Há sofrimentos que nos fazem chorar, mas há pecados que deveriam nos fazer tremer.
Muitas vezes, buscamos a Deus desesperadamente porque a dor apertou, porque os planos desmoronaram, porque uma porta se fechou ou porque a alma está cansada. Pedimos: “Senhor, tira de mim esse sofrimento”. Mas raramente oramos com a mesma intensidade: “Senhor, arranca de mim aquilo que Te desagrada.”
E aqui está uma verdade difícil: às vezes odiamos mais as consequências do pecado do que o próprio pecado.
Queremos paz, mas alimentamos aquilo que perturba nossa comunhão com Deus. Queremos alívio, mas não arrependimento. Queremos que Cristo acalme a tempestade, enquanto escondemos no coração ídolos que não queremos abandonar.
O verdadeiro arrependimento não acontece apenas quando sentimos medo do castigo. Ele nasce quando começamos a enxergar o pecado como aquilo que ele realmente é: uma afronta contra um Deus santo, justo e infinitamente digno de nossa obediência.
Davi não clamou apenas para escapar das consequências. Ele orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.” (Salmo 51:10)
Talvez sua maior necessidade hoje não seja que Deus mude as circunstâncias ao seu redor. Talvez seja que Ele quebrante profundamente o seu coração.
Que o pecado volte a nos incomodar.
Que a frieza espiritual volte a nos assustar.
Que a distância de Deus doa mais do que a perda das coisas desta vida.
Que hoje teu pecado te incomode mais que teu sofrimento. Porque é melhor um coração quebrantado diante de Deus do que uma vida confortável longe dEle.
“Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.” — Salmo 51:17
Senhor, não apenas alivie a minha dor. Santifica-me. Não apenas mude meus dias. Mude meu coração. 🖤✝️
Nenhum comentário:
Postar um comentário