A igreja nunca foi planejada para ser um lugar onde pessoas apenas assistem a cultos. Ela foi estabelecida por Cristo para ser uma família, onde pecadores alcançados pela graça caminham juntos em santificação. Quem ama a Cabeça, aprende também a amar o Corpo.
Vivemos uma geração que se acostumou a sentar nos bancos, ouvir sermões e voltar para casa sem conhecer o nome, a dor ou a história de quem está ao lado. Transformamos a comunhão em um cumprimento rápido e a igreja em um evento semanal. Mas o Novo Testamento descreve algo muito diferente.
A igreja primitiva “perseverava na comunhão” (Atos 2:42). Eles carregavam os fardos uns dos outros, choravam com os que choravam, repartiam o pão e viviam como uma só família. O Evangelho não apenas nos reconciliou com Deus; ele também nos reconciliou uns com os outros.
O isolamento nunca foi um projeto de Deus para seus filhos. Quando ninguém conhece sua vida e você também não permite conhecer a vida de ninguém, perde-se uma das maiores riquezas da comunidade cristã: ser exortado, encorajado, amado e cuidado pelos irmãos.
É possível frequentar uma igreja durante anos e ainda assim permanecer distante da vida do Corpo de Cristo. Mas a fé bíblica não é vivida apenas no púlpito; ela floresce na comunhão, na mesa, na oração compartilhada, na confissão, no serviço e no amor sacrificial.
Cristo não morreu para formar espectadores. Ele morreu para formar um povo. Um povo que vive em unidade, que suporta uns aos outros em amor e que demonstra ao mundo que pertence ao Senhor não apenas pelo que crê, mas pela maneira como ama.
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35)
Que nossa presença na igreja não seja apenas física, mas relacional. Que não ocupemos apenas um banco, mas um lugar na vida dos irmãos. Porque a comunhão não é um detalhe da fé cristã; ela é uma evidência de que fomos alcançados pelo Evangelh
Nenhum comentário:
Postar um comentário