Jesus amou a todos, mas não caminhou com todos.
O amor bíblico nunca significou permitir que qualquer pessoa tivesse acesso permanente à nossa vida. Jesus acolheu pecadores com misericórdia, mas também se afastou daqueles que endureceram o coração, recusou-se a alimentar discussões inúteis e, em alguns momentos, simplesmente seguiu seu caminho quando sua mensagem foi rejeitada.
Estabelecer limites não é falta de amor; muitas vezes, é um ato de sabedoria. Existem relacionamentos que nos aproximam de Deus e outros que, pouco a pouco, enfraquecem nossa comunhão com Ele. A Bíblia nos chama a amar todas as pessoas, mas jamais a permitir que qualquer influência governe o nosso coração.
Cristo nos ensinou que a compaixão deve caminhar lado a lado com o discernimento. Não fomos chamados para sacrificar nossa santidade em nome da aprovação das pessoas. Permanecer em ambientes ou relacionamentos que alimentam o pecado, a incredulidade ou a rebeldia contra Deus não é amor; é negligência espiritual.
Se o próprio Jesus, sendo perfeito, soube quando era hora de se retirar, nós também precisamos da sabedoria que vem do alto para proteger nossa fé e permanecer firmes na vontade de Deus.
Amar não significa permanecer em todo lugar. Às vezes, o ato mais fiel a Cristo é se afastar para continuar obedecendo ao Senhor.
“Não vos enganeis: as más companhias corrompem os bons costumes.”
— 1 Coríntios 15:33
Nenhum comentário:
Postar um comentário