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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

DEUS

 Deus é frágil? Sim. Porque ele ama. Airmar sua fragilidade não o enfraquece, apenas o descreve como amor. 


O sofrimento de Deus não diminui a sua grandeza. 


O Deus revelado em Jesus é diferente dos deuses poderosos.


Deus sofre. Nossa dor dói nele. A partir da premissa de que ele é amor, afirmo que o dono da única onipotência do universo nunca se vale da coerção.

 

Jesus encarnou Deus e vimos as as lágrimas divinas diante da morte. Por causa de Jesus, é impossível conceber um Deus frio, preocupado apenas em ordenar e orquestrar. 


Não existe o Deus que toca seus projetos sem levar em consideração as pessoas que ele jura amar.


Para promover a própria glória, Deus não tece sorrateiramente os fios da história. Não há subterfúgio no seu caráter. 

 

As carnificinas de Aushwitz, Ruanda e Iraque e #Gaza não foram planejadas por ele. Deus não guia mísseis contra hospitais. 


E cruel a teologia que tenta descrever Deus como um títere, que às vezes deixa os eventos correrem frouxos.


Se, para capitanear a história, Deus fecha os olhos (vontade permissiva) ele é maquiavélico. 


Se Deus sincroniza horrores para servirem de elos para cumprir uma “vontade soberana”ele é monstruoso. 


Um Deus de braços cruzados é maligno; se age dissimulando, é maquiavélico. 


Um Deus nebuloso não merece ser adorado.

 

Começo, meio e fim da história não estão prontos. 


Se Deus se sentisse feliz em gerenciar cada nano evento, preordenando em sua providência, todos os fatos, a humanidade vive sob a bandeira da mentira. 


E se o futuro já está pronto, buscar justiça e indignar-se contra o mal não passam de iniciativas fúteis.

 

Prefiro aceitar que o bombardeio ao hospital de #Gaza nunca fez parte de qualquer projeto divino. 


Deus sofre com a morte de inocentes e se indigna com a injustiça que condena os palestinos à miséria. 


Ele ainda conclama homens e mulheres de boa vontade a mudarem a história.

 

Não é certo confundir Jesus de Nazaré com qualquer deus frio e distante. 


Determinismo é antônimo de liberdade. O termo “vontade soberana” contradiz o amor, pois 

“... a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. [1Coríntios 1.25].


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