Você ora e fofoca? Porque tem uma contradição que precisa ser encarada: não combina falar de Deus, defender retidão, integridade, caráter, santidade e, ao mesmo tempo, ter prazer em saber da vida alheia, comentar o que não lhe diz respeito e repassar aquilo que deveria ter morrido nos seus ouvidos.
No mundo, talvez isso seja tratado como conversa. No Reino, a Bíblia chama de outra coisa: mexerico, maledicência, difamação, contenda. E o mais sério é que muita gente pede para Deus cuidar da própria vida enquanto usa a boca para ferir a vida dos outros.
Quem realmente crê que Deus está no controle aprende a não comentar tudo o que não entende. Porque nem tudo que parece perda é derrota. Nem tudo que parece afastamento é abandono. Nem toda porta fechada é castigo. Às vezes, a resposta de uma oração chega de um jeito tão diferente que quem olha de fora chama de desastre, enquanto Deus chama de livramento.
Tem coisa que hoje dói e amanhã você vai agradecer. Tem gente que hoje você não entende por que saiu e depois perceberá de que Deus estava te guardando. Tem situação que parece ter quebrado seus planos, mas pode ter impedido que algo muito pior quebrasse você.
Por isso, cuidado ao transformar em fofoca aquilo que talvez seja Deus conduzindo uma história. Você não conhece tudo. Você não ouviu todas as conversas. Você não viu todas as intenções. Você não sabe o que Deus viu lá na frente.
E talvez esse seja um dos maiores sinais de maturidade espiritual: aprender a calar quando não conhece a história inteira.
Porque uma pessoa verdadeiramente entregue a Deus não precisa ter opinião sobre tudo, não precisa espalhar tudo e não precisa entender tudo para continuar confiando.
Ore mais sobre as pessoas do que fale sobre elas.
A boca revela muito mais do coração do que a aparência consegue esconder.
“O homem perverso levanta a contenda, e o difamador separa os maiores amigos.” Provérbios 16:28
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