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quinta-feira, 23 de abril de 2026

EU

 SERÁ QUE NÃO PODE SER EU?


Mateus 26:20-22


E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze.

E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair.

E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor?


Há mesas que revelam mais do que discursos.


Aquela não era apenas uma refeição…

era um ambiente carregado de presença, história e intimidade.


Ali estavam homens que caminharam com Jesus,

ouviram Sua voz, viram Seus sinais,

participaram do sobrenatural.


E ainda assim…


Jesus rompe o silêncio com uma declaração que atravessa a alma:

“um de vós me há de trair.”


O mais desconcertante não é a traição anunciada…

é a reação de quem está na mesa.


Ninguém acusa.

Ninguém suspeita do outro.

Ninguém se posiciona como puro.


Há um movimento coletivo, silencioso e profundo:

todos voltam os olhos para dentro.


“Porventura sou eu, Senhor?”


Essa pergunta não nasce de insegurança…

nasce de consciência.


Porque quem já foi exposto pela luz

sabe que ainda carrega áreas não totalmente rendidas.


Essa mesa revela um princípio que muitos rejeitam:


👉 proximidade com Cristo não substitui transformação interna.


É possível andar com Ele…

e ainda não ter tudo tratado dentro de si.


É possível estar no ambiente certo…

e ainda assim carregar intenções que nem você percebeu totalmente.


Por isso, a pergunta é tão pesada.


Porque ela desmonta a falsa segurança de quem acha que jamais cairia.


Ela revela que o maior risco não está fora da mesa…

mas dentro de um coração não examinado.


Quando a luz se manifesta,

os maduros não se defendem… se investigam.


Não apontam… se expõem.

Não justificam… se rendem.


🔥 O problema não é apenas trair…

é não perceber que ainda se é capaz.


**O dia em que você parar de SE questionar diante de Deus,**talvez seja o dia em que você já não O ouve mais.

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