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terça-feira, 8 de setembro de 2026

AZEITE

 Provérbios 21:20. “Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato o desperdiça.”


Para um israelita, o azeite não começava dentro de uma vasilha. Começava numa oliveira.


Muitos tinham oliveiras em seus próprios terrenos. Era preciso esperar o tempo certo. Aproximadamente entre setembro e novembro, as azeitonas eram colhidas. Depois vinha o esmagamento.


A azeitona precisava ser pressionada para liberar aquilo que estava escondido dentro dela.


O processo era trabalhoso. Exigia tempo, força e paciência.


Depois de todo esse processo, o azeite chegava à casa.


Por isso o sábio não olhava para aquela vasilha e enxergava apenas azeite. Ele enxergava uma história.


Enxergava a árvore. A espera. A colheita. O esmagamento. O trabalho. O tempo.


Ele sabia o valor de cada gota.


É exatamente por isso que Salomão chama o azeite de tesouro desejável.


O insensato desperdiça porque não compreende o valor daquilo que recebeu.


E aqui existe um princípio que atravessa as Escrituras.


A oliveira pode nos lembrar de Cristo. Daquele que foi ferido, esmagado e entregou de si aquilo que nós jamais poderíamos produzir.


O azeite, nessa leitura, nos aponta para aquilo que recebemos por meio dele. Sua presença. Sua graça. Sua ação em nós.


Então talvez o problema não seja a ausência de azeite.


Talvez seja a falta de percepção sobre o valor dele.


Nós desperdiçamos aquilo que não compreendemos.


Desperdiçamos tempo porque esquecemos que ele não volta.


Desperdiçamos relacionamentos porque nos acostumamos com pessoas que um dia pedimos a Deus.


Desperdiçamos oportunidades porque confundimos familiaridade com insignificância.


E até mesmo aquilo que Deus derrama sobre nós pode ser tratado como algo comum.


Mas o sábio sabe.

Cada gota tem uma história.

Cada gota custou alguma coisa.

Por isso ele guarda. Cuida. Administra.

A pergunta não é apenas quanto azeite existe na sua casa.


É se você ainda consegue perceber o valor dele.


Porque aquilo que se torna comum aos nossos olhos pode continuar sendo precioso diante de Deus.


Não desperdice o que Cristo produziu.

Não trate como banal aquilo que custou tão caro.

O sábio não desperdiça o azeite. 



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