Daniel não foi lançado na cova dos leões porque Deus o havia abandonado. Foi lançado ali porque decidiu permanecer fiel quando a fidelidade custava tudo.
Vivemos em uma geração que procura um evangelho sem riscos, uma fé sem renúncia e uma obediência que não incomode. Daniel nos mostra o contrário. Antes de Deus fechar a boca dos leões, Daniel já havia fechado seu coração para qualquer compromisso com o pecado. O maior milagre não começou na cova; começou no quarto de oração.
A fidelidade de Daniel não foi construída na crise, mas cultivada diariamente. Quando o decreto proibiu a oração, ele não criou coragem naquele momento. Apenas continuou fazendo o que sempre havia feito: ajoelhava-se diante de Deus três vezes ao dia. Quem permanece firme nas pequenas decisões não negocia a fé nas grandes provações.
Muitas vezes pedimos que Deus nos livre das covas, mas Ele prefere usar a cova para revelar Sua glória. A presença de Deus não significa ausência de dificuldades; significa que nenhuma dificuldade poderá frustrar Seus propósitos. Os leões estavam famintos, mas eram menos perigosos do que uma consciência que escolhe negar o Senhor.
No fim, Deus não apenas preservou Daniel. Ele demonstrou diante de um império inteiro que vale mais perder privilégios do que perder a comunhão com o Senhor. Homens podem decretar perseguição, mas nenhum decreto humano é capaz de anular a soberania de Deus.
A pergunta não é se Deus pode fechar a boca dos leões. A verdadeira pergunta é: permaneceremos fiéis mesmo se Ele permitir que entremos na cova? A fé genuína não serve a Deus apenas pelos livramentos que recebe, mas porque reconhece que Ele é digno de ser obedecido em qualquer circunstância.
Quem negocia princípios para escapar da cova pode preservar a própria vida por um tempo. Quem permanece fiel a Deus, porém, descobre que nenhuma cova é profunda o suficiente para impedir a ação do Senhor.
“O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele.” — Daniel 6:22
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