Há despedidas que não precisam de palavras.
Durante muito tempo, a gente explica, tenta compreender, perdoa, dá novas oportunidades e acredita que o outro finalmente perceberá o valor do cuidado que recebeu. Até que um dia alguma coisa muda dentro de nós.
Não é raiva. Não é orgulho. Não é desejo de punir ninguém.
É cansaço da alma e então vem o silêncio.
O silêncio de quem entendeu que não precisa continuar se machucando para provar que ama. De quem aprendeu que perdoar não significa permitir que alguém tenha acesso ilimitado à nossa vida.
Existem portas que não fechamos porque deixamos de amar. Fechamos porque finalmente aprendemos a nos amar também.
Algumas pessoas só percebem o nosso valor quando descobrem que aquela presença que parecia garantida já não está mais disponível.
Respeito não deveria ser pedido.
Cuidado não deveria ser implorado. E amor jamais deveria custar a nossa paz.
Quando o limite é ultrapassado muitas vezes, chega um momento em que não há mais discussão, explicação ou tentativa. Há apenas uma escolha silenciosa: seguir em frente.
Porque quem não soube cuidar da nossa presença terá que aprender a conviver com a nossa ausência. 🤍
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