Ela estava de calça.
Não a saudei.
Usar calça é vaidade.
Isso escandaliza a obra de Deus.
Vi no mercado... não quis saudar.
Estava muito 'mundana'.
Quantas mulheres já foram tratadas como meretrizes, enquanto muitas Dalilas e Jezabéis de saia foram aplaudidas em cultos e orações?
Ela leu a Bíblia.
Ela orou.
Ela clamou a Deus com sinceridade.
Mas o que viram foi a calça.
E por causa disso, deixaram de ver o coração.
VAMOS CLAREAR:
Doutrina (do latim doctrina): ensino bíblico fundamentado ex: salvação pela graça, trindade, cristologia.
Dogma: dogma é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo. (Myer Perlman)
Usos e costumes: praticas culturais (roupas, linguagem, hábitos) que variam com o tempo e o lugar.
Roupa é costume.
Salvação é doutrina.
Então por causa da idolatria do costume a doutrina é maculada.
Quando costumes são tratados como doutrina, nasce um "evangelho" que exclui, rotula e separa.
E nessa idolatria denominacional, perde-se a cruz e ganha-se um altar de orgulho.
Esse post não é uma chancela para promiscuidade.
É uma denúncia à fé seletiva, que julga calças mas ignora corações partidos.
Nem todos se vestirão como você.
Mas Cristo vestiu a todos com a mesma pele rasgada na cruz.
A mulher de calça pode estar vestida de arrependimento.
A moça da saia longa pode estar nua de compaixão.
A roupa que o céu reconhece é a que foi lavada no sangue.
A que revela Cristo, não a costura.
Não é a costura da calça.
É o rasgo da cortina do templo.
Quem valoriza a cruz, saúda a irmã e prega o arrependimento com graça.
Compartilhe esse carrossel com quem já foi ferido por "roupas".
Talvez ela só precise de alguém que enxergue além do tecido.
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