Muita gente vê uma igreja pronta, mas não imagina quantas lágrimas foram derramadas antes das cadeiras ficarem ocupadas. Em Atos, nenhuma igreja nasceu sem resistência. Em Filipos, Paulo e Silas foram espancados e presos. Em Tessalônica, a cidade se levantou contra a pregação. Em Corinto, Paulo enfrentou rejeição, blasfêmias e cansaço. Foi justamente nesse momento que o Senhor Jesus lhe disse: “Não tenha medo. Continue falando e não fique calado, porque Eu estou com você.” Atos 18:9-10. A dificuldade não significa que Deus abandonou a obra. Muitas vezes, ela revela que existe algo sendo construído que o mal gostaria de interromper. Formar uma igreja não é apenas abrir uma porta, colocar uma placa e realizar cultos. É cuidar de pessoas, tratar feridas, corrigir caminhos, ensinar a verdade, suportar críticas e continuar mesmo quando poucos entendem o peso do chamado. Paulo disse que, além de todas as lutas que enfrentava, ainda carregava diariamente a preocupação com todas as igrejas. Isso mostra que o peso da obra não está apenas no começo, mas também em permanecer cuidando quando surgem divisões, murmurações, falsos ensinos e gente disposta a receber, mas não a servir. Muitos gostam da igreja quando tudo está pronto, mas poucos permanecem quando é preciso carregar pedra, proteger a unidade e sustentar a obra em oração. A Igreja do Senhor Jesus nunca foi edificada por espectadores. Ela foi construída por pessoas que ficaram quando seria mais fácil sair, serviram quando ninguém viu e continuaram acreditando quando tudo parecia pequeno. Deus é quem planta, sustenta e faz crescer, mas Ele usa pessoas fiéis para não deixar parar aquilo que começou.
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