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sábado, 30 de maio de 2026

AVE

 "Olhai para as aves do céu: não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as alimenta." Mateus 6.26


As aves não têm celeiro. Isso não é descuido da natureza, é design. Uma ave que tentasse construir reservas de grãos para o inverno estaria usando energia que não tem, para um futuro que não controla, ignorando a única coisa que precisa fazer: voar no dia de hoje. O que Jesus observa nas aves não é preguiça, é uma relação de presença total com o momento. Elas não antecipam a crise de amanhã porque estão inteiramente ocupadas com a provisão de hoje.


Sendo assim, quão reveladora é a pergunta que Jesus faz logo depois: "Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um côvado à sua estatura?" A preocupação não adiciona, ela subtrai. Ela consome hoje o que seria necessário para viver amanhã. Nós, ao contrário das aves, construímos celeiros emocionais: acumulamos ansiedades futuras, estocamos medos que talvez nunca se realizem, e chamamos isso de responsabilidade. Mas Jesus aponta para o céu e diz: olha. Elas vivem. E valem menos do que você.


A pergunta não é se Deus pode prover. A pergunta é se somos capazes de parar de semear ansiedade para colher confiança.


Senhor, faz com que nossa fé seja tão presente quanto Tu és, não projetada no amanhã, mas entregue ao Pai que já está lá.

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