Quem disse que todo fim é definitivo?
Eu já vivi estações em que tudo parecia ter desmoronado por completo.
Momentos em que a dor fazia mais barulho do que a esperança.
E, honestamente, havia dias em que eu acreditava que não existia mais caminho possível.
Mas foi exatamente nesses cenários que percebi algo profundo:
Deus tem o hábito de iniciar revoluções em lugares que o ser humano chamaria de ruína.
José foi traído antes de governar.
Davi foi perseguido antes do trono.
Lázaro morreu antes do milagre.
Porque nem sempre a tragédia representa ausência de propósito.
Às vezes, ela é apenas o processo pelo qual Deus encerra versões antigas de nós para revelar algo mais maduro, mais forte e mais consciente.
A neurociência explica que o cérebro humano interpreta perdas como ameaça de sobrevivência. Por isso, em períodos difíceis, nossa mente tende a concluir que tudo acabou.
Mas fé é permanecer quando as emoções já não conseguem sustentar a visão.
Hoje eu entendo:
alguns caminhos quebram antes de florescer.
Algumas dores chegam para interromper ciclos que jamais nos levariam ao destino certo.
Nem toda tragédia destrói.
Algumas revelam.
Algumas reposicionam.
Algumas nos obrigam a nascer de novo por dentro.
E talvez a revolução que você tanto pediu a Deus tenha começado exatamente no lugar onde você achou que tudo terminou.
Você também já viveu uma dor que depois revelou um propósito?
Nenhum comentário:
Postar um comentário