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quarta-feira, 27 de maio de 2026

PROMESSA



Tem gente que não deixou de receber promessa. Deixou de ter coração para viver o que Deus prometeu.

Porque a amargura faz isso. Ela fecha os olhos para o cuidado, fecha os ouvidos para a direção e transforma tudo em motivo de reclamação. Nada está bom. Ninguém presta. Tudo incomoda. Toda palavra vira ofensa, toda correção vira ataque, toda bênção dos outros vira incômodo e todo ambiente por onde passa fica mais pesado.

E se nós, que não sondamos coração nem pensamentos, conseguimos perceber quando uma pessoa carrega um espírito de insatisfação capaz de estragar ambientes, imagine Deus, que vê o que ninguém vê. Deus não se impressiona com discurso bonito quando o coração está cheio de murmuração, soberba e ingratidão.

O perigo da amargura é que ela faz a pessoa pensar que o problema está sempre fora dela. Ela culpa pessoas, lugares, circunstâncias, processos, mas não percebe que a promessa não está travada por falta de Deus. Está travada porque o coração ficou contaminado demais para desfrutar o que o céu quer entregar.

Foi assim no deserto. Deus tirou o povo do Egito, abriu o mar, sustentou com maná, deu água da rocha, guiou com nuvem e fogo, mas ainda assim muitos não conseguiram entrar no descanso porque carregavam dentro deles incredulidade, murmuração e um coração endurecido. A promessa estava diante deles, mas a amargura falava mais alto do que a fé.

Tem sobrenatural que não combina com um coração azedo. Tem promessa que exige gratidão, maturidade e rendição. Porque Deus pode abrir portas, mas quem vive reclamando de tudo transforma até porta aberta em motivo de insatisfação.

Antes de pedir uma nova promessa, peça a Deus um novo coração. Porque não adianta chegar na terra prometida carregando dentro de si o deserto que Deus queria curar.

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” Hebreus 12:14–15

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