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sábado, 30 de maio de 2026

TER

 “Não tenho mais do que uma vida para gastar, e desejo gastá-la inteira para Deus.”


Há algo profundamente bíblico nessa declaração: a consciência de que a vida não nos pertence. A Escritura nos lembra que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por preço” (1 Coríntios 6:19–20). A cruz redefiniu o propósito da nossa existência. Desde o momento em que Cristo nos alcança, viver deixa de ser apenas respirar, trabalhar ou sobreviver — passa a ser oferecer cada dia como sacrifício vivo diante de Deus.


O Evangelho nunca chamou ninguém para uma fé confortável. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lucas 9:23). Isso significa que a vida cristã é uma vida derramada. Não guardada, não poupada, não protegida — entregue.


O mundo nos ensina a preservar a vida, a acumular experiências, a proteger nossos sonhos. Mas o Reino de Deus nos ensina algo paradoxal: quem perde a vida por amor a Cristo, na verdade a encontra (Mateus 16:25). A vida mais bem vivida não é a mais longa, nem a mais confortável — é a que foi totalmente consagrada.


Gastar a vida para Deus significa amar quando é difícil, servir quando ninguém vê, permanecer fiel quando seria mais fácil desistir. Significa viver de tal maneira que, quando o último dia chegar, possamos dizer como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2 Timóteo 4:7)


Porque no fim, não levaremos conquistas, aplausos ou títulos.

Levaremos apenas uma vida que foi entregue ao Senhor.


E a pergunta que fica é:


Você está gastando sua vida com aquilo que é eterno?

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