Há quedas que destroem e quedas que restauram. O orgulho humano resiste às duas com a mesma força, mas só a segunda tem o poder de mudar de fato o coração.
Cair de joelhos diante de Deus não é fraqueza. É o ato mais honesto que um ser humano pode praticar. É o reconhecimento de que não somos autossuficientes, de que precisamos de graça e de que, fora da dependência de Deus, não há firmeza verdadeira.
A oração ajoelhada não é apenas uma postura física. É o estado da alma que se rendeu. É o coração que parou de fingir que consegue carregar tudo sozinho. E é exatamente ali, nessa posição de humildade, que a graça tem mais espaço para agir.
A Escritura diz que Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde. Cair de joelhos, portanto, não é o fim de algo. É muitas vezes o começo da melhor fase da vida espiritual de alguém.
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