Deus é frágil? Sim. Porque ele ama. Airmar sua fragilidade não o enfraquece, apenas o descreve como amor.
O sofrimento de Deus não diminui a sua grandeza.
O Deus revelado em Jesus é diferente dos deuses poderosos.
Deus sofre. Nossa dor dói nele. A partir da premissa de que ele é amor, afirmo que o dono da única onipotência do universo nunca se vale da coerção.
Jesus encarnou Deus e vimos as as lágrimas divinas diante da morte. Por causa de Jesus, é impossível conceber um Deus frio, preocupado apenas em ordenar e orquestrar.
Não existe o Deus que toca seus projetos sem levar em consideração as pessoas que ele jura amar.
Para promover a própria glória, Deus não tece sorrateiramente os fios da história. Não há subterfúgio no seu caráter.
As carnificinas de Aushwitz, Ruanda e Iraque e #Gaza não foram planejadas por ele. Deus não guia mísseis contra hospitais.
E cruel a teologia que tenta descrever Deus como um títere, que às vezes deixa os eventos correrem frouxos.
Se, para capitanear a história, Deus fecha os olhos (vontade permissiva) ele é maquiavélico.
Se Deus sincroniza horrores para servirem de elos para cumprir uma “vontade soberana”ele é monstruoso.
Um Deus de braços cruzados é maligno; se age dissimulando, é maquiavélico.
Um Deus nebuloso não merece ser adorado.
Começo, meio e fim da história não estão prontos.
Se Deus se sentisse feliz em gerenciar cada nano evento, preordenando em sua providência, todos os fatos, a humanidade vive sob a bandeira da mentira.
E se o futuro já está pronto, buscar justiça e indignar-se contra o mal não passam de iniciativas fúteis.
Prefiro aceitar que o bombardeio ao hospital de #Gaza nunca fez parte de qualquer projeto divino.
Deus sofre com a morte de inocentes e se indigna com a injustiça que condena os palestinos à miséria.
Ele ainda conclama homens e mulheres de boa vontade a mudarem a história.
Não é certo confundir Jesus de Nazaré com qualquer deus frio e distante.
Determinismo é antônimo de liberdade. O termo “vontade soberana” contradiz o amor, pois
“... a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. [1Coríntios 1.25].
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