📖 “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” — Lucas 9:23
Vivemos em uma época em que o mundo aprecia uma espiritualidade que não confronta. Há espaço para discursos sobre amor, paz, propósito e autoestima. Fala-se de Deus desde que Ele não exija arrependimento. Aceita-se uma religião que consola, mas rejeita-se um evangelho que transforma.
O problema nunca foi a ideia de um deus. O problema sempre foi o verdadeiro Cristo.
Jesus não veio apenas oferecer conforto ao pecador; veio chamá-lo ao arrependimento. Seu convite nunca foi: “Permaneça como está.” Foi: “Siga-me.” E seguir a Cristo significa abandonar o velho homem para viver uma nova vida.
Por isso o evangelho incomoda. Ele denuncia o pecado que o mundo deseja justificar. Ele confronta o orgulho que o coração insiste em preservar. Ele destrona o “eu” para que Cristo ocupe o centro. O evangelho não negocia com a carne; ele a crucifica.
É por isso que tantos rejeitam a mensagem de Cristo. Não porque lhes faltem evidências, mas porque lhes sobra apego aos próprios desejos. O coração natural não quer um Salvador que governe sua vida; quer apenas alguém que alivie sua consciência sem exigir santidade.
Mas Jesus foi claro: “Quem ama a sua vida perdê-la-á; quem perde a vida por minha causa a encontrará” (Mateus 10:39).
Ser discípulo nunca significou apenas frequentar uma igreja ou carregar uma Bíblia. Significa morrer diariamente para o pecado, renunciar à própria vontade e viver para a glória de Deus. A cruz não é um acessório da fé cristã; ela é o caminho do discípulo.
O mundo celebra a autonomia. Cristo chama à rendição.
O mundo diz: “Siga o seu coração.” A Palavra afirma: “Enganoso é o coração” (Jeremias 17:9).
O mundo ensina que felicidade está em satisfazer todos os desejos. Cristo ensina que a verdadeira alegria está em obedecer ao Pai.
O evangelho nunca prometeu popularidade. Pelo contrário, Jesus advertiu que Seus seguidores seriam rejeitados porque o mundo rejeitou primeiro o próprio Senhor (João 15:18-20). Uma fé que nunca incomoda o mundo talvez já tenha feito as pazes com ele.
Examine o seu coração. Você segue Jesus apenas enquanto isso não exige renúncia? Ou está disposto a perder tudo, se necessário, para ganhar aquilo que tem valor eterno?
Porque ninguém pode servir a dois senhores. Ou Cristo reina sobre toda a nossa vida, ou o “eu” continuará ocupando o trono.
“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” — Gálatas 2:20
Que Deus nos conceda uma fé que não apenas admire a cruz, mas que esteja disposta a carregá-la. Pois somente quem morre para o mundo aprende, pela graça, o que significa viver verdadeiramente para Cristo.
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