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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

GLORIA

 

A glória de Deus é o vetor que governa todas as áreas da nossa vida. Se perdermos esse foco, a vida perde o sentido. Adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas é a nossa máxima prioridade. Se abandonarmos esse ideal, esquecer-nos-emos de Deus, amaremos as coisas e usaremos as pessoas. Só quando Deus ocupa o primeiro lugar em nossa vida, as outras áreas se encaixam em seu devido lugar. Só quando fazemos tudo para a glória de Deus, fazemos com excelência e temos propósito no que fazemos. Só quando fazemos tudo para a glória de Deus, nossas palavras e ações deixam de ser egoístas para se tornarem abençoadoras. Só quando fazemos tudo para a glória de Deus transformamos as pequenas coisas como um copo de água fria dado ao sedento como uma liturgia de adoração ao Senhor. Eis nosso maior privilégio, nossa maior responsabilidade, nossa maior plataforma de vida: fazer tudo para a glória de Deus!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

TEMPO

 Já faz um bom tempo que aprendi bastante com as decepções pelas quais vou passando...

Realmente decepção não nos mata, mas mata muito sentimento bom dentro de nós, destrói coisas que tínhamos como certas em nossa vida e muda-nos, definitivamente muda-nos...


Por vezes, elas são tantas e vêm de quem menos esperamos e isso acaba por nos modificar, acaba por nos fazer ver a vida com outros olhos...

E algo se perde e nunca mais se encontra aquilo que se deixou...

A decepção aparece nas promessas quebradas, nas mentiras e daí resulta a confiança destruída...

E uma vez abalada nunca mais será o mesmo...


A decepção faz-nos fechar o coração...

A decepção fere e essas cicatrizes sempre são difíceis de cicatrizar...

Mas não mata, ensina-nos a não ser como aqueles que nos magoaram vezes e vezes sem conta e gratuitamente... Ensina-nos que o amor é um sentimento demasiado nobre para ser partilhado com quem não sabe dar valor...

Ensina-nos que nada na vida é certo e que nada é impossível...


Decepções são feridas abertas no coração e geralmente magoam muito porque chegam de quem menos esperamos e por isso são tão difíceis de tratar...

Mas nunca impossíveis de cicatrizar...


Podemos nunca esquecer algumas, mas a força e o aprendizado que tiramos delas conseguem fazer milagres e um dia a importância que elas tiveram em nossa vida será minimizada porque existe sempre uma nova oportunidade de ser feliz!

Nunca se acomode com o que não te faz feliz, você merece sempre o melhor do mundo...



TRADIÇÃO

 

Alguns não gostam do Natal. Há cristãos que condenam aqueles que o comemoram. As razões são várias: "É apenas comércio". "Papai Noel não existe". "É uma tradição pagã". "Jesus não nasceu dia 25 de dezembro". Estas afirmações são válidas, mas não justificam frieza e indiferença.

Do jeito que caminha a humanidade, Natal é uma necessidade. Natal nos oferece um tempo para parar com a correria louca que nos impede de passar tempo com à família, de lembrar as pessoas de que, não importa o dia ou o mês, Jesus nasceu; Deus se fez homem e habitou entre nós; trouxe paz na terra; Deus nos amou e deu seu filho para nos salvar. Existe algo mais importante do que comprar, vender e trabalhar. É bom reunir a família, rever quem a correria e a ocupação não nos permite encontrar. Dar um presente, já que o mundo está cada vez mais egoísta. Abraçar quem você só vai encontrar no dia do enterro de alguém. Dizer uma palavra de carinho a quem você deveria dar atenção o ano inteiro. Agradecer a Deus porque a vida se renova e você tem a oportunidade de rever atitudes e corrigir o mal feito.

Então, aproveite a ocasião; faz bem celebrar, rever a família, abraçar, dar e receber, fazer festa e não esquecer a verdadeira razão do Natal - Jesus nasceu! Adore o Salvador!

O amor lhe convida a abrir o coração para que a paz, a esperança e a vida dentro dele façam morada. 

Seja qual for a razão, amar e carinho sempre fazem bem! 


NATAL


Ao longo dos anos o Natal tem sido desfigurado com algumas inovações estranhas às Escrituras. Vejamos: Primeiro, o Papai-Noel. O bojudo velhinho Papai-Noel, garoto propaganda do comércio guloso, tem sido o grande personagem do Natal secularizado, trazendo a ideia de que Natal é comércio e consumismo. Natal, porém, não é presente do homem para o homem, é presente de Deus para o homem. Natal não é a festa do consumismo; é a festa da graça. Natal não é festa terrena; é festa celestial. Natal é a festa da salvação. Segundo, os símbolos do Natal secularizado. Há muitos símbolos que foram sendo agregados ao Natal, que nada tem a ver com ele, como o presépio, a árvore natalina, as luzes, os trenós, a troca de presentes. Essa embalagem, embora, tão atraente, esconde em vez de revelar o verdadeiro Natal. Encantar-se com a embalagem e dispensar o conteúdo que ela pretende apresentar é um lamentável equívoco. Terceiro, os banquetes gastronômicos e a troca de presentes não expressam o sentido do Natal. Embora, nada haja de errado celebrarmos com a família e amigos, degustando as iguarias deliciosas provindas do próprio Deus e manifestarmos alegria e expressarmos amor na doação ou mesmo troca de presentes, esse não é o cerne do Natal. Longe de lançar luz sobre o seu sentido, cobre-o com um véu.

ARTE

 A arte de saber deixar de lado

Dizem que esta história foi contada no dia da comemoração das bodas de ouro de um casal.

Cercada pelos filhos, netos e bisnetos, a esposa foi indagada sobre o segredo de um casamento longo e feliz. Com um olhar carinhoso em direção ao marido, ela respondeu:

- No dia do casamento, resolvi fazer uma lista dos dez defeitos de meu marido, os quais, por amor a ele, eu deixaria de lado. Imaginei que poderia conviver com um mínimo de dez defeitos.

Uma convidada pediu-lhe para mencionar um dos defeitos que ela resolvera deixar de lado. O marido olhou para a esposa um pouco constrangido por ter suas falhas e pontos fracos revelados diante de um grupo de pessoas. No entanto, sua esposa respondeu delicadamente:

- Para lhe dizer a verdade, querida, nunca me preocupei em fazer a tal lista. Todas as vezes que meu marido fazia alguma coisa que me deixava furiosa, eu simplesmente dizia a mim mesma: Para sorte dele, este é um dos dez!

Até mesmo os amigos e cônjuges mais dedicados passarão de vez em quando por tempestades em seus relacionamentos. Alguns problemas valem a pena ser mencionados para que tenham uma solução. Outros não valem a pena ser discutidos. Com o tempo, as questões de menor importância tendem a desaparecer com o vento, sem necessidade de passar por uma "ventania".

A arte de ser sábia é a arte de saber o que deixar de lado.


CURA

 O amor não machuca. Ele cura. Não permita ser machucado em nome do amor. O amor extrai o melhor do outro. O que machuca é viver o amor baseado em nossas crenças, vivências e achismos. Essa conta nunca vai fechar.


Cada um de nós tem um padrão de comportamento que é construído desde a infância e assim atraímos e somos atraídos por pessoas. Cada um vai atrair de acordo ao seu histórico pessoal emocional.O resultado pode ser assertivo ou destrutivo.


Por quê é tão difícil encontrar alguém pra compartilhar a vida juntos e parece que só caímos em furadas? Porque todos nós temos feridas emocionais que precisam ser curadas.Talvez a maioria nem saiba que tem e assim continuam sinceramente tentando e errando.


Vão colecionando feridas e ficam com o álbum da sua vida cheios de band-aid. Um coração todo machucado e não cicatrizado. Como não se machucar mais? É preciso se encarar, se confrontar e entender o porque ainda não deu certo.


A gente só vive o que a gente tolera e toleramos por causa da carência ainda não resolvida. Temos responsabilidade nas nossas escolhas. A primeira vez não controlamos, mas as próximas furadas temos que assumir que o erro também está em nós.


Escolhas saudáveis são feitas por pessoas saudáveis emocionalmente. Escolhas tóxicas são feitas por pessoas feridas emocionalmente. Se alguém é saudável e maduro emocionalmente vai ser guiado por Deus a uma escolha assertiva. Se for ferido emocionalmente, suas vontades te levarão a inúmeras tentativas frustradas.


As feridas emocionais também podem aprisionar e bloquear uma pessoa para o amor fazendo ela viver em um isolamento sentimental. Pode também paralisar e não conseguir avançar no relacionamento com medo e insegurança por causa dos relacionamentos passados que não deram certo.


Você tem feito uma escolha saudável ou tóxica?Assertiva ou destrutiva? Você vive se frustrando, num isolamento sentimental ou paralisado dentro do relacionamento?


Para ter um relacionamento saudável você precisa ser primeiro a pessoa saudável. Seu relacionamento sempre será o reflexo do seu estado interior. Busque sua cura emocional e você viverá os melhores dias da sua vida

FULANO

 "Por que eu vou perdoar o fulano? Porque ele é imagem e semelhança de Deus. Porque o mal que está acontecendo na vida dele não é dele! Meu Deus! Eu não posso acreditar que o mal é maior! A maior mentira que estão nos ensinando é que o mal tem um poder imenso. O poder do mal é falsificado, gente! O grande poder do mal acontece quando o acolhemos em nós. Nós somos de Deus! Nós não somos do inferno. Eu não nasci pro inferno. Você não tem vocação pro inferno. 



TEMPO,

 Por muito tempo eu achei que gritos e o dedo na cara tirando satisfação, era a solução para as afrontas e ofensas sofridas... 

Nunca deixava nada passar, ia pra cima com a espada na mão querendo briga, querendo revidar a todo custo... 

E conforme fui amadurecendo, fui também percebendo que esse não era o caminho e que eu só estava me tornando igual ao ofensor... 


Fui aprendendo que não é se igualando que a gente se defende e sim, sendo diferente, sendo melhor... Assim se evolui... 

Hoje, reflito muito antes de tomar qualquer atitude e analisando percebo que para certas coisas e certas pessoas o melhor mesmo é o desprezo, ele fala mais do que qualquer grito e escândalo... 


Hoje, vejo o tanto de energia que já gastei em vão respondendo ao tolo, porque não entendia que ao tolo não se responde, porque ele só enxerga e ouve o que quer, o que lhe convém... 

Não revido mais gritos, não revido ofensas, não revido mais a nada que venha para tentar me abater ou diminuir, porque hoje, sei da minha força e do meu valor... 


Hoje, o meu barulho é aqui dentro, na reforma que iniciei a tempos dentro do meu interior... 

O meu silêncio e a minha indiferença é o que tenho agora para oferecer a quem em nada me acrescenta... 



HUMANIDADE


Alguns não gostam do Natal. Há cristãos que condenam aqueles que o comemoram. As razões são várias: "É apenas comércio". "Papai Noel não existe". "É uma tradição pagã". "Jesus não nasceu dia 25 de dezembro". Estas afirmações são válidas, mas não justificam frieza e indiferença.

Do jeito que caminha a humanidade, Natal é uma necessidade. Natal nos oferece um tempo para parar com a correria louca que nos impede de passar tempo com à família, de lembrar as pessoas de que, não importa o dia ou o mês, Jesus nasceu; Deus se fez homem e habitou entre nós; trouxe paz na terra; Deus nos amou e deu seu filho para nos salvar. Existe algo mais importante do que comprar, vender e trabalhar. É bom reunir a família, rever quem a correria e a ocupação não nos permite encontrar. Dar um presente, já que o mundo está cada vez mais egoísta. Abraçar quem você só vai encontrar no dia do enterro de alguém. Dizer uma palavra de carinho a quem você deveria dar atenção o ano inteiro. Agradecer a Deus porque a vida se renova e você tem a oportunidade de rever atitudes e corrigir o mal feito.

Então, aproveite a ocasião; faz bem celebrar, rever a família, abraçar, dar e receber, fazer festa e não esquecer a verdadeira razão do Natal - Jesus nasceu! Adore o Salvador!

O amor lhe convida a abrir o coração para que a paz, a esperança e a vida dentro dele façam morada. 

Seja qual for a razão, amar e carinho sempre fazem bem! 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

ESCRAVOS

 


você é escravo dos pensamento

demasiadas cobranças e julgamentos

tornou-se seu próprio prisioneiro

não quer ser livre e faceiro


você é dominado por medo, tristeza ou angusti

pensamentos que você é um zé ninguém

confuso e pressionado por algo ou alguém

tudo isso te deixa numa profunda melancolia


a mente diz o tempo todo que não irá consegui

você acha que não tem forças para vencer

mas você se engana. basta só querer

você é aquilo que pensa. não se deixe diminuir


quer ser um escravo de uma mente negativ

prefere fugir ou lutar

quer vencer? então tenha expectativa

desprenda-se de crenças e comece a se exaltar



METANÓIA

 Há como compartilhar a boa nova sem requerer que as pessoas se arrependam de seus pecados? Não sou linguista, mas gosto de observar como as palavras evoluem ao longo do tempo. Por exemplo: quem prestaria condolências a uma viúva dizendo que a morte de seu marido foi algo formidável? A menos que queira criar uma confusão em pleno funeral. Porém, o sentido original desta palavra é justamente este. Tempos atrás, dizer que algo era formidável significava dizer que era terrível.[1] O que um adolescente de hoje em dia quer dizer quando se refere a algo como “irado”? Provavelmente não está pensando em algo odioso. O que hoje é apenas uma gíria, amanhã estará nos dicionários. As palavras simplesmente mudam com o tempo.

“Arrependei-vos!”, bradava Jesus pelas ruas da Galileia. Para a maioria dos cristãos de nossos dias, o arrependimento proclamado por Cristo nada mais seria do que um remorso pelos erros cometidos. Dentro de uma cultura católica como a nossa, arrependimento tem a ver com penitência. Portanto, arrepender-se implica chorar amargamente, penitenciar-se. Se for protestante, o penitente deve jejuar, quebrantar-se, prostrar-se com o rosto em terra. Se for católico, deverá confessar-se com um sacerdote, rezar alguns “pai-nossos” e “ave-Marias” para ser absolvido, etc. Sem querer desdenhar de tradição alguma, seria isso que Jesus tinha em mente ao conclamar os homens ao arrependimento?
O vocábulo grego traduzido por “arrependimento” em nossas Bíblias é metanoia. Devo adiantar que não tem a ver propriamente com sentir remorso ou pesar, ainda que possa, eventualmente, incluir tais elementos. Metanoia é a junção de duas palavras: meta, que teria o mesmo significado de nosso prefixo trans, e significa “ir além de”. E noia que se origina de nous, que é “mente” em grego. Portanto, numa tradução livre, metanoia significa “ir além de uma mentalidade”, ou simplesmente, “expandir a consciência”. Se fosse hoje, talvez Jesus pregasse em nossas ruas: "Abram a cabeça!" ou até "Parem de pensar dentro da caixa!"
Não é o uso da palavra “arrependimento” que legitima um discurso evangelístico. Qualquer discurso que conclame os homens a expandir sua consciência, a libertar-se de um padrão de pensamento, e que apresente o reino de Deus como a proposta divina à mentalidade vigente, é, sim, um discurso evangelístico. Eu disse, evangelístico, não proselitista.
De fato, o anúncio do evangelho do reino demanda conversão. Está aí outra palavra mal compreendida nos círculos religiosos. Converter-se não é aderir a uma nova religião. Trata-se, antes, de dar uma guinada de 180º, mudar de direção. Jesus disse que se não nos convertermos e não nos fizermos como meninos, de modo algum entraremos no reino dos céus (Mateus 18:3). Talvez esta seja a melhor definição de conversão: tornar-se como um menino. Remover todas as camadas que se formaram em volta de nosso ser e reencontrar nossa essência. Redescobrir aquilo para o qual fomos criados.
Arrependimento e conversão caminham juntos. Arrepender-se seria algo como “cair em si”, perceber que está caminhando na direção contrária. Converter-se é dar meia volta. Se antes vivíamos para nós mesmos, agora nos voltamos para fora. Não há como converter-se a Deus, sem que se converta ao próximo.
A essência do pecado é viver para si. Etimologicamente, pecado significa “errar o alvo”. Antes de nos convertermos, nossas atitudes visavam nosso próprio benefício. Mirávamos em nós mesmos. Era como se o mundo todo nos orbitasse. Pensávamos ser o centro gravitacional do universo. A conversão promove um deslocamento de eixo. Finalmente, tornamo-nos livres para amar a todos à nossa volta.
Emerge daí uma nova percepção da realidade. Como disse Paulo, tudo se faz novo. Tornamo-nos novas criaturas (2 Coríntios 5:17). Nossa consciência se expande para além de nós mesmos. Percebemo-nos parte de uma realidade onde tudo está conectado. Obviamente que isso altera nossas opiniões e conduta. Não dá para continuar vivendo como antes. A pergunta “em que isso me beneficia ou prejudica” é substituída por “em que isso poderá trazer beneficiar o meu próximo”. Ninguém precisará perder para ganharmos. Nossa felicidade não deverá custar a desgraça de outros.
Imagine um mundo em que todos se convertessem assim? Pois a este mundo que Jesus chama de “reino de Deus”. Não se trata de um lugar para onde vamos depois da morte, mas de um lugar onde os homens vivam como irmãos.
Quando as pessoas deixarem de viver para si mesmas, muito daquilo que consideramos pecado deixará de ser praticado. Mentir, roubar, matar, adulterar, são comportamentos provenientes de uma vida autocentrada.
Um discurso que ataque os frutos sem mostrar a raiz do problema está fadado ao fracasso. Daí a ineficiência do discurso moralista.
Muitos cristãos sinceros e bem intencionados acreditam piamente que o que vai levar os homens ao arrependimento é anunciar o castigo que os aguardam depois da morte. Pensam que a ameaça do inferno é suficiente para provocar uma mudança de conduta nas pessoas. Creio que Paulo não concordaria muito com eles. Segundo o apóstolo, o que levaria os homens ao arrependimento é a benignidade de Deus (Romanos 2:4).
É esta mesma benignidade que, segundo Jesus, permitiria que “publicanos e meretrizes” entrassem no reino de Deus antes mesmo dos religiosos rigorosos (Mateus 21:31-32).
O que temos visto hoje é um crescente número de adesões à religião evangélica. Porém, o que as pessoas parecem buscar são vantagens. De um lado, pregadores anunciam curas milagrosas e prosperidade instantânea, do outro lado, pregadores fundamentalistas ameaçam as pessoas de serem lançadas no inferno caso se negue a se converter. Parece que ambos os discursos funcionam. Todavia, assistimos a emergência de uma geração de cristãos ensimesmada e alienada. Se houvesse, de fato, conversões legítimas, o número de cristãos neste país já teria provocado uma revolução sem precedentes. Não haveria mais miséria nos grandes centros urbanos, uma vez que toda esta massa de convertidos estaria partilhando seu pão.
A religião evangélica se tornou numa hidra famigerada, que só pensa em estender seus tentáculos e transformar o país de cima para baixo, impondo uma agenda moralista ao resto da sociedade.
Talvez tenhamos algo a aprender com a muçulmana Rabia al Adawiya al Qadsiyya que teria vivido no ano 800 de nossa Era. Tente não emocionar-se com o que ela diz:
“Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno; se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso; mas se eu te adorar pelo que tu és, não esconda de mim a tua face!”
Nascida em uma família muito pobre, que não tinha condições de comprar óleo para acender uma lamparina dentro de casa, Rabia acreditava que Deus deveria ser adorado por amor, não por medo ou interesse.
Teresa de Ávila, a freira católica canonizada pelo Vaticano, também esboçava esta percepção. Confira o soneto composto por ela sob o título “A Cristo Crucificado”:
Não me move, meu Deus, para querer-te
o céu que me hás um dia prometido,
e nem me move o inferno tão temido
para deixar por isso de ofender-te.
Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
cravado numa cruz e escarnecido;
move-me ver teu corpo tão ferido;
movem-me o insulto e a vida que perdeste.
Move-me teu amor, de tal maneira,
enfim, que sem céu ainda te amara
e a não haver inferno te temera.
Nada me tens que dar porque te queira.
E se o que ouso esperar não esperara,
o mesmo que te quero te quisera.
Deus deve ser amado pelo que é. E Ele escolheu ser amado no semelhante. Ele não se impressiona com mãos estendidas ao céu, mas pede que estendamos nossas mãos ao próximo. Acolher o próximo é liturgia. Partilhar nosso pão é eucaristia.
O que nos inspira a uma vida voltada para fora de nós mesmos é o sacrifício de Cristo. Podemos até nos sentir motivados por palavras como as de Rabia ou Teresa de Ávila, mas teremos que buscar n’Ele a inspiração para viver.
Por isso, o centro de nossa fé é a cruz. Ali, o Deus revelado em Jesus Se entrega por amor a uma humanidade que se encontrava a deriva no oceano da existência. Como imaginar aquela cena e não se sentir constrangido? Como disse Paulo, “o amor de Cristo nos constrange, considerando nós isso, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si” (2 Coríntios 5:14,15). João, conhecido como apóstolo do amor, arremata: “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1 João 3:16).
Dizer que Ele morreu por nós é apenas parte da verdade. Ele abriu mão de Sua vida para que nós façamos o mesmo. Ao olhar para aquela cruz, devemos ver-nos nela. Ela não é somente a Sua cruz, mas a nossa. Ele morreu por todos, logo todos morreram. Somos conclamados a ser co-participantes do gesto que alterou para sempre o rumo da história.
Uma vez que nos condiremos crucificados juntamente com Ele, o Espírito de Cristo passa a viver através de nós. Esta foi a promessa que Ele nos fez. O mesmo Espírito que ressuscitou a Jesus de entre os mortos, agora nos habilita a viver uma nova vida, não mais centrada em nós mesmos, mas voltada para os demais.
Desencadeia-se, assim, um processo que transformação. Tomando emprestada a expressão cunhada por Raul Seixas, tornamo-nos numa metamorfose ambulante. Aos poucos, o Espírito Santo vai nos remodelando, tornando-nos cada vez mais parecidos com Jesus (2 Coríntios 3:18). Isso não nos faz candidatos a anjos, mas resgata completamente a nossa humanidade. Deus não Se fez homem para nos tornar deuses ou anjos, mas para nos tornar plenamente humanos.
Jamais foi intenção de Jesus povoar este mundo de cristãos, nem impor nossa religião aos demais. O propósito do evangelho é o de nos fazer seres humanos melhores, cumprindo, assim, a razão de nossa existência.

TEMOS

 

Alguns crentes sinceros e até bem-intencionados opõem-se à celebração do Natal porque não temos garantia do exato dia em que Jesus nasceu e também pelos elementos forâneos às Escrituras acrescentados à essa celebração como árvore de natal, sinos, presépios etc. Nós não devemos focar nossa atenção nessas novidades. Mas, devemos enfaticamente celebrar o nascimento do nosso Salvador, a encarnação do Verbo divino, a vinda ao mundo do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Seu nascimento foi comemorado pelos anjos no céu e pelos homens na terra. Seu nascimento redundou em glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. É tempo de exaltar a Jesus, o Filho de Deus, o nosso Salvador!

NATAL

 

Deus enviou Jesus ao mundo; agora você pode ser feliz! Porém, cada pessoa tem sua própria ideia do que é felicidade é a busca segundo o conceito que tem. Busca tanto e, ás vezes, em coisas ou na pessoa errada que acaba sendo infeliz.

Felicidade não é uma sensação duvidosa que entra e sai da gente na época do Natal. Ser feliz é mais do que viver sem dificuldade, fazer festa e ganhar presentes. Felicidade é conhecer Jesus é viver com ele. 

Ser feliz é seguir o sonho interior que Deus plantou em cada um de nós. Felicidade é ter ânimo quando outros desistem. Remar quando não houver vento. Ser feliz é celebrar a vida até mesmo em tempestades. É nunca parar de acreditar que tudo é possível. 

Felicidade é a cada instante diminuir a distância entre quem estou sendo e quem Deus me criou para ser.