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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

GRAÇA

 A graça incondicional

“Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela” (Lc 7:12).
Geralmente pensamos que nossas orações movem o Senhor a fazer aquilo que acreditamos ser necessário. Conquanto as orações, com toda certeza, estão ligadas ao agir de Deus, jamais podemos desenvolver a ideia de que Deus ficará passivo, inerte, aguardando que algum dos seus filhos ore, a fim de realizar seus propósitos.
A questão é que o Senhor se agrada de nossas orações. Por quê? Porque demonstra nossa dependência e nossa confiança nele. Nossas orações sempre refletirão necessidades, aflições ou meramente desejos de nosso coração. Tratando-se de pessoas crentes, serão resultados de desejos piedosos e santos, que visam a glória de Deus. Quando um salvo quer muito uma coisa, pensa sempre na glória do Senhor relativa àquilo, ou seja, se a realização de seu desejo vai oportunizar mais ocasiões de glorificar o Senhor em sua vida.
Deus quer que seus filhos sejam supridas em tudo. Embora a perfeição seja uma esfera de existência desfrutando a eternidade de Deus, ela está ligada à organização, ao belo, ao completo. Adão vivia a perfeição antes da queda, mas ainda lhe faltava algo importantíssimo, que o Senhor havia preparado para lhe dar posteriormente, após reparar profundamente sua falta. E como faz falta! Uma mulher que preenchesse o vazio que o próprio Criador colocou na alma masculina, que apenas uma mulher pode preencher. Entendemos, assim, que, embora Adão vivesse a perfeição original, passou a vivê-la de forma mais plena após ter sido completo pela mulher. Só assim a Criação de Deus foi terminada e o glorificou na medida correta.
Deus criou o homem e a mulher para viverem vidas completas, plenas, de Deus e de bênçãos terrenais preparadas para que desfrutassem. Por isso, é lícito ao pecador redimido buscar no Senhor tudo aquilo que o complete. Isso inclui necessidades básicas, como sustento, saúde, casamento e família, mas também desejos do coração humano, pensados sempre em função da glória de Cristo.
Deus tem preparado bênçãos magníficas para seus filhos experimentarem no devido tempo. Ele sabe dar boas dádivas aos filhos. O cuidado de um pai não depende da súplica dos filhos. Quando entendemos isso, não estamos fazendo apologia de que não devemos orar, ou que nossas orações são supérfluas. Elas agradam o coração do Senhor, como já dissemos, e quanto mais orarmos mais demonstramos nossa confiança e dependência no Senhor.
O texto epigrafado ilustra o grande amor de Jesus exercido sem que houvesse qualquer pedido ou súplica. Jesus ressuscita o filho de uma viúva na entrada da cidade de Naim. Era ocasião de grande dor e tristeza, verdadeiro desamparo. Era o único filho daquela viúva, um jovem de quem ela dependia para o seu sustento. Sua morte significava para ela a enorme perda de um filho, mas também a carestia.
Jesus com seus discípulos eram uma procissão de vida. Encontram outra procissão, de tristeza e morte, se encaminhando para o lugar de sepultamento. Não havia qualquer esperança. Compadecido profundamente daquela mulher, Jesus imediatamente vai até o féretro e toca no esquife. O que ocorre é que os pecados daquele jovem são perdoados e ele recobra a vida. O salário do pecado é a morte, mas estava ali aquele que pagaria a dívida dos homens, que os salvaria. Ao cancelar os pecados daquele jovem com seu toque purificador e de vida, imediatamente recobra a vida.
Jesus agiu por puro amor e misericórdia, sem qualquer pedido ou súplica. Todo sofrimento se constitui súplica diante do Deus que cuida, ainda que não seja expresso por palavras.
Oremos na confiança do cuidado daquele que age mesmo que não peçamos, amor que não exige troca. É a graça de Deus sobre nós, graça sem pré-requisitos, graça incondicional. Tenha uma abençoado dia na presença de Jesus

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