“Vocês mataram o Autor da Vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos” [At 3.13-15] .
Jesus morreu, mas ressuscitou para revelar que Deus não é parceiro de quem trai.
Deus não avalisa quem oprime. Deus não confabula com o falsário.
Na cruz, a pergunta foi simples: “de que lado poderia estar Deus? Se nada fez para salvar o seu filho, Deus seria conivente com o império?”
A morte não liquidou com o projeto de Jesus, apenas deixou provado que aqueles que oprimem serão dissolvidos no ácido do tempo.
Pessoas violentadas dentro de casa, massacradas dentro de igrejas, destruídas pelo capitalismo, podem ter esperança.
Na cruz, Deus estava com Jesus reconciliando o mundo consigo mesmo. De lá, ele iluminou as trevas do excluído e escureceu os holofotes do mandachuvas.
A mão que esmaga nunca é fortalecida por Deus.
O cetro imperial que legisla contra a a dignidade humana não coincide com as ações do Deus que só pensa em favor da vida.
Deus fez opção preferencial pelo pobre destroçado por estruturas econômicas injustas; priorizou quem padece com difamação; exaltou, inclusive, quem nunca teve sequer certidão de nascimento.
Jesus vive e seu Espírito sopra, sussurra e cativa; ele acena liberdade para o cativo, faz festa para o pecador que caiu em si e oferece futuro para quem experimenta as fronteiras do inferno.
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