Se alguém te colocar em um pedestal, desça. Todo pedestal é uma prisão. Deixe as pessoas verem o imperfeito, o real, o falho, a pessoa estranha, bonita e mágica que você é.
Permita-se ser mal visto, mal falado, mal avaliado! Permita que se enganem a seu respeito, que dêem risadinhas pelas costas! Permita que julguem, que cochichem, que acreditem saber quem você é! Permita que “olhem torto” que se afastem, que te excluam, que te rejeitem, que te cancelem, que te dêem unfollow e deslike!
Deixe sua reputação cair por terra, enfrente seu maior pesadelo! E veja que sim, isso acaba em morte! Morte deste que era escravo “dos outros”. E então, viva, viva livre e sem medo. Porque o “outro” não tem mais poder sobre você.
Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.
Você não precisa ser perfeito. Você não é um robô nem um daqueles super heróis. Honre a sua humanidade.
Se despeça das idealizações que as pessoas projetam sobre você. Pouco a pouco deixe cair as máscaras da pessoa boazinha, perfeita, que está sempre pronta, disponível, agrada todo mundo e não comete erros. Essa que em vários momentos se anula para cumprir as expectativas alheias, por medo de perder o amor e a admiração delas. Perceba que não ser capaz de frustrar os outros faz a gente desrespeitar os nossos limites e ser escravo das expectativas deles.
Há algum tempo eu me permito decepcionar os outros, honrando as minhas necessidades e sanidade mental. Eu me dou o direito de dizer não, de não ter respostas para tudo, e na hora. Decidi abraçar meus limites e minhas imperfeições.
Decidi ser real. Pessoas reais são lindas. Nada é mais maravilhoso do que ser real. É tão bom quando a gente entende que não precisa ser perfeito, que não precisa ser aceito, não precisa agradar todo mundo, só precisa ser quem somos, real!
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