Isaías 44:5. O texto fala sobre um tempo de bençãos onde as pessoas teriam tanto orgulho de sua fé que escreveriam na própria mão: "Eu sou do Senhor". Significa fazer uma escolha de pertencer e seguir a Deus de todo o coração.
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domingo, 12 de novembro de 2017
A PRESENÇA
"Não atrapalhe a ação do Espírito Santo" (1 Jo 5:19). O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, "viu" o nosso século. Ele sabia que muitas pessoas tentariam apagar a doutrina do Espírito Santo como sendo uma experiência pessoal para os crentes. Como pode-se apagar o Espírito? Com falatórios, falsidades, brincadeiras com Deus, infidelidade a Deus, falta de oração, brigas, ciúmes, inveja. É lamentável quando vemos uma igreja sem a presença do Consolador. A presença do Espírito em cada um de nós é a única garantia de que iremos manter um relacionamento adequado com a Igreja, com os irmãos e com as pessoas no mundo. Sem esta presença, teremos uma visão distorcida de como devemos agir e reagir. Seremos críticos, em vez de tolerantes. Rígidos, em lugar de amorosos. Duros, em lugar de justos. Isto é, estaríamos sendo dominados apenas pelo "reino dos nossos sentimentos pessoais". Com isso, apagamos o Espírito dentro de nós. Calamos a sua voz. Estamos contentes com os cultos? Temos recebido as bênçãos de Deus em nós? Se não, então cuidado! O diabo tudo fará para apagar a presença do Espírito Santo no nosso meio. O segredo da presença do Espírito Santo é a comunhão real com Jesus. Por isso, se você quiser ver a maravilhosa presença do Espírito Santo em nosso meio, "orai sem cessar", "em tudo dai graças", "não desprezeis as profecias", "retende o que é bom".
ORAÇÃO
O texto de 1 Ts 5:12-22 nos fornece vários preceitos que servem como alicerce para nossa vida espiritual. No entanto, de todas essas maravilhosas palavras do apóstolo Paulo, daremos ênfase somente a dois versículos para a nossa meditação: "Orai sem cessar" (v.17) e "Não apagueis o Espírito" (v.19). O que é âncora? É um instrumento de ferro que serve para segurar o navio, quando necessário. É um verdadeiro símbolo de esperança. A oração é o meio de graça mais importante para as nossas vidas espirituais. Jesus era um homem de oração: levantava de madrugada para orar; passou quarenta dias e quarenta noites em jejum e oração. Ele forneceu-nos o exemplo – Ele que era o próprio Deus – de submissão ao Pai. Quanto mais nós, que vivemos num mundo de tantas necessidades, devemos ser submissos a Deus. "Orai sem cessar"! Será que isto quer dizer passar o dia todo em oração sem fazer outras atividades? Não! Pelo contrário! Tenha uma vida que seja uma oração diária. Os apóstolos eram homens de oração. Quando viram que a igreja crescia, resolveram organizar uma junta e disseram: "e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra" (At 6:4). Queremos sempre receber as bênçãos de Deus, mas será que estamos preenchendo os requisitos para tomarmos posse destas bênçãos? Como está a nossa vida de oração? Como está a nossa comunhão com Deus? Como vai a sua vida de oração? É uma simples rotina ou é um meio de comunicar-se com Deus, sem o qual a sua vida espiritual vai morrer aos poucos? Será que estamos esquecendo a palavra mágica – Amém – precedida de uma oração fervorosa e sincera?
sábado, 11 de novembro de 2017
A FÉ UM PRESENTE DE DEUS
Por que Deus definiu esse "estranho mecanismo" de poucas letras como algo tão poderoso? "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hebreus 11:1). Alguns dizem: "nossa, é muito difícil ter fé". Se você também pensa assim, então chegou a hora de transformar seu entendimento sobre fé.
Deus não escolheu a fé para ser penosa, para fazer o homem sofrer. Pelo contrário, o projeto de Deus para a fé é que o homem possa descansar, deixar de se preocupar. A fé é um presente de Deus!
Deus estabeleceu promessas e princípios, e os princípios levam às promessas. Um exemplo: "13E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao Senhor vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, 14Então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhais o vosso grão, e o vosso mosto e o vosso azeite." (Deuteronômio 11:13-14)
A obediência aos mandamentos leva à provisão de Deus. O princípio é a obediência e a promessa é a provisão de Deus.
E se Deus não criasse a fé?
Nós queremos ser videntes, queremos ver o futuro detalhadamente, mas, se assim fosse, não seria necessária a fé. Se Deus nos mostrasse todos os detalhes do caminho até alcançarmos um sonho, por exemplo, não precisaríamos crer, pois já saberíamos como tudo seria. Mas quando caminhamos sem crer, caminhamos preocupados e angustiados com os mínimos detalhes.
Se algo não acontece como o esperado, então nos afligimos. Por isso Deus nos deu esse maravilhoso presente que é a fé.
É como se Deus dissesse: "Filho, você não precisa se preocupar, não se aflija, eu estou cuidando de tudo, apenas descanse em mim".
Foi assim que Deus ensinou a Josué. Quando Josué foi chamado por Deus para liderar o povo de Israel rumo à terra prometida, ele recebeu uma promessa e uma direção do Senhor. A promessa é que Josué levaria o povo até a terra prometida, porque Deus havia prometido a terra a Abraão, Isaque e Jacó. A partir disso, a direção de Deus para Josué foi: "Esforça-te, tem bom ânimo". Deus repetiu isso a Josué três vezes: "Esforça-te, tem bom ânimo" (Josué 1:6, Josué 1:7, Josué 1:9).
Observe como Deus age. Ele conta o final do caminho (a promessa) e espera que nós nos esforcemos para chegarmos até lá. Durante todo esse caminho, Deus nos abençoa com um presente: a fé. Ele quer que nós percorramos esse caminho sem preocupações, certos de que a promessa se cumprirá.
Descansar em Deus não é ficar esperando, esperando e esperando, sem tomar decisões e atitudes. Descansar em Deus é fazer tudo até o limite do possível crendo que dali para a frente todo o impossível já está garantido, porque Deus é fiel.
Descanse em Deus. Quanto menor a sua fé, menor a sua confiança em Deus e maior a sua preocupação em manter o controle de tudo ao seu redor. A fé é a medida da sua confiança em Deus!
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
DEUS CUIDA
"O Senhor ia adiante deles, durante o dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho... durante a noite numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite" (Êx 13:21). É extraordinário como Deus cuida do Seu povo. A saída do Egito foi algo extraordinário. Deus o libertou das mãos de Faraó. Mas agora, longe da escravidão do Egito, uma nova etapa se iniciava. E Deus continuava a cuidar de Seu povo em todas as situações. 1. Coluna de Nuvem. O povo andava no deserto, sob um calor causticante. Mas o Senhor lhes trouxe sombra. A sombra representa para nós o descanso que devemos ter no Senhor. O Salmista confirma: "O que habita no esconderijo do Altíssimo, e descansa à sombra do Onipotente, diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio" (Sl 91:1-2). Em Is 41:13, o próprio Deus nos promete: "Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita, e te digo: Não temas, que eu te ajudo". Lemos em At 5:15 que até a sombra de Pedro curava enfermos, tal o Poder que emanava dele: "a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles". Portanto, em meio às dificuldades do deserto, lá estava o Senhor com Sua mão para conceder proteção ao Seu povo. Deus não nos tirou do Egito – do mundo – para deixar-nos no deserto. Ele cuida de nós. No calor das provações, Ele envia-nos a Sua sombra para que possamos descansar. Sua sombra é refúgio, Sua sombra é proteção (Sl 23). 2. Coluna de Fogo. A coluna de fogo surgia para guiá-los à noite. Representa, para nós, poder, purificação, unção. O fogo também simboliza o aquecimento que a presença do Senhor nos proporciona. O nosso Deus é fogo consumidor. Alegremo-nos, pois somos Seu povo, e Ele "não é homem para que minta", Ele cumpre a Sua promessa: "Não temas, que eu te ajudo".
ORAÇÃO COM FÉ REALIZA O IMPOSSIVEL
Estava Jesus em Jerusalém, curou muitos enfermos (Mateus 21:14), confrontou os religiosos que ficaram maravilhados com o que viram (Mateus 21:15-16) e deixou a cidade após um dia exaustivo (Mateus 21:17). Os discípulos que estavam com Ele viram todos os sinais que operava e também se maravilharam. Mas eles não imaginavam o que viria no dia seguinte.
Pela manhã, enquanto voltava com os discípulos para a cidade, deu-lhes uma lição valiosa. Ele estava com fome, avistou uma figueira e não achou nela frutos. Imediatamente Ele disse: "Nunca mais nasça fruto de ti" (Mateus 21:19). E a figueira imediatamente secou.
Os discípulos ficaram impressionados e perguntavam uns aos outros "Como secou imediatamente a figueira?" (Mateus 21:20). Então Jesus lhes ensinou uma das chaves mais importantes para a vida do cristão: a oração com fé realiza o impossível.
Jesus disse: "Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito." (Mateus 21:21).
Foi como se Ele dissesse aos discípulos: "Vocês estão impressionados com o que aconteceu imediatamente com a figueira? Então, aprendam que a fé de vocês em no Pai, no Espírito Santo e em mim pode transportar os montes".
A figueira foi um sinal daquilo que Jesus queria ensinar. Ele disse em seguida: "E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis." (Mateus 21:22).
Quando você orar, creia que o Senhor imediatamente ouve a sua oração e age em seu favor. A palavra Dele tem ação imediata, foi assim naquela lição sobre a figueira e será sempre na sua vida. Não existe possibilidade de a palavra do Senhor falhar, porque Ele é fiel.
Ele disse que a oração com fé pode transportar os montes. Entenda isso! A expressão "Erguer os montes" era uma expressão proverbial que significava "fazer algo muito difícil ou impossível". Ou seja, a sua oração com fé pode fazer o impossível acontecer, porque a ação da palavra do Senhor é poderosa e imediata. Ele chama à existência as coisas que não existem (Romanos 4:17).
Não se aflija diante das dificuldades, não se angustie diante das incertezas, não se limite às suas próprias forças, ore e creia no impossível, porque Deus o tornará possível em sua vida.
Basta uma palavra Dele para transformar a maldição em bênção e a tristeza em alegria.
Não se esqueça: oração com fé realiza o impossível!
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
CORAGEM
"Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores" (Lc 15:18-19). O terceiro sentimento experimentado pelo filho pródigo – após o de vazio e de derrota – foi o de coragem. O filho sabia como era a casa do pai e sentia saudades do seu lar. Ele sabia que o pai o amava e poderia perdoá-lo. Mas era necessário coragem para levantar-se e voltar à casa do pai, reconhecendo o seu erro. E foi exatamente isso que ele fez. No entanto, para sua surpresa e alegria, o pai estava à porta à sua espera. E recebeu-o de braços abertos: "Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (vv. 23-24). Faça como o filho pródigo: Volte! Você pode se lançar nos braços do Pai – este é o caminho para vencer a depressão, o desespero. A única esperança para vivermos felizes é experimentarmos Jesus Cristo. Ele tira o sentimento de vazio e derrota, e nos liberta! Se você precisa de auxílio, só Jesus pode fazer isso por você. O jovem estava comendo a comida dos porcos, sentindo-se um lixo. Mas, ao ter coragem de retornar à casa do pai, foi recebido como príncipe. Saia da suinolândia e venha morar na Cristolândia.
IGREJA
Esta é uma excelente pergunta. Quando amamos, temos motivação suficiente para agirmos com base nesse amor. O amor é gerador poderoso de atitudes e atos coerentes e ferventes (Rm 12.11). Quando amamos a igreja de Jesus, somos capazes de orar e trabalhar intensamente por ela, por sua unidade e pelo seu crescimento em todas as dimensões, como o Senhor Jesus ensinou em Sua oração sacerdotal de João 17. As coisas não acontecem na igreja por falta de amor dos seus membros. A igreja fica parada e, muitas vezes, estagnada por culpa daqueles que não a amam. Estas pessoas estão voltadas para os seus interesses pessoais. A igreja não é prioridade em suas agendas.
O nosso modelo de amor é o Senhor Jesus que deu a Sua vida pela igreja (1 Pe 1.17-21). Ele nos indaga: Morri na cruz por vocês e o que vocês têm feito por mim? O que temos feito para que a igreja cumpra fielmente a sua missão no mundo? Pedro deixa claro que a igreja de Jesus é geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncie as virtudes daquele que a tirou das trevas para a sua maravilhosa luz. Não éramos povo de Deus, mas agora somos o Seu povo por causa da Sua misericórdia (1 Pe 2.9,10).
Nutrindo amor pela igreja nós oramos intensamente por ela; aproveitamos as oportunidades para evangelizar e discipular pessoas; participamos ativamente da comunhão dos santos; procuramos ser assíduos e pontuais; tratamos com zelo os seus desafios; usamos dons e talentos para a sua maturidade e o consequente crescimento equilibrado; entregamos dízimos e ofertas liberalmente e com alegria, investindo com amor em suas necessidades; investimos com amor na obra missionária e ajudamos as pessoas mais carentes em suas necessidades.
Quando amamos a igreja revelamos o amor que temos ao Senhor, a nós e ao próximo (Mt 22.34-40). Deus é glorificado quando amamos a igreja de Jesus, Seu Filho. O nosso amor pela igreja promove um ambiente de alegria, paz e serviço. Quando amamos a igreja testemunhamos o nosso compromisso com a sua missão de anunciar a Cristo até que Ele volte. Não nos esqueçamos: quando amamos a igreja de Jesus fazemos tudo por ela, pois o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Co 13.4-8).
Ao amarmos a igreja temos prazer em perdoar como Jesus perdoou; prazer em servir como o Mestre serviu (Mt 20.28); prazer em viver a comunhão fraterna à semelhança da igreja primitiva (At 2.42-47; 4.32-37); prazer em interceder diariamente por ela; prazer em defender a verdade do evangelho de Cristo. Amarmos a igreja significa não termos vergonha e nem medo na condição de seus membros (Rm 1.16). A Trindade de Deus é exaltada quando o amor à igreja é bem maior do que o amor que nutrimos pelos nossos interesses mais diversos. Devemos amar a igreja pela qual o Senhor Jesus deu a Sua própria vida, derramando o Seu precioso sangue para salvá-la e santifica-la no Espírito.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
RECUAR OU PROSSEGUIR?
E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra. Gn 12:10
Abraão estava ouvindo e obedecendo a voz de Deus. Havia renunciado a sua parentela, sua família, seus amigos e conhecidos em Ur dos Caldeus e agora que está chegando em Canaã ele vai enfrentar uma provação que pode revelar-lhe o Deus da Provisão ou não.
Existe uma fome na terra, isso significa que não adianta Abrão ter dinheiro pois não há comida pra comprar, a fome e a escassez de alimentos são intensas. Nessa hora ele tem de decidir, fica em Canaã onde Deus mandou, ou recua e vai pro Egito?
Quando Isaque passou um problema semelhante em suas jornadas, também cogitou a possibilidade de ir para o Egito, mas Deus disse que ele confiasse e ficasse onde Deus havia mandado, e por causa disso ele viveu um grande milagre.
E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar. E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra; Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. Assim habitou Isaque em Gerar. Gn 26:1-6
E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. Gn 26:12
Esse difícil momento que Isaque enfrentou mostrou a ele que Deus é um Deus Provedor.
Mas Abrão está disposto a ir para o Egito. O Egito só tem amarguras pra oferecer.
E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza. Ex 1:13-14
Desde que Abrão saiu de Ur até agora essa é a primeira “provação” que ele vai enfrentar, e logo na primeira vai recuar.
Mas vale a pena dizer que hoje em dia nós temos a palavra de Deus para nos guiar, Abrão só tinha a voz de Deus.
Abrão recua na primeira dificuldade que aparece. Mas Deus não se agrada do que recua e volta atrás.
Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Hb 10-38
O Egito que representa o mundo e as coisas mundanas não podem ajudar alguém. Só Deus pode mudar a vida de alguém. Ir para o mundo nunca é uma opção.
Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro, e se estribam em cavalos; e têm confiança em carros, porque são muitos; e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos; e não atentam para o Santo de Israel, e não buscam ao Senhor.
Porque os egípcios são homens, e não Deus; e os seus cavalos, carne, e não espírito; e quando o Senhor estender a sua mão, tanto tropeçará o auxiliador, como cairá o ajudado, e todos juntamente serão consumidos.
Is 31:1,3
Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado; Que descem ao Egito, sem pedirem o meu conselho; para se fortificarem com a força de Faraó, e para confiarem na sombra do Egito. Porque a força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito em confusão. Porque o Egito os ajudará em vão, e para nenhum fim. Is 30:1-3,7
Voltar atrás não é uma opção que Deus aprova. Quando surgir dificuldades no meio da sua jornada olhe para Deus e confie que Ele é a sua recompensa. Assim como Abrão aprendeu a lição depois dessa provação. Saiba que Deus só está te permitindo esse momento difícil por que ele quer se mostrar como um Deus provedor a você.
“Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão”.Gn 15:1
SENSIBILIDADE
"Certo dia, trouxeram crianças para que Jesus pusesse as mãos sobre elas, mas os discípulos repreendiam aqueles que as traziam. Ao ver isso, Jesus ficou indignado com os discípulos e disse: "Deixem que as crianças venham a mim. Não as impeçam, pois o reino de Deus pertence aos que são como elas. Eu lhes digo a verdade: quem não receber o reino de Deus como uma criança de modo algum entrará nele". Então tomou as crianças nos braços, pôs as mãos sobre a cabeça delas e as abençoou." Marcos 10.13-16 (NVT)
Temos aqui um singelo episódio que reflete a grande capacidade de Cristo em se envolver emocionalmente com aquelas pessoas que não eram contadas, consideradas, nem levadas a sério. Nosso Mestre ensina algo desafiador a seus discípulos: sensibilidade ao outro.
Brutos, indiferentes, grosseiros, ou até desumanos. Esses são alguns adjetivos que poderiam caracterizar aqueles discípulos que estavam enxotando as pequenas crianças que queriam se aproximar de Jesus, como se estivessem expulsando cachorros. A rejeição aos pequeninos era tão forte na cultura que, conscientemente, ou não, embarcaram nessa. Jesus ficou muito indignado e os repreendeu veementemente, como que dizendo: "vocês estão fazendo a coisa errada ao serem tão insensíveis. O certo a fazer é deixar que as crianças venham até mim". Ora, toda vez que desprezamos, ou ignoramos, corremos o risco de nos comportarmos de maneira detestável aos olhos de Cristo. A sensibilidade de Cristo nos conduz a fazer a coisa certa. Devemos deixar que nossa sensibilidade pelos outros aflore, especialmente pelos pequeninos. Daí nasce a pergunta: Como tratamos as pessoas que são "menores" que nós?
Além de repreender a atitude externa, Jesus exorta seus discípulos a terem um mundo interior semelhante às crianças. O reino de Deus é propriedade daqueles que são semelhantes aos pequeninos e não aos grandes e poderosos. Com isso, Cristo quer dizer que deveriam buscar pureza de coração, sinceridade de expressão, alegria sem fingimento, leveza no olhar, desprendimento no caminhar. Precisavam revisar, imediatamente, os motivos que guardavam escondidos em seus corações. A sensibilidade de Cristo nos mantém com a motivação certa. Não basta fazer a coisa certa, é necessário fazer com a motivação certa. Poucos entendem isso. Desenvolver a sensibilidade pelo outro, de maneira real e altruísta, corrige a motivação dentro de si. Daí nasce a pergunta: Com qual motivação desenvolvemos relacionamentos?
Finalmente, o Mestre revela seu coração vazando sensibilidade pelos poros, transpirando empatia, exalando carinho, demonstrando ternura. Toma aquelas crianças nos braços, toca seus corações, ministra palavras de vida eterna, compartilha sua alegria, contagia com seu amor. A vida daqueles pequeninos nunca mais seria a mesma. A vida daqueles discípulos também nunca mais seria a mesma. Aprenderam a viver mais um princípio de uma nova vida, que nada tinha a ver com a que conheciam. A sensibilidade de Cristo nos inspira a fazer da maneira certa. O jeito certo de ser e se relacionar nasce dessa sensibilidade que só Jesus tem. Daí nasce a pergunta: Qual a última experiência de termos tocado o coração de alguém, consolando, animando, fortalecendo?
Da mesma maneira que Jesus ensinou seus discípulos, quer nos ensinar nos dias de hoje. Afinal, somos, ou não, seus discípulos? Temos o grande desafio de desenvolvermos nossos relacionamentos com o outro, dispondo-nos a sermos sensíveis e nos importar com sua real necessidade, alegrando-nos com sua alegria e chorando com seu choro. Isso é totalmente possível, pois Cristo habita em nosso coração. Definitivamente, a sensibilidade de Cristo tem o poder de nos conduzir a fazermos a coisa certa, com a motivação certa e da maneira certa.
PACIENCIA
Jesus uma vez contou uma parábola sobre um rei que decidiu acertar as contas com seus devedores. Seu contador encontrou um senhor que devia não milhares, ou centenas de milhares, mas, milhões de dólares. O rei sumariamente declara que o homem e a esposa e crianças dele serão vendidos para pagar a dívida. Por causa da sua incapacidade de pagar, o homem está prestes a perder tudo e todo mundo querido a ele. Não é de se admirar que “Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor.” – O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora.” (Mat. 18:26-27 BLH ênfase minha)
A palavra paciência aparece de forma inesperada aqui. O devedor não pede clemência ou perdão; ele roga por paciência. Igualmente curioso é este aparecimento singular da palavra. Jesus usa esta palavra duas vezes nesta história e nunca mais. Ela não aparece em nenhuma outra parte nos Evangelhos. Talvez o uso escasso serviu no primeiro-século como um marcador de texto. Jesus reserva a palavra para uma ocasião para fazer um ponto. Paciência é mais que uma virtude para filas longas e garçons lentos. Paciência é o tapete vermelho no qual a graça de Deus nos chega.
Não houvesse nenhuma paciência, não teria havido nenhuma clemência. Mas o rei foi paciente, e o homem com a dívida multimilionária foi perdoado.
Mas, aí a história dobra para a esquerda. O recém perdoado traça uma linha reta do tribunal para os subúrbios. Lá ele procura um sujeito que deve a ele algum dinheiro.
“O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: “Pague o que me deve!” – Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo.” Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. (Mt 19:28-30 BLH ênfase minha)
O rei fica atordoado. Como o homem poderia ser tão impaciente? Como ousa o homem ser tão impaciente! A tinta do carimbo CANCELADO ainda está úmida nas contas do homem. Você pensaria que uma pessoa tão perdoada amaria muito. Mas ele não o fez. E a falta de amor dele o conduziu a um equívoco caro.
O homem que não consegue perdoar é chamado de volta ao castelo.
‘Empregado miserável!’[disse o patrão, ou seja, Deus] ‘Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. – Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você.”- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. (Mat. 18:32-34 BLH)
A paciência do rei não fez nenhuma diferença na vida do homem. Ao criado, a clemência do trono nada mais era que um teste cancelado, uma bala evitada, um passe para sair da prisão. Ele não ficou impressionado pela graça real; ele ficou aliviado de não ter sido castigado. A ele foi dada muita paciência, mas ele não deu nenhuma, o que nos deixa curiosos para saber se ele na verdade entendeu o presente que recebeu.
Se você achar paciência difícil de dar, você poderia fazer a mesma pergunta. Quão repleto você está com a paciência de Deus? Você ouviu falar. Leu sobre ela. Talvez você já grifou passagens de Bíblia sobre ela. Mas você a recebeu? A prova está na sua paciência. Paciência profundamente recebida produz paciência livremente oferecida.
Mas paciência nunca recebida leva a uma abundância de problemas, entre os quais um dos maiores é a prisão. Lembra-se onde o rei enviou o criado que não perdoava? “O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.” (Mat. 18:34 BLH)
Pôxa! Nós suspiramos. Estou contente que aquela história é uma parábola. Que bom que Deus não prende o impaciente na vida real. Não esteja tão seguro que ele não o faz. Egoísmo e ingratidão criam paredes grossas e prisões solitárias.
Impaciência ainda prende a alma. Por essa razão, nosso Deus é rápido para nos ajudar a evitá-la. Ele faz mais que exigir paciência de nós; ele nos oferece. Paciência é um fruto do Espírito dele. Ela pendura da árvore de Gálatas 5:22: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,”. Você pediu para Deus lhe dar um pouco de fruto? Bem eu fiz uma vez, mas. . . Mas o que? Você ficou impaciente? Peça a ele de novo, e de novo e novamente. Ele não ficará impaciente com seu pedir, e você receberá paciência ao orar.
E enquanto você estiver orando, peça entendimento. A pessoa paciente “dá prova de grande entendimento,” (Prov. 14:29 NVI). Será que sua impaciência é o resultado de uma falta de entendimento? Aconteceu comigo.
Algum tempo atrás membros dos ministérios da nossa igreja participaram numa conferência de liderança. Especialmente interessado em uma aula, eu cheguei cedo e consegui uma cadeira na primeira fileira. Quando o palestrante começou, porém, eu fiquei distraído por duas vozes nos fundos da sala. Dois homens estavam cochichando um ao outro. Eu estava pensando seriamente em atirar um olhar bravo para trás, quando o palestrante ofereceu uma explicação. “Perdoe-me”, ele disse. “Eu esqueci de explicar por que os dois companheiros nos fundos da sala estão conversando. Um deles é um presbítero numa igreja nova na Romênia. Ele viajou para cá para aprender sobre liderança de igreja. Mas ele não fala inglês, por isso a mensagem está sendo traduzida.”
De repente tudo mudou. Paciência substituiu impaciência. Por quê? Porque a paciência sempre pega carona com entendimento. O homem sábio diz, “O que tem entendimento refreia a língua” dele (Prov. 11:12 NVI). Ele também diz, “quem tem entendimento é de espírito sereno” (Prov. 17:27 NVI). Não perca a ligação entre entendimento e paciência. Antes de você explodir, escute. Antes de você golpear, se ligue. “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida” (Prov. 24:3 NVI).
Antes de qualquer outra coisa, amor é paciente.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
TEMPO
Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau (Amós 5.13).
A prudência é uma virtude que nos faz ver o perigo e afastar-nos dele. Os tolos vêem o que o inimigo lhes está preparando, mas não se desviam (Provérbio 14.16). Há um período para guardar silêncio, e são poucos os que o fazem. Fechar a boca no tempo mau é a recomendação dos Céus. Diante de um ataque do adversário, devemos apenas falar o que nos foi concedido pelo Espírito do Senhor, por meio das Escrituras.
Se há algo que precisamos buscar de Deus é a prudência. Com ela, conseguimos perceber os perigos e evitá-los (Provérbio 27.12).
São muitas as ciladas que o adversário arma diante de nós, pois, para ele, o que interessa é a nossa destruição. Ele se ressente da nossa posição em Cristo, de termos sido feitos filhos de Deus e sermos herdeiros Seus e co-herdeiros com Cristo. O diabo sabe o que nos está preparado e o que seremos por toda a eternidade.
As pessoas que não têm juízo acham que somos exagerados e não precisamos ter o cuidado que temos. Elas chegam a ver algumas armadilhas colocadas pelo adversário, mas não fazem nada. O resultado: vivem caindo e se machucando. Ver o que está posto contra nós e não se desviar é tolice.
Quem não guarda silêncio no tempo mau sofre muitas dores. Diz a Palavra que há tempo para tudo; tanto para ficar em silêncio quanto para falar (Eclesiastes 3.1-8). Quem disser algo fora do tempo terá problemas, e quem não falar algo na época certa deixará de ser abençoado.
Em qualquer situação, o correto é obedecer ao Senhor, que, como nosso Pai, quer o melhor para nós. Se Ele não nos dá a Palavra, ficar calado é o recomendado. Se, porém, Ele coloca em nossa boca o que dizer, declará-lo é o mais acertado.
O erro que levou o apóstolo Pedro a negar Cristo foi o fato de ter falado o que não devia para o Senhor. Ao alertá-lo de que satanás havia pedido que o cirandasse, Jesus estava revelando a Pedro algo sério (Lucas 22.31,32). Pelo menos, o discípulo deveria ter agradecido e entrado em oração, mas se julgou forte o suficiente e proferiu aquilo que o Senhor não lhe dera.
Resultado: antes que o galo cantasse, ele negou três vezes que conhecia Jesus (Mateus 26.33-35, 69-75).
Fale somente o que estiver de acordo com o que o Altíssimo diz. Pronunciar alguma coisa sem a direção divina não somente é temerário, mas também tolice. Nossas palavras precisam estar revestidas da Palavra de Deus para produzirem o resultado que desejamos.
DERROTA
"Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!" (Lc 15:17). Além do vazio da depressão, o filho pródigo experimentou o segundo sentimento: o de derrota. Aquele moço estava morrendo de fome e ainda sentia-se derrotado, como se os empregados de seu pai valessem mais que ele. Quando perdemos a motivação moral, perdemos também a motivação para realizar qualquer outra coisa. Este é o efeito da culpa em nós. Sentimo-nos inferiorizados, derrotados, acreditando que não há solução para nós. Mas não podemos nos esquecer de que Deus é o Deus dos Impossíveis. É maravilhoso o milagre que Jesus opera em nossas vidas: Ele nos salva do pecado e nos liberta da culpa. Porque Ele levou sobre Si as nossas culpas. Por isso, somos restaurados pelo Seu Poder, somos novas criaturas em Jesus Cristo, através do Seu Amor. Podemos dizer, como Paulo: "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fp 4:13). É por isso que as pessoas salvas são capazes de abandonar hábitos que antes as matavam: cigarro, bebidas, drogas. Jesus liberta e tira o sentimento de derrota; agora somos mais que vencedores através de Jesus Cristo. Os velhos problemas cairão quando a nova vida de Cristo chegar em sua vida. É preciso estar enxertado em Cristo. Faça como o filho pródigo: seja humilde o bastante para reconhecer e admitir que em casa há auxílio.
VAZIO
"Eu sou o único que sobrou..." (1 Rs 19:14). Quando o filho pródigo perdeu tudo que tinha – e a sua dignidade, também – experimentou uma característica comum da depressão: o vazio. Os psicólogos dizem que a depressão gera vazio e derrota. O filho mais novo criou uma auto-imagem negativa: "Eu não sou digno". Esse sentimento leva pessoas ao desespero. Robert Schuler, um renomado autor cristão americano, disse: "A auto-estima é um dos maiores valores humanos. Se você tem senso de dignidade própria, uma boa auto-imagem, de valor pessoal, isto é formidável". Sabe o que é estar perdido? É estar vazio: "Eu não sou ninguém. Não sou nada. Não faço a diferença!". O filho pródigo sentiu-se vazio... Uma vida vazia é triste. Nada preenche. Nem um curso universitário, nem um bom emprego, nem um bom casamento, nada! Porque este lugar vazio pertence a Deus. Você foi criado por Deus. Você é amado de Deus. Ele tem um plano para a sua vida: descubra a sua herança divina! O pecado deixou o homem desonrado, manchado, maltrapilho, mas Jesus transformou-nos em filhos de Deus! Erga-te, você é filho de Deus! Quando o filho voltou para casa, o pai fez duas coisas: escolheu a melhor túnica e pôs um anel no seu dedo. Os direitos foram resgatados e a honra foi readquirida. O vazio foi preenchido.
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