Ef 4:11-16; 1Co 12: 28; 14: 12; Mc 16:15, 20; At 4:29-31; Hb 2: 3,4” (Confissão de Fé da IPRB).
A MISSÃO DO POVO DE DEUS
Além do mais, a Igreja, como atalaia do Senhor (Ez 3: 17) tem como missão tocar a trombeta e fazer a diferença neste mundo, difundindo sua crença pela pregação da Palavra de Deus e defendendo seus valores bíblico-teológicos e morais, fundamentados na essência da fé e do amor, como afirma a Confissão de Fé da IPRB:
“Cremos que a igreja é o Corpo de Cristo, a habitação de Deus, através do Espírito, divinamente designada para o cumprimento da Grande Comissão. Cada crente, nascido do Espírito é uma parte integral da comunidade dos santos cujos nomes estão escritos no Livro da Vida”.
UM MUNDO INJUSTO
Diante de tudo isso, há de se considerar que vivemos em um mundo injusto, onde “muitos têm pouco pra viver, poucos têm muito pra valer, este sistema é opressor, tem seu cruel dominador”, Armando Filho.
O sábio Salomão ratifica este discurso ao dizer:
“... os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos” (Eclesiastes 9: 11).
Portanto, à Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil compete exercer, legitimamente, todos os seus direitos e deveres de cidadania, sem, contudo, desmerecer e extrapolar os limites impostos pela Bíblia e pela legislação brasileira, uma vez que devemos ser o sal da terra e a luz do mundo, não deixando que o brilho e o sabor dessas metáforas apresentados por Jesus sejam inúteis.
Nenhum cristão ou outro cidadão qualquer tem o direito de reivindicar algo, quer seja no aspecto espiritual ou material, sem antes certificar o parecer da Bíblia Sagrada.
CONSTRUINDO UMA NAÇÃO JUSTA
Sendo assim, diante dos constantes desafios enfrentados nestes últimos dias, precisamos trabalhar para a construção de uma nação honesta e forte, moral e espiritualmente, para que a igreja seja, a despeito de qualquer circunstância, o termômetro moral-espiritual deste mundo, sendo que a grandeza de qualquer segmento ou nação não se conquista, em hipótese alguma, pelo sistema do “ter”, mas pelo “ser” em sua essência. Neste aspecto, vale a pena fazer uso das sábias palavras do Pr. Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana do Brasil, ao dizer que:
“A grandeza de uma nação é medida pelos valores morais que a sustentam. Jamais construiremos uma grande nação, fazendo da sodomia o alicerce de sustentação da família. Jamais construiremos uma nação poderosa se nossas autoridades lutam pela aprovação do aborto, incentivando a cultura da morte, onde um milhão de bebês são mortos com requinte de crueldade, todos os anos, no patíbulo do ventre materno. O nosso povo precisa não apenas de informação, mas também e, sobretudo, de transformação.
Se não colocarmos o pé no freio e se não nos arrependermos dos nossos erros gritantes, entraremos numa rota de colisão e faremos uma corrida acelerada rumo ao desastre. Os grandes impérios no passado caíram porque estavam podres por dentro. Nossas autoridades precisam entender que são ministros de Deus para a promoção do bem e coibição do mal. E a igreja cristã precisa exercer sua voz profética, orando pelas autoridades constituídas e clamando contra o mal, ainda que isso lhe custe o desconforto da incompreensão ou até mesmo a dor da perseguição”.
Por isso, o Brasil precisa de autoridades (políticos) - de homens e de mulheres - que ao serem pesadas na balança divina, não sejam achadas em falta, como aconteceu com Belsazar, último rei da Babilônia: “Deus contou os dias de teu reino e determinou o seu fim. Foste pesado na balança e achado em falta. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas” (Daniel 6: 26-28). Deus necessita de autoridades ou lideranças que tenham plena consciência de sua missão, e que não estejam comprometidas com o favorecimento dos pobres nem dos ricos, mas com leis sem interesses e com um governo de justiça.
A BALANÇA FALSA
Uma das respostas à forte onda de manifestações presenciada por todos nestes últimos dias, talvez fosse a questão da balança falsa, ou seja, nossos governantes-autoridades estão todos os dias sendo pesados na balança divina e o resultado está aí na mídia, porque há falta no cumprimento de seus deveres junto ao povo. A voz do povo em suas manifestações nas ruas, principalmente nas capitais, tendo como ponto de partida o movimento do Passe Livre, é o verdadeiro clamor por um país mais justo e melhor.
Ao lado desse e de outros movimentos que tiveram suas vozes ouvidas, o povo brasileiro se condoeu e houve uma mobilização geral frente aos principais problemas da realidade brasileira, como a educação, saúde, segurança, habitação, gastos públicos, salários dignos e corrupções em diversos setores dos governos, tanto federal como estadual e municipal. O Governo Federal se mobilizou, imediatamente, propondo discutir temas importantes, como a reforma política, financiamento de campanhas, realinhamento de partidos políticos, etc. Este foi o início de uma longa discussão que deverá perdurar, até que as vozes (as manifestações) se calem.
É bom que tenhamos uma posição bíblica e coerente, porque como cristãos não podemos estar alienados a essa situação (manifestações e protestos), considerando que a igreja precisa exercer a sua voz profética, denunciando as mazelas da nação e opondo-se a tudo aquilo que fira aos princípios bíblicos. No entanto, o que não podemos é coadunar com as atitudes de badernas e vandalismo dos aproveitadores que, nesses momentos, se infiltram nas massas reivindicadoras e se disfarçam de manifestantes, objetivando aproveitar das situações para, gratuitamente, destruir o bem alheio.
Portanto, queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, de todas as denominações evangélicas, tanto do Brasil como do exterior: orar por uma nação mais justa seria o ponto de partida de sua grandeza e progresso, pois diz a Bíblia que “a justiça engrandece a nação, mas o pecado é uma vergonha para qualquer povo” (Provérbios 14: 34). Foi exatamente isto que Deus exigiu de Israel, antes de entrar na terra prometida: “Sigam única e exclusivamente a justiça, para que tenham vida e tomem posse da terra que o Senhor, o seu Deus, dá a vocês”, (Deuteronômio, 16: 20).
UM NOVO BRASIL
Finalizando, convocamos a todos para tomar uma posição cristã digna de ajudar o Brasil a vencer seus problemas morais e econômicos, trabalhando, exercendo com dignidade sua cidadania, orando e jejuando pelo Brasil, mas, ao mesmo tempo, sermos solidários aos sofredores que tentam, por meios legais e justos, reivindicar seus direitos e deveres, como a casa própria, salário justo, melhores condições de atendimento aos doentes, transporte adequado, educação para todos, etc. Todavia, não podemos, em hipótese alguma, concordar com as anarquias promovidas por vândalos e aproveitadores que tentam desestabilizar os governos e provocar mais sofrimento ao povo brasileiro.
Diante de tudo isto, nossa oração é de que Deus continue com sua poderosa mão sobre esta nação, e que ela seja um referencial mundial para outros países. Que o Senhor nos dê a graça de exercermos, sem preconceitos e medo, nossa voz profética. Se cada um fizer a sua parte, o Brasil alcançará dias promissores e será aprovado pela balança da justiça e retidão de Deus: “Ele ama a justiça e a retidão; a terra está cheia da bondade do Senhor” (Salmo 33: 5).
quinta-feira, 22 de maio de 2014
PRECONCEITO
Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!
Acompanhe comigo esta mensagem de advertência para uma boa parte da liderança da Igreja na atualidade!
Deus usa situações de lutas para mudar relações.
A Bíblia narra a história de uma homem discriminado pelos seus irmãos por ser filho de prostituta, embora seu pai fosse um bom homem, porém seus próprios irmãos por parte de pai que já eram crescidos o discriminaram preconceituosamente expulsando-o da família para que Jefté não herdasse junto com eles.
Era então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté. (Jz 11:1)
Jefté(Quem Deus Liberta) se encontrava no exílio: fora rejeitado por seus irmãos por parte do seu pai devido ao fato de ser seu filho ilegítimo: sua mãe era uma prostituta. A lei de Moisés mandava "nenhum bastardo entrará na assembléia do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará nela" (Dt 23:2).
Jefté carregava consigo a dor do desprezo pela própria família, um homem marcado por profundas tristezas devido circunstâncias que ele não teve como evitar, mas Deus tinha com ele uma missão, tirar do desprezo e da tristeza uma grande vitória cheia de alegria, transformando o mau em bênção.
Deus permite que amonitas (povo - filhos de Amom) entram em guerra contra os filhos de Israel e logo foram os seus irmãos anciãos de Gileade buscar Jefté para liderar o exercito que guerreara conta os amonitas.
Através dessa guerra Deus levanta do pó o desprezado Jefté e estreita ainda mais os laços familiares pois quem outrora o desprezava, foi encontra-lo buscando uma reconciliação para conseguir uma vitória contra os amonitas.
A vitória era inevitável porque Deus estava com Jefté e a Bíblia diz que o Senhor entregou os amonitas nas mãos do exercito de Jefté e os amonitas foram feridos com grande mortandade e subjugaram cidades e os amonitas sob o domínio do povo de Deus.
Vejamos uma lição importante, uma guerra, algo que ninguém gosta de enfrentar, é uma luta, algo ruim, que gera gastos, tempo e sem duvidas causa problemas.
Deus usa uma situação problemática de guerra para reaproximar Jefté dos outros filhos de Gileade (seus irmão) e curar seu passado de tristezas e discriminações que recebera de seus irmãos.
Com a vitória na guerra, Deus elevou a auto-estima e a auto-confiança de Jefté e o colocou na posição de vencedor transformando um desprezado em um grande vencedor.
Não olhe para as dificuldades que você enfrenta em sua vida, olhe para a grande obra que Deus pode fazer através das suas lutas. Deus pode mudar a sua vida mesmo em meio aos problemas e as grandes lutas assim como fez com Jefté. Você a cada luta e obstáculo está se tornando melhor do que era antes. Deus está fortalecendo o seu caráter te moldando no perfil de vencedor assim como Cristo é.
É em meio aos problemas que alcançamos as vitórias e com as vitórias os limites do passado são rompidos ampliando a visão, abrindo a possibilidade de crescer a cada dia, superando as marcas tristes e frustrantes do passado marcado por desprezos e mágoas preparando um antigo perdedor para um presente e um futuro cheios de vitórias em Cristo Jesus!
Por causa de preconceitos e costumes da sociedade, vizinhança ou mesmo igrejas, existem pessoas que se acham isoladas ou afastadas da comunhão dos seus irmãos. Seu potencial não é usado. Sabemos que todo o crente tem um lugar na família de Deus. Procuremos ajudar essas pessoas a serem aceitas em virtude do seu caráter e dos seus dons. Deus poderá usá-los.
Depois de quarenta e cinco anos de paz, Israel estava novamente sendo atacado por seus inimigos, desta vez Amom, ao oriente do Jordão. Precisando de um homem valente para enfrentar esse inimigo, os anciãos da região de Gileade, que era a mais vulnerável por causa da sua proximidade de Amom, lembraram-se novamente de Jefté e foram buscá-lo no exílio onde se encontrava, propondo que ele chefiasse o seu exército.
Jefté não aceitou facilmente o convite: ele exigiu que, se o SENHOR lhe concedesse a vitória, os gileaditas o nomeassem chefe sobre todos os moradores de Gileade. Era uma humilhação para eles: tendo antes expulso Jefté do seu meio, agora teriam que se submeter à sua direção.
Eles engoliram o seu orgulho e aceitaram as suas condições, assumindo responsabilidade pelo seu cumprimento, diante do SENHOR. Jefté voltou a Gileade e recebeu sua nomeação pelo povo em uma cerimônia oficial, e depois solenemente declarou suas palavras diante do SENHOR em Mispa (Torre de Vigia). Vemos aqui que o seu Deus é claramente o SENHOR.
Tendo assumido o comando supremo, Jefté procurou primeiro resolver diplomaticamente o conflito com os filhos de Amon. Ele mandou emissários ao rei amonita para indagar porque estava atacando os israelitas em Gileade. Quando o rei respondeu que os israelitas haviam roubado a sua terra e ele a queria de volta, Jefté lembrou-o que:
1. Gileade nunca havia pertencido aos amonitas.
2. Israel devia possuir a terra que lhe fora dado pelo SENHOR, e Amon a terra que lhe fora dada pelo seu próprio deus, Camos.
3. Ninguém havia contestado a posse da terra por Israel desde sua conquista três séculos antes.
4. Pediu que o SENHOR fosse juiz entre eles. Israel durante esse período era liderado não por reis ou governadores, mas por juizes. Jefté reconheceu que o SENHOR era o supremo Juiz.
Mas o rei dos amonitas não lhe deu ouvidos.
O Espírito do SENHOR veio então sobre Jefté, e ele foi até onde estavam os amonitas.
Em seguida, lemos sobre um voto que Jefté fez ao SENHOR, que tem dado origem a diferentes interpretações. A tradução mais correta parece ser que, no caso do SENHOR lhe dar a vitória, Jefté promete:
1. quem primeiro saísse da sua casa ao seu encontro, seria do SENHOR (se fosse uma pessoa),
2. ele o ofereceria em holocausto (se aparecesse um animal).
O original hebraico permite essa tradução, que é mais coerente, pois:
1. A lei de Moisés proíbe o homicídio (Êxodo 20:13).
2. Também proíbe sacrifícios humanos (Levítico 18:21; 20:1-5, Deuteronômio 12:31).
O SENHOR deu a Jefté uma vitória absoluta sobre o inimigo.
Voltando, feliz, para casa, saiu-lhe ao encontro sua filha, festejando a vitória. Ele não tinha outros filhos, e por isto ele se entristeceu muito, lembrando-se do seu voto: ele teria que dedicar esta sua única filha ao SENHOR, significando que ela não poderia casar nem dar-lhe uma descendência.
Jefté cumpriu o seu voto, embora percebendo que eliminava a possibilidade dele ter descendência, e sabendo da tristeza que causaria à sua filha. A Bíblia diz que fazer um voto diante de Deus é coisa séria: "quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras." (Ec 5:4,5).
Tem gente que, impulsionada por um apelo comovente, sem se dar tempo para refletir, prometem mundos e fundos a algum evangelista persuasivo, ou vão à frente prometendo dedicar-se em tempo integral à obra missionária. Mais tarde, não cumprem a sua promessa. Não devemos prometer mais do que podemos fazer.
A filha conformou-se, resignada, ao cumprimento do voto do seu pai. Era uma tragédia para ela, pois as jovens naquele tempo só se achavam realizadas quando casavam e tinham filhos, e as solteironas ou mulheres sem filhos eram desprezadas.
Ela nunca poderia se casar, nunca seria apresentada como noiva a algum homem, mas a sua vida seria dedicada ao SENHOR, provavelmente como humilde serva dos sacerdotes no tabernáculo.
Antes da sua dedicação, ela obteve permissão do pai para descer pelos montes por dois meses e lamentar o seu destino com as suas companheiras. É um caso inédito na Bíblia, tanto que tornou-se costume em Israel para as moças saírem todos os anos por quatro dias para celebrar a memória dessa jovem.
Enquanto isso, do outro lado do rio Jordão foram convocados os guerreiros da tribo de Efraim, e atravessando o rio chegaram até Zafom, onde estava Jefté, para reclamar que não haviam sido chamados para a batalha. Os efraimitas estavam movidos por inveja, e declararam que iriam por fogo à casa de Jefté, com ele dentro.
Os vitoriosos sempre distribuíam entre si o despojo do inimigo, e é óbvio que esses efraimitas estavam cobiçando o que os gileaditas haviam ganho com a sua vitória. Jefté os lembrou que a contenda era principalmente dos gileaditas, que estavam sendo ameaçados, mas que assim mesmo ele havia pedido a ajuda dos efraimitas, e eles haviam recusado.
Vendo que não podia deter os efraimitas do seu propósito, Jefté agiu rapidamente: reuniu novamente o seu exército, desfechou uma batalha contra eles, e, bloqueando o seu retorno pelos vaus do rio Jordão, matou quarenta e dois mil deles, conseguindo assim outra vitória decisiva para o seu povo.
Jefté provou ser um homem de fé, de palavra e de ação, apesar de ter sido desprezado e expulso pelo seu povo da sua terra por causa da sua origem. Ele confiava no SENHOR, cumpria as suas promessas, e agia com prudência mas sem hesitação. Primeiro procurava persuadir seus inimigos, o que não significava relutância em agir, mas era a fase inicial de sua ação, designada a tentar resolver os conflitos diplomaticamente, mas recorrendo em seguida à força das armas se não tivesse sucesso.
Ele julgou a Israel seis anos, e foi incluído com outros heróis da fé em Hebreus 11:32.
Deus não nos livra dos Problemas mas nos problemas! Contudo, está escrito, prometido, determinado e profetizado que “muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra”. (Sl 34.19).
Que Deus nos ajude a sermos imparciais com os nossos irmãos em Cristo independente da sua condição social espiritual ou moral, pois somos todos filhos do mesmo Deus, e toda atitude de discriminação por certo que será julgada perante o Tribunal de Cristo!
DIVORCIO
Casamento, Divórcio e Novo Casamento:
O Que as Escrituras Ensinam
É claro, o assunto do divórcio e do novo casamento é controverso. Com a verdade sendo encoberta pelos argumentos, réplicas e incerteza, muitos se desesperam de serem capazes de determinar com precisão a vontade de Deus neste caso. Nestes tempos emocionais e cheios de dissensões, é indispensável que nos lembremos dos princípios básicos e simples que governam nosso relacionamento com Deus. Nossas conclusões dependerão muito do estado do espírito com o qual abordamos este estudo. Por favor, seja paciente enquanto consideramos estes princípios decisivos e fundamentais.
Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: "Bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram!" Ele, porém, respondeu: "Antes bem- aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!" (Lucas 11:27-28)
Nossas primeiras responsabilidades diante de Deus são ouvir sua Palavra e cumpri-la. Estas exigências, ainda que sejam simples de afirmar, não são simples de obedecer.
Ouvir a Palavra
Ouvir a palavra corretamente não é um passo fácil que se pode dispensar quando se cresce em Cristo. Todos precisamos ter cuidado em como ouvimos.
Ora, estes de Beréia eram mais nobres do que os de Tessalônica; pois receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim. Com isso muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição, e não poucos homens. (Atos 17:11-12)
Deus chama de nobres estes cristãos de Beréia porque eles ouviram a Palavra corretamente: primeiro, eles a receberam avidamente; em segundo lugar, eles a confirmaram nas Escrituras; em terceiro, creram nela quando a acharam verdadeira. Este é um excelente exemplo para nós.
Eles receberam
Os de Beréia receberam a Palavra avidamente, com a mente aberta e receptiva. Outros fecharam suas mentes e tamparam os ouvidos (Atos 7:57; Mateus 13:14-15). Uma vez que para aprender a verdade é necessário ter a mente aberta, evitemos as qualidades que fecham as mentes:
Preconceito Se já formamos idéia antes de um estudo cuidadoso da evidência, nunca aprenderemos a verdade. Os judeus negaram a Jesus em face da evidência irrefutável, porque eles já haviam decidido que seu Messias não iria ser crucificado (veja 1 Coríntios 1:23); portanto, a evidência não tinha importância. Precisamos querer re-examinar as velhas conclusões e as tradições que nos agradam, a respeito do divórcio e novo casamento, à luz das Escrituras. Muitos de nós, às vezes, abandonamos velhas crenças, em outras áreas. Temos que desejar fazer o mesmo aqui também.
Preferência O que queremos que a verdade seja, muitas vezes nos impede de abrir a mente para aprendê-la. É tão difícil estudar abertamente quando aqueles que amamos são diretamente afetados pelas nossas conclusões. Mas se não amamos a verdade de todo o coração, Deus mesmo pode atuar para nos convencer de uma mentira (2 Tessalonicences 2:9-12). Se eu tiver um sentimento forte e uma preferência pessoal por uma conclusão em particular, vou precisar de um esforço disciplinado para que receba a Palavra abertamente.
Presunção A presunção prejudica uma mente aberta. Se temos que admitir que temos estado errados, a presunção pode nos impedir a um estudo sério. O orgulho de nosso próprio raciocínio e nossas crenças nos impede de humilharmo-nos diante das afirmações daquele cujos caminhos e pensamentos são infinitamente mais altos do que os nossos. Confiança em idéias espertas, que fogem do significado claro das passagens da Bíblia, impede que muitos recebam a Palavra de Deus. Possa Deus humilhar nossos corações enquanto procuramos a verdade neste assunto tão difícil.
Preocupação A verdade freqüentemente requer muito esforço para se aprender. Enquanto uma relação desnorteante de pontos de vista variados competem pela nossa atenção, podemos não querer gastar o tempo e o esforço necessários para procurar a vontade de Deus. Para amar a verdade, temos que procurá-la de todo o coração.
Protesto As pessoas, freqüentemente, dizem que por haver tanta divergência entre os irmãos cultos, a respeito do divórcio e novo casamento, é impossível estar-se realmente certo da vontade de Deus. Considere Paulo em Beréia. Ele resistiu praticamente sozinho, enquanto os estudiosos daquele tempo o contradiziam. O grau da controvérsia não tem influência na decisão se a verdade é ou não encontrável. Se Deus tem falado, podemos conhecer a verdade.
Eles examinaram as Escrituras
Os de Beréia não somente tinham um coração receptivo, eles também examinaram as escrituras para verificar a exatidão do que Paulo disse. Há quatro coisas importantes que eles fizeram:
Examinaram Esses homens investigavam por sua conta. Eles não estavam querendo aceitar a palavra de um outro; eles examinaram para ver se era de fato assim. Muitos prefeririam só seguir o que seu pregador favorito ou os anciãos da igreja ensinam. Mas temos que estar querendo examinar as Escrituras nós mesmos para verificar a verdade.
As Escrituras Esses homens reconheciam a fonte da verdade. A única maneira pela qual conhecemos a vontade de Deus é pelas Escrituras. Nossos sentimentos, idéias, intuições e impressões não são o padrão. Tenho que ter muita fé para aceitar o que as Escrituras ensinam sobre o divórcio e novo casamento mesmo que não me pareça razoável, como o mandamento para sacrificar Isaque deve ter parecido a Abraão. Muito simplesmente, o que as Escrituras dizem é justo.
Diariamente Os cristãos de Beréia queriam realmente saber a verdade. Interesse e estudo sério são exigências absolutas se vamos determinar a verdade no meio de vozes conflitantes. Assuntos difíceis testam nossa vontade de buscar a verdade.
Se era de fato assim Esses de Beréia acreditavam que se poderia saber se, de fato, era assim, pelo estudo das Escrituras. Temos que ser homens de convicção suficiente para defender o que as Escrituras ensinam. Se cada pregador, cada igreja e cada estudante de grego neste mundo acreditassem no erro, poder-se-ia, ainda, conhecer a verdade com certeza, seguindo as Escrituras. Quanto mais estudo das Escrituras e menos pesquisa de opiniões fizermos, mais convicção da verdade desenvolveremos.
Eles acreditaram
Como resultado de sua busca os de Beréia acreditaram no que haviam ouvido Paulo pregar. O que as Escrituras ensinam é justo; podemos ter toda a confiança e acreditar e seguir a Palavra de Deus. É nossa esperança que você leia estas páginas abertamente, compare-as com as Escrituras aplicadamente e acredite firmemente no que elas ensinam .
Obedecer à Palavra
Deus exige energicamente obediência a sua vontade. Obedecê-lo rigorosa e cuidadosamente não é demais. Uma profunda e minuciosa preocupação em fazer exatamente a vontade de Deus é, antes, uma expressão de nossa fé em Deus e do nosso amor por ele. A fé em Deus nos faz desejar confiar implicitamente em cada palavra dele. O amor por Deus nos faz desesperadamente agradá-lo.
Alguns agem como o moço rico de Marcos 10. Ele ouviu a palavra avidamente. Ele creu no que Jesus disse. Ele queria obedecer. Mas retirou-se entristecido, porque não queria pagar o preço. Que tragédia! Deus nunca disse que seria fácil fazer sua vontade. Alguns admitem que se uma conclusão a respeito das Escrituras dificulta a obediência para algumas pessoas, então essa conclusão é incorreta. Realmente, Jesus sempre encorajou o exame do custo (Lucas 14:25-33) e alertou sobre as exigentes solicitações feitas aos discípulos. Para seguir a Jesus eu tenho que estar disposto a abandonar tudo: propriedades, família e até meus próprios desejos. Teria você sacrificado Isaque, se você tivesse sido Abraão? Teria você vendido tudo se fosse o moço rico? Teria você se divorciado de sua esposa, se você tivesse sido um dos judeus dos dias de Esdras? (Esdras 9-10). Ou teria sido certo que Deus não poderia exigir algo tão custoso e extremo? Pois, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? ou que dará o homem em troca de sua alma? (Mateus 16:26).
O ensinamento da Bíblia a respeito do casamento, divórcio e novo casamento pode ser resumido em cinco afirmações.
O ensinamento da Bíblia a respeito do casamento, divórcio e novo casamento pode ser resumido em cinco afirmações.
O Casamento é Permanente:
Quanto Tempo Deveria Durar Um Casamento?
"Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive" (Romanos 7:2). "A mulher está ligada enquanto vive o marido" (1 Coríntios 7:39). A intenção de Deus é que um esposo e uma esposa permaneçam casados até que a morte os separe. Deus une esposo e esposa num só ser, e esta união é para ser permanente. Deus, certamente, não liga pessoas em casamentos que ele chama de adultério, e estes casamentos não são levados em consideração em nossos comentários.
O Divórcio é Pecaminoso:
Posso Divorciar-me?
Há razões básicas porque o divórcio é pecaminoso: Primeiro, Deus disse: Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem. (Marcos 10:9). Segundo, é pecaminoso por causa do que o homem faz à sua companheira, quando ele se divorcia dela. Jesus disse que ele a expõe cometer adultério (Mateus 5:32). Fazer com que outro tropece e se perca é um pecado tremendamente horrível (Mateus 18:6). Terceiro, o divórcio é pecaminoso, porque eu prometi ficar com minha esposa até que a morte nos separe. Deus detesta a mentira e a quebra da promessa (Apocalipse 21:8; Romanos 1:31).
Casamento de Divorciado é Adultério:
Posso Casar-me Novamente?
A pessoa divorciada não tem a opção de se casar novamente. Em 1 Coríntios 7:10-11, Paulo deu duas escolhas àqueles que haviam se divorciado: permanecer descasado ou então se reconciliar com o seu par. Novo casamento de divorciados é adultério. É adultério para aquele que se divorcia de seu par (Marcos 10:11-12), para aquele que está divorciado (Mateus 5:32) e para aqueles que se casam com pessoas divorciadas (Lucas 16:18). De acordo com Romanos 7:2-3 o adultério continua enquanto se está casado com um segundo par e o primeiro ainda vive.
O Arrependimento Significa Separação:
E Se Eu Estou Novamente Casado?
Desde que nenhum adúltero pode ir para o céu (1 Coríntios 6:9-11) e desde que Deus julgará os adúlteros (Hebreus 13:4), aqueles divorciados que estão cometendo adultério por haverem se casado novamente necessitam urgentemente de serem perdoados. Mas o que têm eles que fazer para receber perdão? Têm que se arrepender (Atos 2:38). O arrependimento envolve o abandono das práticas pecaminosas; neste caso, a desistência do adultério. Os Coríntios foram limpos depois que eles deixaram suas práticas pecaminosas ("Tais fostes alguns de vós" 1 Coríntios 6:9-11). O Evangelho sempre exige a separação do pecado. O beberrão deve separar-se de sua garrafa, o idólatra de seus ídolos, o homossexual de seu amante, o adúltero de seu par ilegal.
Exceto Por Traição:
Há Exceções?
Toda a pessoa divorciada de um companheiro vivo comete adultério quando se casa novamente, exceto aquele que se divorciou de seu par por traição conjugal (Mateus 19:9). Nenhuma exceção é dada àquelas pessoas cujos divórcios não envolveram traição. Nenhuma exceção é dada àqueles que receberam o divórcio. A exceção é dada somente àqueles que se divorciaram por motivo de traição do outro cônjuge.
Há muita confusão no mundo sobre a necessidade do batismo. Mas não é porque Jesus não pode ser entendido (veja Marcos 16:16). É por causa das teorias dos homens e dos esforços para evitar o que Jesus disse. Há muita confusão no mundo sobre as conseqüências do divórcio e novo casamento. Mas não é porque Jesus não pode ser entendido. É por causa das teorias dos homens e dos esforços para evitar o que Jesus disse. Por que homens no mundo das denominações não reconsideram suas posições quanto ao batismo quando são forçados a contradizer o simples significado de passagens tão claras? Por que você não reconsidera suas crenças a respeito do divórcio e novo casamento, se elas contradizem o significado de tais passagens como Mateus 5:32, 19:9; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3; 1 Coríntios 7:10-11? Tem sido sempre o homem simples, com fé e devoção que tem entendido a vontade de Deus. Possa Deus abençoar-nos para ouvirmos sua Palavra e obedecê-la.
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