Há momentos em que Deus, em sua providência, permite que aquilo que desejávamos não aconteça. Não porque tenha deixado de ser bom, mas porque Ele conhece aquilo que nós ainda não conseguimos enxergar.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor.”
Isaías 55:8
Nem toda porta fechada é abandono. Nem toda perda é castigo. Nem toda frustração significa que Deus se afastou. Às vezes, a graça de Deus se manifesta justamente naquilo que Ele não permite que permaneça.
Há construções que parecem bonitas aos nossos olhos, mas foram erguidas sobre fundamentos frágeis. E Deus, em sua misericórdia, pode permitir que sejam abaladas antes que desabem completamente sobre nós.
Pedro aprendeu que nem sempre entendemos a obra de Cristo enquanto ela acontece. Jó descobriu que é possível perder aquilo que amamos sem perder o próprio Deus. Paulo aprendeu a conviver com um “espinho” que não foi removido, porque a graça era suficiente.
Deus não prometeu preservar todos os nossos planos; prometeu sustentar aqueles que pertencem a Ele.
Talvez aquilo que hoje parece uma decepção seja, amanhã, reconhecido como livramento. Talvez a porta que você queria que Deus abrisse precisasse permanecer fechada para que você não construísse sua vida em um lugar onde Ele nunca o chamou para permanecer.
Por isso, não interprete a providência de Deus apenas pelo que você perdeu. Olhe para Cristo, que você não perdeu.
Se Cristo é o fundamento, até aquilo que desmorona pode ser usado por Deus para reconstruir algo mais verdadeiro.
“Porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.” — Romanos 8:28
Às vezes, a misericórdia de Deus chega disfarçada de decepção. E somente depois percebemos: Ele não estava destruindo nossa vida; estava nos impedindo de construí-la sobre fundamentos errados.
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