O Apóstolo Paulo não nega a dor. Ele não espiritualiza o sofrimento para fingir que ele não existe. Pelo contrário, ele reconhece que os sofrimentos são reais, profundos e, muitas vezes, transbordantes. Mas faz uma afirmação que muda tudo: a consolação em Cristo também transborda. O texto ensina algo essencial, os “sofrimentos de Cristo” não são apenas os que Ele viveu na cruz, mas aqueles que compartilhamos quando caminhamos com Ele, como, rejeições, lutas internas, perdas, cansaço da alma, incompreensões e até crises de fé. Mas o Apóstolo afirma algo poderoso: a mesma medida da dor é alcançada pela medida da consolação. Não é uma consolação rasa, nem distante, mas uma consolação que passa “por meio de Cristo”, isto é, pela presença viva, sensível e sustentadora de Jesus. Portanto, se há alguma situação que pense não ter solução, creia apenas que ela virá do Consolador, pois o socorro sempre vem do Senhor que fez o céu e a terra.
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