Provérbios 30:29 a 31. “Há três que têm um andar elegante, e quatro que se movem com majestade. O leão, o mais forte entre os animais. O galo cingido dos lombos. O bode. E o rei a quem não se pode resistir.”
Entre o leão e o rei, a sabedoria faz questão de colocar um galo.
Não porque ele seja o mais forte. Nem o maior. Mas porque sua postura comunica uma verdade que muitos homens ainda não aprenderam.
O texto hebraico o chama de galo cingido dos lombos. A mesma expressão usada para soldados antes da batalha, trabalhadores antes do serviço e corredores antes da corrida. É a imagem de alguém preparado para agir. Pronto para lutar. Sempre vigilante.
O galo parece viver em permanente estado de prontidão.
Seu peito está erguido. Sua cabeça permanece levantada. Seus passos são firmes. Ele não caminha como quem pede permissão para existir. Anda com dignidade, porque conhece o lugar que ocupa.
Sua coragem também impressiona.
Ele enfrenta serpentes. Expulsa invasores. Defende seu terreiro mesmo quando o adversário é maior que ele. Sua valentia não nasce do tamanho do corpo, mas da responsabilidade que recebeu. Há batalhas que não são vencidas pela força física, mas pela consciência de que existe algo precioso para proteger.
Sua vigilância é outro sermão silencioso.
Antes que o sol apareça, o galo já está desperto. Seu canto anuncia um novo dia. Enquanto muitos ainda dormem, ele já percebeu que a escuridão está chegando ao fim. Na cultura antiga, tornou-se símbolo de vigilância, prontidão e autoridade.
É exatamente isso que Deus procura em seus filhos.
O problema é que muitos perderam a postura antes mesmo de perderem a guerra. Caminham curvados pelo medo. Falam como derrotados. Vivem intimidando a própria fé. Não defendem sua casa. Não protegem seus filhos. Não expulsam as serpentes que invadem seu território espiritual.
Aprenda com o galo. Sua autoridade não depende do seu tamanho. Sua segurança não depende das circunstâncias. Sua firmeza não depende dos aplausos.
Porque, muitas vezes, a primeira vitória que Deus realiza não acontece nas circunstâncias.
Ela acontece na postura.
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