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sábado, 30 de maio de 2026

TEMPO

 Eclesiastes 3.5. Há tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras.


Salomão está olhando para os ciclos da vida. Ele observa o tempo. Os processos. As estações da alma. E entre tantos tempos ele menciona um que parece estranho à primeira vista. O tempo de ajuntar pedras.


Mas para quem vivia da terra isso fazia todo sentido.


Antes do plantio vinha a limpeza. Antes da semente vinha o trabalho silencioso do agricultor. O solo da Palestina era cheio de pedras. Algumas estavam expostas. Outras dormiam escondidas debaixo da terra.


O agricultor caminhava pelo terreno. Olhava com atenção. Cavava com paciência. E começava a retirar uma por uma.


Pedras pequenas. Pedras grandes. Pedras que ocupavam espaço. Pedras que impediam as raízes.


Porque raiz não cresce em pedra.


A semente até pode cair ali. Mas não se aprofunda. Não encontra espaço. Não encontra vida.


Por isso antes da promessa nascer, o terreno precisava ser limpo.


E Salomão diz que existe um tempo para isso.


O tempo de ajuntar pedras.


Há estações em que Deus não está plantando. Deus está revelando o que precisa sair.


Pedras que estão na superfície. Coisas visíveis. Atitudes que todos percebem.


Mas também pedras escondidas. Coisas enterradas no silêncio do coração.


Orgulho. Vaidade. Incredulidade. Ressentimentos antigos. Pensamentos que endurecem o solo da alma.


Pedras que parecem pequenas. Mas ocupam o espaço da promessa.


Talvez você esteja esperando uma colheita. Esperando um novo tempo. Esperando algo florescer.


Mas o céu hoje aponta para o terreno.


Olhe para dentro.


Há terra boa aí. Há potencial aí. Há vida guardada nesse solo.


Mas algumas pedras ainda estão ocupando lugar.


Pedras não alimentam. Pedras não geram vida. Pedras só fazem peso.


E o Espírito hoje sussurra para a alma.


É tempo de ajuntar pedras.


Tempo de arrancar aquilo que endureceu o coração. Tempo de retirar o que está bloqueando as raízes.


Porque quando o terreno fica livre, a semente encontra profundidade.


E quando a raiz encontra profundidade, a promessa finalmente começa a nascer.



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