Vivemos em uma geração obcecada por espelhos. Não apenas os de vidro, mas também os das redes sociais, da aprovação das pessoas, do sucesso, da aparência e da comparação constante. Ensinaram-nos a perguntar: “Como eu pareço?”, quando a pergunta que realmente transforma a vida é: “Como estou diante de Deus?”
O problema do coração humano nunca foi a falta de autoestima, mas a falta de adoração. Quando o homem ocupa o centro da própria vida, torna-se escravo de uma busca interminável por validação. Nenhum elogio será suficiente, nenhuma conquista trará verdadeiro descanso e nenhuma imagem será capaz de preencher o vazio que somente o Criador pode preencher.
A Bíblia nos lembra que fomos criados para a glória de Deus (Isaías 43:7). Nossa identidade não nasce daquilo que o mundo pensa a nosso respeito, mas daquilo que Deus declara em Sua Palavra. Quando compreendemos essa verdade, deixamos de viver para impressionar as pessoas e passamos a viver para agradar ao Senhor.
Quanto mais contemplamos a Cristo, menos nos tornamos obcecados por nós mesmos. A verdadeira liberdade não consiste em admirar a própria imagem, mas em sermos transformados à imagem de Jesus. Ele não veio para alimentar nosso ego, mas para nos conceder uma nova vida por meio da Sua graça.
O espelho só consegue revelar o exterior. Deus, porém, contempla o coração. E quando um coração encontra sua plena satisfação n’Ele, já não precisa mendigar a aprovação do mundo. Descansa no amor perfeito dAquele que nunca muda.
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