Vivemos em uma geração que aprendeu a medir a bondade de Deus pela quantidade de bênçãos que recebe. Mas o Evangelho nos ensina exatamente o contrário: a maior demonstração do amor de Deus não está no que Ele coloca em nossas mãos, mas no fato de ter nos dado Seu próprio Filho.
O contentamento não nasce quando todas as circunstâncias são favoráveis, quando a conta bancária aumenta ou quando finalmente alcançamos aquilo que tanto desejávamos. O verdadeiro contentamento nasce quando entendemos que, em Cristo, já possuímos o tesouro de valor infinito.
Paulo escreveu que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Ele não dizia isso porque sua vida era confortável, mas porque havia descoberto que nenhuma perda deste mundo pode empobrecer quem possui Cristo. Quem tem Jesus pode enfrentar escassez sem perder a esperança, sofrer sem perder a paz e esperar sem perder a alegria.
O maior problema da insatisfação não é a falta de coisas, mas um coração que ainda procura na criação aquilo que somente o Criador pode oferecer. Enquanto acreditarmos que a próxima conquista preencherá nossa alma, viveremos correndo atrás do vento. Mas quando Cristo se torna nossa maior riqueza, tudo o mais ocupa o lugar correto.
A cruz é a prova definitiva de que Deus já nos deu o melhor. Se Ele não poupou Seu próprio Filho para nos reconciliar consigo, que presente terreno poderia superar esse amor? Aquele que encontrou satisfação em Cristo aprende a agradecer tanto pelos dias de abundância quanto pelos dias de escassez, porque sabe que sua herança não está nas coisas que passam, mas no Salvador que permanece para sempre.
O coração que descansa em Cristo deixa de exigir que Deus lhe dê mais, porque compreende que receber o próprio Cristo já é infinitamente mais do que merecia. Esse é o segredo do contentamento: não possuir tudo, mas pertencer Àquele que é tudo.
“Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” — Filipenses 4:11
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