Não temo zangas, não me resigno diante da maré da incompreensão, não me intimido diante do vulcão do preconceito.
Mas preciso que você tenha cuidado comigo, pois tenho um jeitão de corajoso, sou, porém, menino assustado com os barulhos da cólera.
Caso queira se achegar, venha devagar. Acautele-se tão somente para não despertar feridas narcísicas, não aguçar índole introspectiva, não aprofundar insegurança existencial.
Caso se sinta com liberdade, seja bem-vindo ao caminhar no solo do meu coração.
Peço apenas: pise como se estivesse no Santo dos Santos. Seja reverente, já que carrego na alma
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